MULHERES NEGRAS E SUAS RESISTÊNCIAS DETRO DO MERCADO DE TRABALHO

Autores

  • Lucas Nascimento
  • Nola Patrícia Gamalho
  • Denise Aristimunha de Lima

Palavras-chave:

Racismo, mulheres, negras, trabalho

Resumo

Esta pesquisa tem como tema mulheres negras e sua resistência dentro do mercado de trabalho. Como contexto histórico, o tema remete à memória dos Africanos atingidos pela Escravidão, em que as mulheres tiveram inúmeras privações: de liberdade, de praticar sua religião, sofrendo violências sob a dominação do homem branco. Akotirene (2019, p. 19) explana "Nós sabemos que existe uma coisa que é uma opressão sexual-racial, que nem é somente racial nem somente sexual por exemplo, a história do estupro das mulheres negras por homens brancos como arma de repressão política". Tendo em vista essas reflexões, o objetivo deste estudo é abordar como o racismo opera contra as mulheres negras dentro do mundo do trabalho. Ribeiro (2019, p. 52) diz que "a herança escravista faz com que o mundo do trabalho seja particularmente racista - o que também o torna um dos espaços em que a luta antirracista pode ser mais transformadora". Apesar do fim da escravidão, não houve uma liberdade de escolha. Para compreender como o racismo atinge essas mulheres, utiliza-se o conceito de interseccionalidade (Crenshaw; Collins, 2021; Akotirene, 2019). O conceito foi lançado em 1989, por Kimberlé Crenshaw, teórica negra estadunidense. Crenshaw postula que gênero, raça e classe social são marcadores sociais que se articulam em conjunto quando as opressões em estruturas dominadas pelo poder atingem mulheres negras. Com isso, compreender as dificuldades enfrentadas no mundo do trabalho por mulheres negras, especialmente, uma categoria ainda mais marginalizada, que são as mulheres trans, envolve estudar as particularidades que atravessam essas mulheres. De acordo com pesquisa (Cavallini, 2022), as mulheres negras, frequentemente, encontram obstáculos para entrar no mercado de trabalho e ocupam o maior índice de desemprego. Pesquisa do IBGE demonstra que as mulheres pretas e pardas são o maior quantitativo nos empregos informais. Na mesma perspectiva, "A taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho foi de 53,3% enquanto a dos homens foi de 73,2%. Isso equivale a uma diferença de 19,9 pontos percentuais (p.p.)". A metodologia deste trabalho é uma pesquisa bibliográfica, realizada em livros, sites de referência e análise de resultados de pesquisa do IBGE. O estudo é inicial e exploratório. Em outra fase deste estudo, pretende-se entrevistar mulheres negras, para compreender suas experiências no mercado de trabalho. A partir desse estudo, percebe-se que as mulheres negras possuem marcadores sociais que as oprimem, fazendo com que essas passem inúmeras dificuldades. Desde o ensino básico, mulheres negras sofrem racismo, vinculado a isso, elas também fazem parte do grupo mais vulnerável socialmente, o que dificulta a sua ascensão social. A partir das políticas afirmativas, essas mulheres têm como melhorar suas vidas, mas não é uma garantia, pois o mercado de trabalho é outra barreira, como mostra a pesquisa elas acabam se inserindo na informalidade. Com isso, fica evidente as desigualdades na interseccionalidade raça e gênero. A experiência mostrou o quanto a população de rua em suas camadas de marginalização neste exemplo vemos um pouco a vida da pesquisadora identidade de gênero, etnia e orientação sexual) não apenas são invisíveis, mas indesejadas, como se o direito à cidade fosse apenas para quem dela usufrui enquanto usuário, que paga ou que se adequa à generalização do que é ser homem ou mulher ou cidadão e cidadã. Isso reforça a importância do aumento das políticas públicas com enfoque nesse grupo populacional, de forma a nos encaminharmos para uma sociedade mais equânime.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

MULHERES NEGRAS E SUAS RESISTÊNCIAS DETRO DO MERCADO DE TRABALHO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118716. Acesso em: 17 abr. 2026.