CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO: OFICINA DE APRENDIZAGEM SOBRE FORNOS SOLARES PARA ALÉM DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Palavras-chave:
Educação, Ambiental, Crítica, Projeto, extensão, Fornos, solaresResumo
Este resumo aborda a conscientização ambiental na educação através da proposta de uma oficina de aprendizagem sobre fornos solares. O fenômeno das mudanças climáticas, intensificado por um modelo de desenvolvimento insustentável, é central no debate, evidenciado por eventos como a crise climática recente no Rio Grande do Sul. O negacionismo climático e a desinformação agravam esse cenário, opondo-se às proposições científicas e favorecendo interesses corporativos. Nesse contexto, a Educação Ambiental Crítica (EAC) se destaca ao promover uma conscientização que vai além das ações individuais, fomentando justiça social e transformação social. Nesse cenário, as projeções feitas pela comunidade científica vêm há décadas alertando para a estrutura suicida que o atual modelo de desenvolvimento representa para o planeta. Diante dessa problemática, tem-se como objetivo, relatar as experiências de conscientização ambiental promovidas pela oficina Construção de fornos solares: alternativas sustentáveis para adiar o fim do mundo junto a estudantes do 9º ano de uma escola pública de Bagé. Fundamenta-se nos pressupostos da EAC para desenvolver a oficina aplicada em ação vinculada ao projeto de extensão Integração social e sustentabilidade em projetos e oficinas de aprendizagens Universidade Federal do Pampa, Bagé RS. A oficina foi estruturada em quatro etapas, Mudanças Climáticas: que abordou temas como aquecimento global, efeito estufa, políticas ambientais, energias renováveis e Fake News climáticas; Simulador de Cenários Climáticos: realizado com o uso da ferramenta interativa En-roads Climate Interactive, que simula o impacto de ações sobre as emissões de gases de efeito estufa (GEE); Exposição de Fornos Solares: que apresentou 7 modelos desenvolvidos pelos extensionistas, com destaque para seus diferentes níveis de eficiência (baixa, média e alta), materiais utilizados, dimensões e temperaturas máximas alcançadas em testes; Grupo Focal: conduzido a partir de questões semiestruturadas, que permitiu aos alunos a reflexão e exposição de suas percepções sobre temas como a persistência da poluição e o papel da energia solar na sustentabilidade. As discussões teóricas refletiram que as mudanças climáticas antropogênicas têm origem no século XVIII, por volta de 1850, com o início da Revolução Industrial, o que trouxe transformações econômicas, tecnológicas e sociais significativas, marcando a transição de uma economia agrária para a industrial, com forte impacto na queima de combustíveis fósseis. No final do século XIX, o sistema capitalista consolidou o uso do petróleo como principal fonte de energia, intensificando o uso de carvão, petróleo e gás natural, o que resultou no aumento da temperatura global e no fenômeno do aquecimento global. Nesse sentido, as possíveis respostas da Educação são condizentes a um dos objetivos pretendidos no projeto de extensão, o de promover, através da elaboração e ofertas de oficinas de aprendizagens, debates e reflexão acerca de temas relevantes para sociedade, como as emergências climáticas, atendendo demandas educacionais muitas vezes não contempladas em escolas, universidades e o/ou outros espaços educacionais. Nesse âmbito, a educação desempenha um papel importante na conscientização e formação das novas gerações de ativistas pelo clima e/ou de novos formuladores de soluções. Dito isso, os resultados foram classificados em duas categorias de análise: (1) aprendizagem dos participantes e (2) mudança de atitude e conscientização ambiental. Na primeira, os estudantes do 9º ano compreenderam a relação entre mudanças climáticas e ações humanas, reconheceram a importância de reduzir o uso de tecnologias que emitem gases de efeito estufa (GEE) e adquiriram conhecimentos sobre tecnologias sustentáveis, como os fornos solares. Na segunda, infere-se que a oficina sensibilizou os estudantes para discutir as emergências climáticas, incentivando reflexões sobre pequenas ações cotidianas que podem ajudar na preservação ambiental, além de ressaltar a importância de disseminar o conhecimento para combater o negacionismo climático e as Fake News. Observou-se ainda, o interesse dos alunos pelas mudanças climáticas, o respeito à ciência e a curiosidade em relação aos dados e informações apresentadas pelos extensionistas. Na etapa com o simulador, os alunos criaram cenários e refletiram sobre as projeções de temperaturas globais até o final deste século. A exposição dos fornos solares gerou questionamentos do grupo sobre os fornos e interesse por tecnologias sustentáveis. As respostas do grupo focal foram fundamentadas nas discussões teóricas e práticas desenvolvidas na oficina. Para além do desenvolvimento sustentável, a oficina propôs uma ação de transformação social, em que a educação é um dos caminhos para adiar o fim do mundo.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO: OFICINA DE APRENDIZAGEM SOBRE FORNOS SOLARES PARA ALÉM DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118674. Acesso em: 17 abr. 2026.