AÇÕES DO NÚCLEO DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIRO E INDÍGENA (NEABI
Palavras-chave:
PIBID, Novembro, Negro, Projeto, ExtensãoResumo
O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) foi criado em 2010 na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) com o objetivo de promover discussões acadêmicas sobre a discriminação racial e a implementação de ações afirmativas, em conformidade com as Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08, bem como fiscalizar a implementação das referidas leis no âmbito institucional. A partir da resolução institucional 161/16, a UNIPAMPA passa a ter 10 NEABIs distribuídos entre seus respectivos campi, cada núcleo com suas especificidades regionais tendo como pano de fundo a temática antirracista, o constante dialogo com a sociedade civil, e suas lideranças, em constante diálogo com a comunidade acadêmica a respeito das temáticas étnico e racial levando em consideração o contexto local. Na Unipampa Campus Uruguaiana, temos o NEABI Mãe Fausta, que em conjunto com o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Sub Projeto Educação Física promovem desde o ano de 2015 o Projeto de Extensão Novembro Negro, realizando oficinas práticas da cultura corporal e que interccionem as relações étnico-raciais nas escolas públicas. Durante o período pandêmico, de 2020 a 2022, foi necessário uma adequação no formato de realização do Novembro Negro. Nesse sentido o objetivo deste trabalho é relatar as experiências e atividades realizadas pelo NEABI Mãe Fausta no Projeto Novembro Negro durante e pós pandemia, destacando a importância da conscientização sobre a importância da cultura africana, afro-brasileira e dos povos originários e a luta contra a discriminação racial, além de avaliar o impacto dessas ações na comunidade acadêmica e na sociedade. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa do tipo relato de experiência a partir das vivências de acadêmicos(as) pesquisadores(as) e bolsistas pibidianos e pibidianas. Dentro das atividades realizadas destacam-se a divulgação nas redes sociais algumas frases de pensadores(as) negros e negras de diferentes áreas, apresentação de termos racistas presentes no vocabulário brasileiro e possibilitando alternativas para substitui-los, através ainda das mídias sociais foram realizadas dicas de leituras, indicações de filmes e indicações de documentários sobre o tema étnico-racial. A organização, planejamento e execução das atividades cruzaram toda a pandemia do COVID-19, após a volta das atividades presenciais foram realizadas atividades práticas e oficinas em duas escolas com contextos socioeconômico distintos, foram realizadas oficinas de Capoeira, oficina de Confecção de Máscaras Africanas, Brincadeiras e Jogos de origem Africanas e Indigena e Oficina de Confecção de Bonecas Abayomi. O percurso metodológico foi planejar e executar atividades que buscam problematizar as relações étnico e raciais durante o mês da consciência negra em duas escolas públicas, as atividades foram planejadas para o formato online e presencial pós-pandemia. As ações realizadas durante o Novembro Negro resultaram em um aumento significativo da conscientização sobre a cultura Africana e afro-brasileira e a importância do letramento racial na desconstrução de uma sociedade estruturada o racismo. As oficinas foram bem recebidas, com a participação ativa da comunidade escolar e as postagens nas mídias sociais alcançaram um grande número de pessoas, promovendo um diálogo sobre a discriminação racial e a valorização da cultura afro-brasileira. A interação nas redes sociais permitiu que as informações chegassem a um público diversificado, contribuindo para a disseminação do conhecimento e a reflexão sobre a temática. As experiências vivenciadas durante o Novembro Negro pelos(as) Pibidianos(as) demonstram a relevância de ações educativas e de conscientização na promoção da cultura afro-brasileira e na luta contra a discriminação racial. A combinação de atividades presenciais e ações nas mídias sociais se mostrou eficaz para engajar a comunidade acadêmica e a comunidade escolar em um diálogo necessário sobre a consciência negra. Os(as) acadêmicos(as) tornaram-se comprometidos com o respeito as diferenças, a promoção da igualdade racial e a construção de um ambiente antirracista, antisexista e anticapacitista, contribuindo para a formação de cidadãos(ãs) críticos(as) e conscientes de seu papel na sociedade.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AÇÕES DO NÚCLEO DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIRO E INDÍGENA (NEABI. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118848. Acesso em: 18 abr. 2026.