ATIVIDADE EXTENSIONISTA PARA AS CRIANÇAS EM ABRIGOS PÚBLICOS ORIGINADOS PELA ENCHENTE

Autores

  • Paolla Martins Borges Gonçalves
  • Karen Nalanda Meichtry Rodrigues
  • Angélica Gindri Meira
  • Letícia de Araújo Pinto
  • Jessica Stragliotto Bazzan

Palavras-chave:

Vulnerabilidade, solidariedade, acolhimento

Resumo

A infância é uma importante fase no desenvolvimento humano, pois constitui-se no período em que nos entendemos como sujeitos cujas experiências podem influenciar na saúde física e mental do indivíduo a curto ou longo prazo. A partir disso, as vivências durante esse período podem ter um impacto significativo nessa construção humana. Diante do exposto, sabe-se que a crise climática vivenciada pelo estado do Rio Grande do Sul, em 2024, repercutiu de forma negativa na vida das crianças afetadas, de forma ainda mais impactante naquelas em que já se encontravam em situação de vulnerabilidade econômica e social. Em vista disso, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de discentes de uma universidade da fronteira oeste, durante as atividades extensionistas realizadas em um abrigo público para crianças que foram afetadas por enchentes causadas pela crise climática. A atividade de extensão foi realizada pela organização de 20 acadêmicos em conjunto com professores da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas na Atenção à Saúde da Criança (GEPASC) com o objetivo de proporcionar um momento de descontração por meio de atividades de recreação. A ação solidária desenvolveu- se em um abrigo municipal denominado Nova Esperança, no município de Uruguaiana- RS no mês de maio de 2024, que acolhia famílias atingidas pelas enchentes e que encontravam-se desabrigadas, sendo destinada principalmente para o público infantil que por meio da organização do abrigo foi divulgado que teriam 29 crianças presentes naquele momento, apesar do número levantado de crianças abrigadas no abrigo, no dia o número estava reduzido por conta da continuidade das aulas nas escolas. Por meio da ação solidária realizada no abrigo municipal, foram desenvolvidas atividades de maquiagem artística infantil, brincadeiras lúdicas como pular corda e amarelinha, interação com discentes fantasiados de personagens infantis, músicas infantis além de doações de roupas, agasalhos, cobertores, brinquedos e alimentos não perecíveis. Proporcionando uma tarde de recreação e auxílio às necessidades dos indivíduos que se encontravam naquela situação na tentativa de levar acolhimento e ajuda da maneira que fosse possível a deixar o ambiente mais leve para as crianças e entender as demandas de doações dos adultos. De acordo com Pedrosa (2018), o desastre ambiental se classifica como stress tolerável podendo gerar consequências negativas para o psicológico do indivíduo, sendo de extrema importância a manifestação externa para desenvolver esses tipos de atividades para dar suporte aos afetados para tentar amenizar os impactos negativos causados por esses fatores. As atividades desenvolvidas no abrigo contribuíram significativamente para o bem-estar e a saúde mental das crianças além da importância na formação humana e profissional dos discentes que contribuíram para que a ação pudesse ser realizada. Essa ação solidária não apenas proporcionou momentos de alegria e distração, mas também criou um ambiente acolhedor e seguro, essencial para a recuperação emocional das crianças afetadas pela crise climática. Além de propiciar vivências para os universitários que imergiram na realidade de parte da sociedade que estava sendo afetada pelos ocorridos gerando um olhar mais prático e humanístico, não ficando apenas ciente dos fatos momentâneos, mas propondo um momento importante de reflexão e contribuição na criação de valores essenciais para o desenvolvimento de profissionais de saúde mais conscientes e comprometidos com as necessidades da comunidade.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

ATIVIDADE EXTENSIONISTA PARA AS CRIANÇAS EM ABRIGOS PÚBLICOS ORIGINADOS PELA ENCHENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118747. Acesso em: 17 abr. 2026.