Fisioterapia Respiratória Ambulatorial Neonatal e Pediátrica
Palavras-chave:
fisioterapia, pediatria, técnicasResumo
O projeto de extensão Fisioterapia Respiratória Ambulatorial Neonatal e Pediátrica teve origem no componente curricular optativo chamado Fisioterapia Respiratória Pediátrica, devido ao alto interesse de alguns alunos na área e na vivência prática, com o intuito de atender a população de caráter neonatal e pediátrico da cidade de Uruguaiana, que tivessem queixas de problemas respiratórios. A fisioterapia respiratória pode definir-se como uma especialidade da fisioterapia que utiliza estratégias, meios e técnicas de avaliação e tratamento que buscam a otimização do transporte de oxigênio, mostrando sua importância na melhora da qualidade de vida de crianças afetadas por problemas respiratórios, reabilitação e prevenção de complicações da doença, tratamento para a melhora da função pulmonar e na educação e suporte familiar por geralmente ser um tratamento contínuo. O projeto é realizado semanalmente no laboratório 115 de Fisioterapia da Unipampa - Campus Uruguaiana, nas terças-feiras no período matutino e nas quintas-feiras no período vespertino, contando com o total de seis alunos (06) da graduação de Fisioterapia e quatro (04) residentes do Programa Multiprofissional em Urgência e Emergência, cada atendimento possui duração de meia hora (30 minutos), sendo o primeiro atendimento da criança voltado para avaliação respiratória e a anamnese com os pais ou responsáveis para planejamento de condutas a serem realizadas nos próximos atendimentos. São atendidas no projeto ao todo 17 crianças, incluindo crianças de 07 meses até 15 anos, sendo os principais diagnósticos de apenas Asma em 59%, Asma associada a Rinite em 24%, e de Bronquiolite em 18% dos casos. A asma se apresenta com episódios recorrentes de tosse, sibilância e de dificuldade respiratória, então se faz necessário o tratamento em períodos de crise e intercrise com as manobras de higiene brônquica e de reexpansão pulmonar visando manter a função pulmonar, evitar altas compensações como o uso da musculatura acessória e manter a qualidade de vida e das atividades realizadas; já a Bronquiolite é uma das causas mais comuns de infecção das vias aéreas inferiores sendo causa de um alto índice de hospitalizações, gerando sintomas como tosse, taquipneia, sibilos e dificuldades ventilatórias, segue o tratamento sendo de higiene brônquica e de reexpansão pulmonar com o objetivo da melhora da função pulmonar e da diminuição de sequelas. No neonato, a fisioterapia respiratória é mais voltada para a higiene brônquica, que visa a eliminação das secreções, como as técnicas mais realizadas no projeto, chamadas Expiração Lenta Prolongada (ELPr) e Aumento do Fluxo Expiratório (AFE) que servem para a melhora da ventilação e o desenvolvimento pulmonar, já em crianças maiores, além de manobras de higiene brônquica, realizamos técnicas de reexpansão pulmonar com exercícios respiratórios, treinamento muscular respiratório e associação entre respiração com exercícios cinesioterapêuticos de forma lúdica, sempre envolvendo brincadeiras para manter o foco da criança. Com isso, seguindo nossos principais objetivos, tais quais são; melhorar a qualidade funcional e resistência pulmonar, prevenir sequelas das doenças respiratórias e melhorar a qualidade de vida dessas crianças atendidas no projeto, como resultado ao final de oito sessões de atendimentos, foi notável a melhora dos pacientes e os benefícios que a fisioterapia respiratória trouxe para as vidas das crianças atendidas neste projeto, tais resultados como a diminuição de roncos e sibilos na ausculta pulmonar indicando a diminuição das secreções, menor fadiga para realizar atividades e brincadeiras durante o dia a dia desta população pediátrica.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Fisioterapia Respiratória Ambulatorial Neonatal e Pediátrica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118824. Acesso em: 17 abr. 2026.