O papel das mulheres na Escolástica e como atuam nas Universidades na Idade Contemporânea - Uma Oficina de Saberes

Autores

  • Carine Zeppe
  • Luisa Carnet da Silva
  • Milena Rosa Araujo Ogawa

Palavras-chave:

Escolástica, mulheres, história, medievo

Resumo

O presente projeto intitulado O papel das mulheres na Escolástica e como atuam nas Universidades na Idade Contemporânea - Uma Oficina de Saberes tem como finalidade estudar como eram a inclusão das mulheres na sociedade medieval, principalmente na Escolástica e qual o papel das mulheres nas universidades na Idade Contemporânea, a fim de demonstrar as semelhanças e diferenças entre épocas. A ação de extensão visa primeiramente investigar a inclusão das mulheres na sociedade medieval, com foco na Escolástica, desde seu início no século IX até o final do século XVI, e comparar com o papel das mulheres nas universidades na Idade Contemporânea. No segundo momento, desenvolver possibilidades de oficinas que identifique semelhanças e diferenças entre os contextos históricos mencionados, promovendo uma prática didática para os professores das escolas públicas, possibilitando alternativas para uma compreensão crítica dos sistemas educacionais medievais e contemporâneos e o papel das mulheres em ambas as épocas. A Escolástica, que floresceu entre os séculos IX e XIII, representou um período significativo do pensamento cristão, marcado pela integração da filosofia aristotélica com a teologia cristã (BARROS, 2012). Este período viu o surgimento das primeiras universidades, como as de Bolonha, Paris e Oxford, que estruturaram o saber em especializações como Filosofia, Medicina, Direito e Teologia. A condição das mulheres na Idade Média, particularmente em relação à Escolástica e ao ascetismo religioso, era condicionada a papéis limitados: virgindade, maternidade ou vida religiosa (ALESSIO, 1992). A mulher era frequentemente vista através da lente do pecado, refletindo uma visão patriarcal que restringia suas oportunidades e reconhecimentos. Contrapõe-se a isso a realidade contemporânea, especialmente no Brasil, onde a inclusão das mulheres nas universidades tem se expandido significativamente desde a década de 1970 (GUEDES, 2008). O aumento das vagas e a maior participação feminina nas instituições de ensino superior refletem uma mudança cultural e social profunda, contrastando com a realidade medieval onde o protagonismo feminino era marginal. A escolarização intensa nas últimas décadas alterou a composição da população acadêmica, evidenciando o crescente valor atribuído à educação das mulheres (GUEDES, 2008). A pesquisa também destacou a carência de materiais bibliográficos que abordem o protagonismo feminino na Escolástica. Buscamos demonstrar que não há uma limitação histórica para o protagonismo das mulheres no Medievo, elas atuavam e estavam presentes em todo o tecido social sócio-político e também universitário, dessa forma desmistificando a ilusão que que as mulheres não tinham um papel importante na Idade Média e no período da Escolástica. Assim, essa ação visa identificar e promover o estudo de figuras femininas relevantes dessa época, introduzindo essas perspectivas nas salas de aula para problematizar o currículo da área de História. Para garantir a eficácia do projeto-oficina, está sendo necessário realizar uma leitura crítica de artigos e estudos que tratam do papel das mulheres na Escolástica e nas universidades contemporâneas, além de desenvolver materiais didáticos que facilitem a compreensão dos docentes e alunos. O projeto visa aprimorar o conhecimento dos professores da educação básica e contribuir na elaboração de recursos pedagógicos que melhorem o ensino de História, promovendo uma abordagem mais inclusiva e informada sobre a contribuição feminina em contextos históricos diversos.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

O papel das mulheres na Escolástica e como atuam nas Universidades na Idade Contemporânea - Uma Oficina de Saberes. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118945. Acesso em: 17 abr. 2026.