O USO DA ARTETERAPIA COMO FERRAMENTA PARA MANUTENÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE IDOSOS

Autores

  • Yasmin Bahiano
  • Camila de Vargas Rosset
  • Maria Alexsandra do Nascimento Silva
  • Clarissa de Souza Cardoso

Palavras-chave:

Arteterapia, Práticas, Saúde, Integrativas, Complementares, Sociabilidade

Resumo

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são intervenções terapêuticas que visam não apenas a prevenção de doenças, mas também a recuperação e promoção da saúde, enfatizando uma abordagem acolhedora e integrativa do ser humano com a sociedade e o meio ambiente. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece de forma gratuita, cerca de 30 diferentes procedimentos de PICS à população, entre elas, encontra-se a arteterapia. Essa prática integrativa consiste no uso de diversos recursos artísticos, como pintura, desenho, escultura, e outras formas de expressão, como meio terapêutico para promover a saúde física e mental. Este trabalho, de abordagem qualitativa, é um relato de experiência sobre a promoção de sessões de arteterapia com um grupo de idosos, seguindo a vertente junguiana, que utiliza a imaginação como ponto de partida promovendo autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal por meio da exploração de símbolos e do subconsciente. A atividade foi realizada com um grupo de idosos na cidade de Uruguaiana - RS com a disponibilização de papéis, tintas coloridas e esponjas para pinturas de tema livre e teve como objetivo criar um momento lúdico para os idosos, promovendo a ampliação da sociabilidade entre eles e a expressão de sentimentos reprimidos. Nessa ação também foi utilizado vendas, caso o participante permitisse, para fazer a pintura de olhos fechados, a fim de estimular a sinestesia dos sentidos. Durante a atividade, houve resistência por parte de alguns participantes, especialmente do sexo masculino. O uso de vendas também gerou resistência inicial, mas, com o tempo, essa resistência foi superada e transformou-se em situações abordadas com humor, o que ajudou a fortalecer o entrosamento e a coesão do grupo. Além disso, muitos participantes passaram a se envolver mais nas dinâmicas após a participação de seus amigos. Ao final do processo, quase todos participaram das atividades de pintura, expressando satisfação ao reviver uma atividade que consideravam "infantil". Nesse contexto, evidencia-se que a dinâmica gerou significativa interação entre os membros do grupo, que faziam questão de mostrar suas obras, discutir suas escolhas temáticas uns com os outros e conversar sobre o que de fato os desenhos pareciam, após a retirada da venda. Por fim, evidencia-se que o uso da arte como terapia implica que o processo criativo pode ser um meio para reconciliar conflitos emocionais, relembrar momentos importantes, estimular a criatividade e facilitar a autopercepção e o desenvolvimento pessoal. Neste sentido, percebeu-se também que uma das possibilidades dessa prática que estimula a imaginação, é permitir que os participantes acessem memórias afetivas e sentimentos diversos, proporcionando momentos de descontração e relaxamento, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e para a manutenção do bem estar físico e mental. Dessa forma, conclui-se que com o uso da arteterapia, o processo de envelhecimento pode ser vivido de maneira mais ativa, promovendo bem-estar, autoconhecimento e uma maior integração social. Levando isso em consideração, a arteterapia transforma a expressão criativa em um caminho para a vitalidade mental, renovando a saúde na terceira idade. Logo, em um contexto atual de crescente envelhecimento populacional, a inclusão de práticas como a arteterapia no cuidado à saúde mental dos idosos torna-se cada vez mais importante, oferecendo uma abordagem complementar que valoriza o ser humano em sua totalidade.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

O USO DA ARTETERAPIA COMO FERRAMENTA PARA MANUTENÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE IDOSOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118808. Acesso em: 17 abr. 2026.