RESPOSTA SOLIDÁRIA ÀS ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL
Palavras-chave:
desastre, climático, solidariedade, voluntariadoResumo
No ano de 2024, no período entre o final de abril e metade de maio, o Rio Grande do Sul ficou marcado pelo maior desastre climático já registrado, este, causado por fortes chuvas que destruíram 471 das 497 cidades gaúchas. As tempestades afetaram o equivalente a 94% do território total do estado, que possui uma ampla rede hidrográfica, com rios caudalosos e bem distribuídos. Somente 26 cidades gaúchas não tiveram impacto direto relacionado às chuvas. Grandes centros urbanos, como a capital Porto Alegre, tiveram suas ruas e vias submersas, sendo necessário a evacuação das pessoas que residiam, trabalhavam ou comercializavam nas regiões afetadas. As perdas foram incalculáveis, tanto para as famílias, empresas e para o Estado, como para a fauna e flora. As imagens do desastre causaram grande comoção na população, gerando grande engajamento para auxiliar as pessoas atingidas. Assim, inúmeras entidades locais e organizações humanitárias com grupos voluntários, bem como as autoridades, trabalharam para mitigar os enormes danos e auxiliar os afetados da melhor maneira possível. Centenas de voluntários atuaram no resgate, acolhimento e manutenção da população desabrigada, bem como na limpeza e reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes. No município de São Gabriel, o Rio Vacacaí, que atravessa a periferia da cidade e costuma atingir quatro metros durante as enchentes regulares, atingiu a cota de sete metros acima do nível regular. Cerca de 400 casas foram atingidas, contabilizando 1.700 moradores afetados pela enchente no município. Sensibilizados pela grande catástrofe ambiental vivenciada pelo Rio Grande do Sul, um grupo de 15 estudantes do Campus São Gabriel da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), juntamente com o Programa de Educação Tutorial (PET) Ciências Biológicas se engajou com o objetivo de mitigar os danos causados pelas intempéries climáticas. O grupo atuou como voluntário auxiliando na coleta e triagem de doações, preparo e distribuição de refeições, como também na limpeza de casas de moradores atingidos pela água do rio. O grupo realizou a limpeza de cinco casas de moradores com extrema dificuldade, pessoas debilitadas que não tinham condições físicas ou psicológicas de realizar a limpeza de suas casas. Os cômodos foram esvaziados, permitindo que com o auxílio de um lava jato a lama fosse retirada das paredes, teto, piso e varanda. Todos os móveis foram retirados e lavados, bem como os utensílios e eletrodomésticos. Roupas, calçados e outros materiais foram retirados, triados, destinando parte do material para descarte e parte para ser lavado e reutilizado. O trabalho voluntário de limpeza expôs ao grupo a dura realidade da população ribeirinha, os quais enfrentam regularmente a perda de bens devido às enchentes. Algumas casas possuem poucos utensílios devido a essas perdas regulares causadas pela enchente do rio. Por outro lado, parte dessas pessoas já está acostumada a viver essa realidade e não manifestam interesse ou não possuem condições de morar em outro lugar. Outro fato que impactou os acadêmicos foi a enorme quantidade de lixo que as enchentes produzem, gerando resíduos que levarão centenas de anos para serem degradados, causando grandes danos ao meio ambiente. Essas ações realizadas destacam a importância da solidariedade, empatia e compaixão com o próximo em tempos de crise. O apoio à população, incluindo a proteção de crianças vulneráveis e o cuidado com a saúde das comunidades afetadas, mostram que a mobilização coletiva não só alivia o sofrimento das vítimas, mas também fortalece a coesão social, educa a comunidade e contribui para a recuperação e reabilitação a longo prazo, mostrando-se fundamental para a retomada da vida cotidiana.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RESPOSTA SOLIDÁRIA ÀS ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118774. Acesso em: 17 abr. 2026.