JULHO DAS PRETAS. O DIA DA MULHER NEGRA LATINA E CARIBENHA
Palavras-chave:
Mulher, negra, Cultura, IdentidadeResumo
O presente trabalho, do PET História da África- UNIPAMPA Campus São Borja, Julho das Pretas é de natureza cultural. O objetivo é o de empoderar os alunos negros do campus trazendo a cultura africana e afro-brasileira para uma construção e reafirmação da identidade negra dentro do meio acadêmico e enaltecer a cultura negra nas suas diferentes formas e ressignificar as identidades negras, como destaque para a mulher negra dentro da UNIPAMPA campus São Borja. Apresenta- se o histórico da data do dia 25 de julho e a descrição da atividade realizada e seus resultados. O Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha teve sua primeira celebração em 1992 quando houve o Primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas, nesse encontro foram discutidos temas como racismo, machismo, formas de combate e também deu-se como acordado que o dia 25 de Julho representaria o Dia da Mulher Negra Latino Caribenha. Isso porque as mulheres negras da América Latina e do Caribe sofrem em um contexto de extrema violência, opressão e misoginia. Aqui no Brasil, essa data também é celebrada como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, isso porque Tereza de Benguela foi uma importante referência como líder quilombola. Esse quilombo, liderado por Tereza de Benguela, resistiu a escravidão por duas décadas e teve Benguela no comando da estrutura econômica, política e administrativa do quilombo. Levando isso em consideração, o PET História da África criou um projeto chamado Julho das Pretas, com o intuito de celebrar e relembrar o dia da Mulher Negra Latino Caribenha e no ano de 2024, a maneira pensada para celebrar, foi com a realização de uma sessão de fotos aberta ao público da Universidade Federal do Pampa com a premissa de empoderar as mulheres negras da Universidade. Segundo Joice Berth (2019) empoderamento se refere, de maneira geral, a dar poder", porém não apenas de forma individual, mas, principalmente, de forma coletiva. É preciso levar em consideração que indivíduos empoderados criam coletividades empoderadas e, consequentemente, essas coletividades são formadas por seres que possuem um alto grau de consciência do seu eu social. Portanto, com o intuito de criar conexões para a médio e longo prazo prosperar uma comunidade de mulheres pretas empoderadas, e com uma alta consciência do seu eu social, dentro da Universidade Federal do Pampa, nesse caso especificamente no campus de São Borja, foi realizada uma sessão de fotos no estúdio de fotografia da Universidade no dia 3 de Julho de 2024. Durante o evento, foi disponibilizado coffeebreak e dado um momento de descontração para que as mulheres presentes pudessem aproveitar o momento consigo mesma e com as demais iguais.O resultado da sessão resultou em diversas fotos das participantes, sozinhas e em conjunto, e de maneira geral cumpriu com o objetivo de ajudar na tarefa de empoderar mulheres negras do campus São Borja da Unipampa quando fez com que essas mulheres se conhecessem e se enxergassem. Além disso, foram realizadas diversas filmagens de making off durante o dia 3 de Julho, quando ocorreu a sessão, e no Dia da Mulher Negra Latino Caribenha, 25 de Julho, essas filmagens foram disponibilizadas para o público por meio da rede social Instagram do PET História da África. Momentos como esse se fazem importantes para que as mulheres negras compreendam que não estão sozinhas em contextos que são majoritariamente brancos e consigam dialogar como a interseccionalidade, conceito criado em 2002 por Kimberlé Crenshaw, que diz respeito à forma pela qual o racismo, opressão, machismo, patriarcado e diversas outras formas de violência e desigualdade estruturam o que é ser uma mulher negra, afeta todas elas em diferentes contextos. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) as mulheres negras são as que mais têm dificuldade em se formar no ensino superior, isso por diversas causas, entre elas o desemprego afetar mais mulheres pretas do que os demais grupos. Com esse dado é possível ver como a interseccionalidade afeta a vida de mulheres negras e ao ceder um espaço para que essas mulheres pudessem dialogar, se adimirar e se conhecer o PET História da África estava criando espaço para que elas se apoderassem como um todo.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
JULHO DAS PRETAS. O DIA DA MULHER NEGRA LATINA E CARIBENHA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118951. Acesso em: 16 abr. 2026.