CONVERSANDO SOBRE O ESPECTRO AUTISTA NAS REDES SOCIAIS
Palavras-chave:
TEA, Informação, InstagramResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem por definição sintomas e distúrbios associados ao neurodesenvolvimento, que podem afetar o desenvolvimento psiconeurológico, a linguagem e a interação social. Em virtude da amplitude que envolve o espectro, muitas dúvidas existem, refletindo em muitos anseios e necessidades de maiores informações sobre o assunto. Em especial, informações de qualidade e que, ao mesmo tempo, sejam de fácil entendimento. Faz-se necessário conversar sobre o TEA de uma maneira menos formal e mais amigável, buscando-se esclarecer algumas das dificuldades impostas através da informação mais clara e objetiva. Muitas vezes os portadores do transtorno pertencem a famílias com determinada vulnerabilidade social e, ao mesmo tempo, com baixo nível de acesso à informação. Em contrapartida, às vezes a questão não é a falta de informação e sim, a forma como a mesma chega até às pessoas, em uma linguagem não muito fácil de ser compreendida e, consequentemente, de ser aplicada. Com isso, foi criado o projeto de extensão Conversando sobre o Transtorno do Espectro Autista com o objetivo principal de transmitir informação qualificada e acessível sobre o TEA através de diferentes formatos. Entre eles, por meio da criação de uma plataforma na rede social Instagram sob o endereço @conversando_sobre_autismo_. As informações são divulgadas através de posts que abrangem diversos assuntos relacionados ao TEA, desde a alimentação até os direitos e benefícios de pessoas autistas com base nas legislações vigentes. Os temas trabalhados são escolhidos em reuniões entre os participantes do projeto e publicados semanalmente. Compõem a equipe executora do projeto docentes e discentes dos cursos de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Nutrição e Agronomia da Unipampa, campus Itaqui, e membros da comunidade externa vinculados ao Grupo de Pais Anjo Azul da cidade de Itaqui. Entre os discentes, participam voluntários e um bolsista do Programa de Fomento à Extensão (PROFEXT 2024). Para a confecção dos materiais informativos foi utilizada a plataforma de design gráfico Canva, bem como a pesquisa bibliográfica em bases científicas especializadas nos assuntos trabalhados. As informações foram organizadas de forma a possibilitar um documento atrativo e com uma linguagem menos formal para que a compreensão do público possa ser a maior possível, sintetizando termos técnicos e substituindo a linguagem acadêmica. O Instagram se tornou uma enorme e significativa fonte de informação e instrumento de trabalho, devido à facilidade de fornecer informações sem custos e com alcance de curta à longa distância. A rapidez com que as informações são disseminadas também é um dos benefícios, possibilitando que vários temas possam ser abordados e compartilhados em qualquer lugar do mundo. Atualmente a página do projeto tem 95 seguidores e 26 publicações. Os temas abordados até o momento foram: possíveis dificuldades enfrentadas por pessoas com TEA em relação à mastigação e à deglutição dos alimentos; relação entre indivíduos com TEA e o glúten e a caseína; esclarecimentos sobre as diferenças entre a intolerância ao leite e a alergia ao leite; esclarecimentos sobre a lactose e a caseína do leite; informações sobre a sensibilidade sensorial no TEA; informações sobre a seletividade alimentar no TEA; problemas gastrointestinais associados ao TEA; informações sobre a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) inerentes ao TEA; informações sobre os cordões da diversidade; importância da vitamina D e do ômega-3 no TEA; e deficiência de micronutrientes no TEA. Os temas abordados têm grande relevância dentro do espectro autista, assim como o conhecimento gerado a partir das informações divulgadas pelos mesmos, muitas vezes podendo ser utilizado como orientação ou esclarecimento para dúvidas que surgem no dia-a-dia das pessoas que convivem com o espectro. Ao mesmo tempo, proporcionam àqueles deficitários de informações sobre o assunto, a ampliação do conhecimento e, por consequência, aumentam-se as chances de maiores conscientizações, reduções de estigmas e inclusão social. Por falta de informações corretas, muitas vezes se percebe preconceitos e imposições de limites que podem atrapalhar a evolução e a vivência de muitas pessoas que vivem dentro do espectro autista, impedindo que possam ter o direito de viver em sociedade da mesma forma que aqueles ditos como neurotípicos.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CONVERSANDO SOBRE O ESPECTRO AUTISTA NAS REDES SOCIAIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118749. Acesso em: 17 abr. 2026.