DANÇAS CIRCULARES COMO PARTE DAS ATIVIDADES ESCOLARES
Palavras-chave:
Coletividade, Consciência, TransdisciplinaridadeResumo
O projeto de extensão Pampa Circular, em vigor desde 2016, tem como objetivo compartilhar danças circulares com educadores, estudantes e demais pessoas da comunidade como uma prática que incentiva atitudes de cooperação, respeito às diferenças, integração e desenvolve sensibilidade, consciência de grupo, equilíbrio corporal e mental, colaborando para o desenvolvimento integral do ser humano. As danças circulares são geralmente dançadas em roda com coreografias tradicionais de diferentes culturas ou criadas por coreógrafos experientes para músicas com melodias ou letras que elevam a consciência e a autoestima. Nesse ano de 2024, além de encontros semanais na Unipampa, campus Bagé, com professores, acadêmicos e demais pessoas da comunidade, o Pampa Circular está indo até uma escola municipal de Ensino Fundamental para encontros de reforço em Matemática e prática de danças circulares com uma turma de 2º ano e uma turma de 4º ano. Estudos sobre dança e neurociência apontam que pessoas que dançam apresentam melhorias na aprendizagem e no desempenho da memória, na habilidade de processamento espacial e na flexibilidade cognitiva. Portanto, as danças circulares nas escolas podem favorecer a aprendizagem dos estudantes, além de ser uma oportunidade de conhecimento de diferentes culturas e de realização de propostas transdisciplinares. Porém, para que as danças circulares cheguem até as escolas, faz-se necessário um trabalho de divulgação dos benefícios dessa prática. O projeto de extensão Pampa Circular vai ao encontro dessa proposta, pois tem como metodologia encontros semanais noturnos na Unipampa para a prática de danças circulares e momentos de partilha nos quais as potencialidades das danças circulares são evidenciadas. Além disso, a metodologia de trabalho na escola consiste em atender no turno da tarde, uma vez por semana, durante uma hora e meia, seis estudantes do turno da manhã com atividades de Matemática e posteriormente convidá-los a participar de uma roda de danças circulares com estudantes das turmas de 2º ano ou de 4º ano. Como os dados dos encontros na escola ainda são incipientes, neste trabalho destacam-se os resultados de uma questão do questionário de avaliação respondido por 14 participantes dos encontros noturnos na Unipampa, cuja redação era Você considera que as danças circulares podem fazer parte das atividades escolares? De que forma?. Todos responderam afirmativamente a essa questão. Dois participantes responderam que já utilizaram as danças circulares na escola, como pode ser visto na seguinte escrita: Sim. Uso há algum tempo por trabalhar com arte; acredito que na disciplina de Educação Física e anos iniciais possa ser bem positivo. É uma maneira lúdica de fazer atividades físicas, despertar sentimentos de união e coletividade, conhecer a história dos povos, contextualizando com outras disciplinas. Serve para todos. Três participantes consideraram que as danças circulares poderiam fazer parte de atividades extracurriculares da escola, como abertura ou fechamento de propostas. Duas enfatizaram a necessidade de uma formação mais intensa para os professores e que parta de uma proposta da Secretaria Municipal de Educação. Três responderam que sim, sem especificar de que forma, como mostra a seguinte resposta: Sim, seria maravilhoso que todos conhecessem a dança circular. Para finalizar, quatro sugeriram algumas formas de levar as danças circulares para a escola, como em projetos transdisciplinares, através de atividades de leitura e escrita com brincadeiras, em horários fixos e como parte do planejamento de professores, como destacado na seguinte resposta: [...] as danças circulares [...] trazem inúmeros benefícios para o corpo e para a mente. O professor deve inserir danças circulares em seu planejamento, já que se deve trabalhar o campo de experiência corpo, gestos e movimento. Como observado nos resultados acima, os participantes consideram que as danças circulares podem ser inseridas nas escolas, como atividades específicas de determinado professor, em projetos transdisciplinares, em atividades extracurriculares, pois trazem benefícios para o corpo e para a mente. No entanto, para que isso se efetive, duas destacaram a necessidade de formação específica que parta das gestões superiores. Dos resultados parciais das danças circulares com as turmas de 2º e 4º anos da escola municipal, percebe-se a alegria, envolvimento, integração e expectativa dos estudantes nos encontros semanais. Eles se lembram das letras das músicas, das coreografias e solicitam as danças que mais gostam. A gestão da escola e professoras dessas turmas tem se mostrado cada vez mais receptivas às danças circulares e comentam o quanto os estudantes gostam dessa atividade. Conclui-se, portanto, que ainda há um caminho a ser percorrido para que mais gestores e professores acreditem nos potenciais dessa modalidade de dança e se sintam confortáveis em inseri-las nas atividades escolares.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DANÇAS CIRCULARES COMO PARTE DAS ATIVIDADES ESCOLARES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118676. Acesso em: 17 abr. 2026.