SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PERMANENTE

Autores

  • Maria Vitória Mazui De Quadros
  • Marcos Gabriel Ferreira de Souza
  • Geremias Marques
  • Ana Beatriz Godoy de Barros Alves
  • Susane Graup
  • Lilian Konageski Stumm

Palavras-chave:

Acolhimento, Educação, Permanente, Saúde, Mulher

Resumo

A Educação Permanente em Saúde (EPS), é uma das principais ferramentas de qualificação das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-se uma política pública em 2004, quando foi instituída como Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS). Esse tipo de ação, é resultado da necessidade de se construir um conhecimento sólido e atualizado sobre diversos assuntos relacionados à saúde, ao mesmo tempo que aproveita todo o conhecimento prático que esses profissionais adquiriram no seu cotidiano. Esse tipo de formação é essencial para todos os níveis de atenção à saúde, principalmente pela rapidez que muitos protocolos mudam e que podem ser essenciais para manutenção de saúde dos usuários. Pensando na importância da EPS para profissionais e usuários do SUS, esse trabalho tem como objetivo relatar o processo de EPS desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Uruguaiana aos seus profissionais de saúde, e em como esse tipo de formação é essencial para as mulheres usuárias do SUS. As atividades realizadas fazem parte do Projeto de Extensão PET-Saúde Equidade - Interseccionalidade das questões de gênero, saúde mental e contexto sociocultural no trabalho no SUS (registro 2024.EX.UR.3472) que visa contribuir para a estruturação de uma rede de apoio e promoção da saúde da trabalhadora do SUS, considerando a formação para o enfrentamento e autocuidado e as questões que interseccionam a violência, a saúde mental e os marcadores de determinantes sociais. Nesse sentido, a saúde da mulher vai além das questões ginecológicas, quando pensamos em mulheres cisgenero, e envolvem diversos fatores sociais, emocionais e fisiológicos que são diferentes dos homens cisgêneros. Nesse treinamento, voltado exclusivamente para a saúde da mulher, que ocorreu no mês de julho de 2024, nós, alunos do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET) acompanhamos o processo da EPS trabalhado pela Secretária de Saúde, e podemos verificar o quão enriquecedor é esse momento para os profissionais envolvidos. Nesse dia, foram discutidos o Planejamento Reprodutivo e a revisão do processo de coleta e leitura de exames do Citopatológico do Colo do Útero (CP), que foi ministrado por uma enfermeira e uma médica ginecologista, e foi direcionado, majoritariamente, para mulheres enfermeiras das Estratégias de Saúde da Família (ESF). O processo de EPS, começou pela apresentação do tema por ambas profissionais e depois era feita a discussão em grupo. Nesse momento, foi interessante analisar que apesar de muitos anos de experiências das enfermeiras das ESFs, algumas tinham dúvidas sobre os procedimentos apresentados ou tinham opiniões divergentes, e carregavam ensinamentos e protocolos de que não existiam mais ou foram substituídos por métodos mais recentes. Cabe ressaltar que não necessariamente havia uma falta de profissionalismo ou capacidades técnicas daquelas profissionais que disseram que realizam determinado procedimento de outra maneira, mas sim uma falha do sistema que muitas vezes impossibilita que elas se atualizem sobre novas técnicas. Foi interessante observar principalmente a troca de experiência entre as enfermeiras, seja para a realização dos protocolos de coleta e análise dos CP, mas também em como lidar com os aspectos emocionais da realização das tarefas. Esse processo de troca e acolhimento feito por todos ali presentes foi essencial para que nenhuma delas se sentisse acuada ou com vergonha de dizer como estavam se sentindo ou como elas estavam fazendo determinada técnica. Outro aspecto importante, foi do protagonismo de todas as enfermeiras, que não eram apenas ouvintes do que era passado pelas palestrantes, mas a todo momento tiravam dúvidas ou comentavam aspectos dos procedimentos, quanto ao que realmente era palpável e dava certo na prática e o que só ficava na teoria. Isso foi essencial para o bom andamento do dia de capacitação, e com certeza trará muito benefícios às mulheres usuárias do SUS, pois a realização do CP de forma correta é essencial para manutenção da saúde da mulher. Com isso, observa-se a necessidade de manutenção desse processo de EPS desenvolvido pela Secretaria de Saúde, voltado para a saúde das mulheres, e também para a saúde em geral do cidadão, pois além dos benefícios para os usuários, é possível perceber que isso gera um local de acolhimento para os profissionais que vivem pressionados a nunca errarem e estarem constantemente atualizados.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PERMANENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118797. Acesso em: 17 abr. 2026.