IMAGENS DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA MONITORAMENTO DA BACIA DE CONTRIBUIÇÃO DA BARRAGEM ARVOREZINHA: RESULTADOS PRELIMINARES

Autores

  • Abner Soares
  • Amanda Colares Delgado
  • Heduardo Witkoski Barcelos da Rocha
  • Fernando Antonio Alves Bertoldi
  • Alexandro Gularte Schafer

Palavras-chave:

Recursos, hídricos, Divulgação, Extensionista, Tecnologia, Geoespacial

Resumo

A Agenda 2030 da ONU estabelece o acesso universal à água potável como uma meta central para o desenvolvimento sustentável. No município de Bagé-RS, a escassez de água é um problema histórico, agravado por condições naturais desfavoráveis e pela ausência de políticas municipais eficazes para a gestão dos recursos hídricos. A demanda por água ultrapassa significativamente a disponibilidade local, resultando em frequentes períodos de racionamento. A gestão integrada dos recursos hídricos, conforme preconiza a Política Nacional de Recursos Hídricos, é essencial para enfrentar esse desafio, especialmente quando articulada com a gestão ambiental. As tecnologias geoespaciais desempenham um papel de grande relevância, fornecendo ferramentas essenciais para o monitoramento e o planejamento do meio ambiente, podendo contribuir com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida. Neste contexto, o projeto de extensão universitária "Apoio técnico à Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Proteção ao Bioma Pampa de Bagé (SEMAPA) em geoprocessamento e recursos hídricos" visa dar suporte técnico aos órgãos municipais, especialmente à SEMAPA e ao Departamento de Água e Esgoto de Bagé (DAEB), em atividades relacionadas à cartografia, mapeamento e planejamento integrado dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas que abrangem a área urbana do município. A primeira fase do projeto de extensão consiste na obtenção de dados para a delimitação de bacias hidrográficas e para o estudo da dinâmica do uso e cobertura da terra e da vegetação no contexto dos recursos hídricos no interior do município. O presente trabalho apresenta os resultados preliminares da primeira etapa dessa fase inicial, que consiste na pesquisa e na obtenção de imagens do satélite Sentinel-2, na área de abrangência da bacia de contribuição dos mananciais de água para abastecimento urbano de Bagé, denominada no projeto como bacia de contribuição do reservatório da Arvorezinha. O método empregado neste estudo incluiu a utilização da plataforma de computação em nuvem Google Earth Engine (GEE) para a aquisição de imagens de satélite da coleção Sentinel-2 L2A Harmonizada. Estas são imagens processadas com correção atmosférica e calibradas para permitir a comparação temporal entre diferentes capturas, garantindo consistência na análise multitemporal de variáveis ambientais. Foi utilizado um script automatizado para definir a área de estudo, o período de análise e filtrar as imagens da coleção Sentinel-2 L2A Harmonizada com menos de 5% de cobertura de nuvens. A área de estudo foi delimitada por uma janela retangular, abrangendo as coordenadas geográficas de [-54.20528, -31.30611] até [-54.03917, -31.18333], que inclui a bacia de contribuição da futura barragem da Arvorezinha. Esta bacia também engloba as bacias de contriuição das barragens da Sanga Rasa e do Piraí, que abastecem com água potável a área urbana de Bagé atualmente. O intervalo temporal selecionado foi de 1º de dezembro de 2018 (data da imagem mais antiga encontrada na base de dados) até 31 de agosto de 2024. O script filtra e ordena as imagens pela data de captura e exporta cada imagem para o Google Drive em formato GeoTIFF, com resolução espacial de 10 metros e limite de 1e13 pixels por arquivo. As bandas exportadas são B2, B3, B4, B5, B6, B7, B8, B8A, B11 e B12, todas convertidas para o formato UInt16. Os resultados indicam a disponibilidade de uma base de dados robusta. Foram obtidas 690 imagens, compreendendo todos os meses do intervalo temporal selecionado, totalizando aproximadamente 1,80 GB de dados. Esse volume de informações será utilizado para gerar produtos geoespaciais e materiais didáticos que subsidiarão palestras e cursos sobre a bacia de contribuição da barragem da Arvorezinha. A próxima etapa será organizar essas imagens em um repositório de dados e gerar produtos visuais, como mapas temáticos e gráficos, que auxiliarão na compreensão das mudanças espaciais e temporais observadas. Esses resultados serão essenciais tanto para a gestão ambiental quanto para a conscientização da população local sobre a importância da preservação dos recursos hídricos.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

IMAGENS DE SENSORIAMENTO REMOTO PARA MONITORAMENTO DA BACIA DE CONTRIBUIÇÃO DA BARRAGEM ARVOREZINHA: RESULTADOS PRELIMINARES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118719. Acesso em: 17 abr. 2026.