CINE AZUL: ACESSIBILIDADE NO CINEMA PARA O PÚBLICO AUTISTA
Palavras-chave:
Acesso, cultura, Autismo, Cinema, InclusãoResumo
O trabalho apresenta a atividade de extensão CINE AZUL: ACESSIBILIDADE NO CINEMA PARA O PÚBLICO AUTISTA, realizada pelo Núcleo de Estudos em Inclusão (NEI) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Bagé/RS. Em parceria com o cinema da cidade, planejou-se e implementou-se uma sessão acessível voltada ao público TEA. A ideia de realizar a ação surgiu após a exposição do relato de uma mãe e aluna da Unipampa que estava num componente de Educação Inclusiva, ministrado pela docente e também coordenadora do NEI, Profª. Drª. Amélia Rota Borges de Bastos. A aluna narrou que tinha interesse de levar o seu filho ao cinema da cidade, em especial, no filme "DivertidaMente", em cartaz na época, mas não o fazia pelo fato do cinema não possuir sessões acessíveis para autistas. A partir da demanda indicada pela aluna e mãe, foram realizados contatos com o cinema da cidade, que prontamente aceitou apoiar a atividade extensionista, oferecendo em horário especial, sob coordenação do NEI, a exposição do filme supracitado. Coube a equipe extensionista o planejamento e a execução dos recursos de acessibilidade responsivos às necessidades do público Autista, dentre eles: recursos de antecipação da atividade, como histórias sociais sobre a ida ao cinema e materiais visuais contextualizando o espaço - utilizados com a finalidade de diminuir a ansiedade frente à nova situação; pranchas de comunicação aumentativa/alternativa para apoiar a comunicação de pessoas não verbais; disponibilização de abafadores para diminuição de ruídos e brinquedos sensoriais que auxiliam na regulação de pessoas autistas quando sobrecarregadas sensorialmente. Adaptações da exposição do filme também providenciadas, tais como: filme exibido em meia luz; ampliação gradual do volume do filme; não exposição de trailers e anúncios, como forma de diminuir o tempo da atividade; livre circulação do público, conforme necessidade. Também foram realizadas ações com vistas a evitar filas, como a entrega prévia dos ingressos; entrada imediata na sala de cinema, aberta de forma antecipada, visando, também, a ambientação do público. Para além disso, durante a recepção das crianças, e, como forma de diminuir a ansiedade frente à nova situação, a atividade contou com a presença de um jovem que se caracteriza num dos personagens da Marvel, o Homem Aranha. Na cidade ele é conhecido como Homem Aranha Bagé. O personagem recebeu o público e interagiu com ele, auxiliando na descontração das crianças. A atividade contou, também, com o apoio da comunidade, que auxiliou na compra dos ingressos que foram distribuídos de forma gratuita para as instituições da cidade que atuam com o público autista e na distribuição de pipoca e refrigerante. Durante a realização da atividade, os presentes contaram ainda com o apoio da equipe do NEI, responsável por auxiliar durante a atividade, na recepção e orientação do público e distribuição de pipocas e refrigerantes. A ação extensionista contemplou 200 pessoas, entre autistas e seus familiares. Os resultados foram bastante positivos. A maioria dos pais relataram ter sido a primeira vez do filho com autismo no cinema. A partir da atividade, foi firmado um compromisso entre NEI e o cinema da cidade para a realização semestral de sessões acessíveis, sendo a próxima, a ser realizada na semana do dia da criança. A ação materializa princípios constitucionais de acesso à cultura e o compromisso da Universidade, mediante ações de extensão, na efetivação de tal direito.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CINE AZUL: ACESSIBILIDADE NO CINEMA PARA O PÚBLICO AUTISTA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118948. Acesso em: 16 abr. 2026.