TECNOLOGIA ASSISTIVA POR MEIO DA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA ALTERNATIVA: INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA PARA PROFESSORES
Palavras-chave:
Educação, Inclusiva, Material, pedagógico, acessível, Aluno, não, verbalResumo
O presente trabalho apresenta resultado parcial de uma pesquisa desenvolvida no Mestrado Acadêmico em Ensino (PPGE)/campus Bagé. Atendendo a um dos objetivos específicos da pesquisa, qual seja, mapear a utilização de Tecnologia Assistiva (TA) por meio da Comunicação Aumentativa e alternativa (CAA) nas escolas de Ensino Básico de nível médio no Estado do Rio Grande do Sul, foi realizada uma ação de extensão através do curso de formação para professores da educação básica, bem como capacitação dos professores. a ação de formação a capacitação de professores para aplicar novos recursos e estratégias em sala de aula, garantindo equidade aos estudantes com deficiência e comunicação não verbal, com foco no uso de TA por meio da CAA. O curso contou com a colaboração da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (FADERS), que ofereceu suporte na organização e acessibilidade comunicacional por meio de intérpretes de Libras durante o curso, realizado de forma online. Também teve o apoio da Associação Bageense de Pessoas com Deficiência (ABADEF), atendendo aos objetivos geral e específicos previstos na dissertação. A metodologia utilizada no planejamento e produção de dados é a Pesquisa Intervenção Pedagógica na formação de professores, que contempla diagnóstico do público a quem se destina, planejamento da ação, a ação, que no caso foram os encontros online de formação e, por último, a avaliação dos resultados. A partir das diretrizes estabelecidas, mestranda e coordenadora de capacitação realizaram encontros regulares para organização da formação, construção de formulário de inscrição e questionário de avaliação. O curso foi destinado a pessoas com deficiência, familiares, professores, profissionais da área da saúde e áreas afins, tendo como sujeitos da pesquisa e participantes do questionário apenas o público-alvo: professores de salas de aula comuns, professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e gestores escolares do Ensino Médio gaúcho. A formação ocorreu no formato online, com a realização de um encontro síncrono por semana, durante quatro semanas, totalizando quarenta horas, em que foram apresentadas estratégias já utilizadas para o ensino de alunos com comunicação não verbal no Ensino Médio-técnico gaúcho. Obteve-se um total de 916 inscritos, sendo que 641 são de 98 municípios do RS, além de participantes de outros 24 estados do Brasil e de mais dois países: Chile e Angola. Dentre os inscritos do RS estão professores que atuam em diferentes níveis de ensino e áreas, como Ensino Superior, Ensino Médio, Ensino Fundamental, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Educação Especial e escolas especiais, profissionais da saúde, incluindo técnico de enfermagem, técnico de manutenção e terapeuta ocupacional escolar; psicopedagogos, orientadores educacionais, educadores sociais e populares, além de instrutores e professores de aprendizagem profissional, monitor de tecnologias educacionais, assim como gestores como coordenadores pedagógicos, supervisores escolares, gestores públicos e de parcerias, assessores pedagógicos e de educação especial e coordenadores de núcleos de inclusão no ensino superior; mães atípicas, que são mães de crianças com autismo e outras especificidades; outros profissionais incluindo fonoaudióloga, terapeuta de equoterapia, agente de educação inclusiva, assessores, pet sitter, administrativo, secretária escolar, estudante de Letras, contador, jornalista, estudante de Pedagogia, advogada, presidente de associação, estagiária, agente socioeducativo e coordenadores da SMED, APAE, CREs e IFSUl. O número de pessoas com deficiência inscrita totalizou 67, sendo 8 com deficiência auditiva, 11 com deficiência física, 2 com deficiência intelectual, 1 com deficiência psicossocial, 6 com deficiência visual (baixa visão), 1 pessoa cega, 2 surdas, 13 com transtorno do espectro do autismo e 23 com outras deficiências. Este grupo diversificado reflete a multiplicidade de funções, bem como o interesse e a relevância do tema tratado. A proposta de conclusão do curso se deu pela entrega de produto, confeccionado pelos cursistas a partir dos conteúdos teóricos e práticos trabalhados durante as aulas, fazendo jus a certificado (40h). Em resposta ao questionário de avaliação, os participantes indicaram ótima satisfação aprendizado significado e o conhecimento adquirido gerou autoconfiança na tomada de decisões em sala de aula, bem como em diálogos junto a outros profissionais, família e oferta aos usuários, contribuindo para um ambiente de aprendizagem mais acessível e com equidade. Conclui-se que a formação continuada e a oferta de recursos e estratégias são essenciais para a inclusão efetiva dos estudantes de Ensino Médio, assim como a quebra de barreiras, fatores que garantam a acessibilidade em suas várias dimensões.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
TECNOLOGIA ASSISTIVA POR MEIO DA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA ALTERNATIVA: INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA PARA PROFESSORES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118851. Acesso em: 17 abr. 2026.