PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE LESÃO EM ATLETAS DE HANDEBOL MASCULINO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Luis Pinheiro
  • Guilherme Jardim Tirloni
  • Pedro Ernani Dornelles Lago
  • Douglas Machado Lopes
  • Simone Lara
  • Lilian Pinto Teixeira

Palavras-chave:

Prevenção, exercícios, handebol

Resumo

O handebol é um dos esportes mais populares tanto no Brasil, quanto no mundo, tendo milhares de praticantes e espectadores. É uma modalidade olímpica de equipe, que possui ritmo acelerado com características dinâmicas, as quais abrangem transições de ataque-defesa com o objetivo de marcar gols. Atletas arremessadores de esportes como o handebol utilizam o braço e o ombro em movimento de arco sobre a cabeça para impulsionar uma bola em direção à equipe adversária, sendo conhecidos como atletas overhead. Diante disso, lesões por esforço repetitivo ou trauma nas articulações do ombro e cotovelo são frequentes nesses atletas, independentemente da idade, sexo e nível de jogo. Tendo em vista as exigências do esporte, é necessário que a atleta potencialize a sua performance funcional em quadra, não somente para melhorar o desempenho no salto, corrida e arremesso, mas também para reduzir a probabilidade do desenvolvimento de lesões. Assim sendo, é importante avaliar variáveis relacionadas com a capacidade funcional e a amplitude de movimento torácica e glenoumeral desses atletas, a fim de identificar possíveis fatores de risco para lesão e, se necessário, promover estratégias preventivas neste contexto. Com base no exposto, o objetivo deste relato de experiência foi descrever a inserção de um programa de prevenção de lesão com atletas de handebol msculino adulto. Assim, participaram deste programa 20 atletas, integrantes de uma equipe amadora de handebol masculina adulta, do município de Uruguaiana-RS, que compete atualmente a nível regional. No início do ano de 2024, estes atletas realizaram uma avaliação pré-temporada, a fim de identificar possíveis fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de lesão, para que, a partir desses dados, pudessem ser traçadas estratégias preventivas, a fim de corrigir ou minimizar os déficits encontrados. Os atletas foram avaliados quanto à capacidade funcional de membros superiores (por meio do CK QUEST), bem como a mobilidade de tronco (lumbar locked rotation test) e a mobilidade rotacional glenoumeral, por meio de um inclinômetro digital. Após analisar esses dados, foram identificados possíveis déficits funcionais, e a partir disso, foi construído um trabalho preventivo, para ser aplicado junto aos atletas. Este trabalho preventivo inclui seis exercícios do aplicativo GetSet, dois para cada teste, a fim de promover ganhos sobre mobilidade do complexo do ombro e tronco, bem como melhorar a capacidade funcional dos membros superiores. Assim, em junho do ano corrente foi dado início ao trabalho de prevenção, que ocorrerá ao longo de 12 semanas durante a temporada, sendo realizado uma vez por semana, com duração de aproximadamente 20 a 25 minutos, no início do treino, no ginásio municipal da cidade. Para a execução dos mesmos, são necessários colchonetes, bolas e elásticos. Até o momento, foram realizadas 8 semanas de trabalho preventivo, e, conforme os atletas evoluem na execução dos exercícios, vão sendo inseridos mais exercícios do programa preventivo, respeitando sempre a tolerância dos atletas. Ao final das 12 semanas do protocolo de prevenção, esses atletas serão novamente reavaliados, no qual serão refeitos os mesmos testes do início da temporada. Espera-se que haja melhoria nos resultados funcionais depois da aplicação do programa preventivo, e com isso a diminuição dos fatores de risco para o desenvolvimento de lesão. Ademais, acredita-se que reduzindo o risco de lesão, promove-se a qualidade de vida do atleta, melhorando também seu rendimento esportivo.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE LESÃO EM ATLETAS DE HANDEBOL MASCULINO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118801. Acesso em: 17 abr. 2026.