O NEABI MÃE FAUSTA E O JULHO DAS PRETAS: VALORIZAÇÃO DA ANCESTRALIDADE E PERSONALIDADES NEGRAS

Autores

  • Cristiane Machado Farias
  • Luís Henrique Barbano da Silva
  • Diego de Matos Noronha
  • Tatiane Motta da Costa
  • Marta Iris Camargo Messias Da Silveira
  • Paulo Roberto Cardoso da Silveira

Palavras-chave:

NEABI, Mulheres, Negras, Educação, Antirracista

Resumo

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas NEABI Mãe Fausta da UNIPAMPA de Uruguaiana foi fundado em 2010 e tem o compromisso de efetivar ações de ensino, pesquisa e extensão, as quais contribuam na formação antirracista, implantando metodologias de Educação para as Relações Etnicorraciais ERER. Na sua trajetória, o NEABI Mãe Fausta tem dado destaque para a dimensão da extensão, criando espaços de diálogo com segmentos da comunidade local e regional. A exemplo de inumeros projetos ja desenvolvidos, como novos talentos, novembro negro, formação continuada com a Secretaria municipal de educação. Em 2024, decidiu-se realizar no mês de julho um projeto denominado Julho das Pretas, devido ao fato de ser este mês dedicado à Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O projeto concebido e desenvolvido pelos(as) estudantes participantes do NEABI Mãe Fausta, objetivou proporcionar um conhecimento sobre mulheres negras que com suas lutas contribuíram no combate ao racismo. Neste trabalho, pretende-se relatar a construção do projeto, sua metodologia e a reflexão sobre seus resultados. Buscou-se selecionar personalidades negras femininas que representam a força da ancestralidade negra em sua luta e resistência. Inicialmente, destacou-se a Mãe Fausta, Yalorixá conhecida e respeitada em Uruguaiana e região, praticando a Umbanda e o Batuque (religião de matriz africana também conhecida como Nação dos Orixás). Com uma vida difícil, criada em um ambiente de pobreza, a fé impulsionou sua vida e em seu terreiro Reino de Santo Antônio e Xangô, teve mais de duzentos filhos e filhas de santo, sendo exemplo de força e compromisso em fazer o bem para aqueles(as) que a procuravam. Como reconhecimento pela sua trajetória como representação da ancestralidade negra, Mãe Fausta dá nome ao NEABI aqui referido. Foram selecionadas mulheres negras, reconhecidas por suas personalidades que enaltecem a luta antirracista e fortalecem a re-existência de negros e negras no âmbito da sociedade brasileira; o critério foi tratarem-se de lideranças do movimento social negro, religiosas de matriz africana, além de Intelectuais e artistas. Solicitou-se a estas mulheres um currículo resumido e uma foto, material que foi postado nas redes sociais do NEABI Mãe Fausta, seguindo um planejamento estratégico de dias e horários, com atualizações de publicações durante o mês homenageando-as; essas postagens foram reproduzidas por redes sociais dos parceiros do NEABI Mãe Fausta, sejam comunidades acadêmicas ou relacionadas com os movimentos sociais. Como reflexão que se pode realizar, ressalta-se o aspecto pedagógico que possibilitou aos e as discentes do NEABI Mãe Fausta um aprendizado que potencializa sua formação, fortalece futuras ações de extensão e representa um trabalho de comunicação que alcançou muitos acessos. Nos próximos anos, este projeto terá continuidade, visando incluir novas mulheres negras, aumentando o rol de personalidades homenageadas e contribuindo em seu reconhecimento público. Como considerações finais se podem elencar sobre a ação de extensão: promover a valorização das mulheres negras que fizeram história ao potencializar a negritude como força de mudança social; celebrar a ancestralidade negra, através da história e cultura afro-brasileira; fortalecer o NEABI Mãe Fausta como espaço de construção antirracista; contribuir com a ação pedagógica de docentes da educação básica, para além da representatividade que da aos(as) academicos(as) do ambiente universitario.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

O NEABI MÃE FAUSTA E O JULHO DAS PRETAS: VALORIZAÇÃO DA ANCESTRALIDADE E PERSONALIDADES NEGRAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118860. Acesso em: 17 abr. 2026.