SAÚDE NO BAIRRO: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NOS BAIRROS PERIFÉRICOS.
Palavras-chave:
Saúde, HAS, EducaçãoResumo
Um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é uma meta global estabelecida pela ONU como parte da Agenda 2030, um plano de ação que visa equilibrar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável. Entre os 17 objetivos propostos, o ODS 3, que visa "assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades", é especialmente relevante no combate às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que incluem as doenças cardiovasculares (DCV). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCV continuam sendo a principal causa de morte no mundo, respondendo por cerca de 17,9 milhões de mortes anuais, sendo muitas dessas mortes atribuídas à hipertensão arterial sistêmica (HAS), uma condição que afeta cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo. A meta 3.4 do ODS 3 busca reduzir em um terço a mortalidade prematura por DCNT até 2030, um desafio que exige intervenções eficazes em prevenção, tratamento e promoção da saúde. Nesse contexto, a educação em saúde emerge como uma estratégia central, especialmente em populações vulneráveis, que são frequentemente as mais afetadas pelas desigualdades em saúde. A educação em saúde não só melhora a conscientização sobre os riscos associados a condições como a HAS, mas também capacita as pessoas a adotar comportamentos mais saudáveis e a acessar os serviços de saúde de maneira mais eficiente. O PET Conexões Fisioterapia, reconhecendo essa necessidade, desenvolve a atividade Saúde no Bairro, focada em informar e educar a população periférica de Uruguaiana-RS sobre hábitos de vida saudáveis. Essa iniciativa visa não apenas a promoção e prevenção de doenças, mas também o fortalecimento da capacidade dos indivíduos de fazer escolhas informadas sobre sua saúde. Entre as ações, destacam-se a educação sobre a importância de uma dieta equilibrada, a prática regular de atividade física, a redução ou eliminação do consumo de tabaco e álcool, e o monitoramento frequente da pressão arterial, um dos principais indicadores de risco para DCV. Os resultados dessas ações são significativos. Entre 2022 e 2023, a atividade Saúde no Bairro alcançou 188 moradores de bairros periféricos em Uruguaiana/RS, dos quais 54 eram homens e 134 mulheres. Dos entrevistados, 48% dos homens e 47% das mulheres relataram diagnóstico de HAS. Além disso, mais da metade dos outros entrevistados apresentaram alterações na pressão arterial e informaram nunca ter recebido orientação sobre a necessidade de cuidados e controle da pressão. Esses dados indicam uma lacuna significativa na educação em saúde, evidenciada também pelo fato de que 26% dos entrevistados não frequentaram a ESF (Estratégia Saúde da Família) no último ano, o que os coloca em maior risco de complicações. Ademais, os comportamentos de risco prevalentes, como tabagismo e consumo regular de álcool, aliados à baixa adesão à atividade física e ao não uso regular dos serviços de saúde, apontam para a necessidade urgente de intervenções contínuas e ampliadas. A Saúde no Bairro demonstra que, ao proporcionar educação em saúde diretamente nas comunidades, é possível não só aumentar a conscientização, mas também promover mudanças de comportamento que são essenciais para o manejo e prevenção eficazes de DCNT como a hipertensão. Esses resultados reforçam a importância de iniciativas como o Saúde no Bairro, que vão além da simples transmissão de informações, oferecendo suporte prático e acessível que pode melhorar significativamente a saúde e o bem-estar das comunidades atendidas, além de contribuir para o alcance das metas estabelecidas pelo ODS 3.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
SAÚDE NO BAIRRO: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NOS BAIRROS PERIFÉRICOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118820. Acesso em: 17 abr. 2026.