ATIVIDADE EXTENSIONISTA NA MATERNIDADE: PERFIL DE PUÉRPERAS ATENDIDAS POR DISCENTES DE FISIOTERAPIA

Autores

  • Gabriela Rosso da Silva
  • Fernanda Vargas Ferreira
  • Juliana Campodonico Madeira

Palavras-chave:

Extensão, Comunitária, Fisioterapia, Maternidades

Resumo

1. Introdução A Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade. Nesse sentido, o Programa de extensão universitária na maternidade: promoção de saúde para parturientes e puérperas em um ambiente multiprofissional vai ao encontro da resolução nº. 372/2009 que reconhece a Saúde da Mulher como especialidade do profissional fisioterapeuta cuja ampla abordagem ocorre ao longo do ciclo vital feminino. Outrossim, no local de desenvolvimento do programa de extensão, não há a presença de fisioterapeuta, sendo assim, esse programa pode ser considerado um elo entre o mundo acadêmico e a comunidade externa, preconizando-se um cuidado genuíno na Saúde da Mulher e a oportunidade de vivenciar um ambiente multiprofissional. Baseado na necessidade de se conhecer as mulheres assistidas no programa, o objetivo deste estudo foi identificar o perfil sociodemográfico, uroginecológico e obstétrico de puérperas. 2. Metodologia Trata-se de um estudo quantitativo acerca do perfil de mulheres no puerpério imediato assistidas por discentes do Curso de Fisioterapia da Unipampa em uma maternidade pública do interior do Rio Grande do Sul. 3. Desenvolvimento O Programa de Extensão, como parte do Grupo de Estudos e Pesquisa em Fisioterapia e Saúde Pélvica (GEPEFISP) da Unipampa, compreende três ações: assistência a parturientes, a puérperas e educação em saúde com a equipe e envolve o setor da maternidade de um hospital do município de Uruguaiana / RS, com periodicidade bissemanal e duração em torno de 60 a 90 minutos, conforme a demanda. No que tange às puérperas, a assistência fisioterapêutica deve seguir tais parâmetros: a) via vaginal, aguardar 8 horas e b) via cesárea, aguardar 12 horas. Além disso, não são incluídas puérperas com complicação durante ou após o parto (caráter clínico); com realização de curetagem ou laqueadura; puérperas com dor de cabeça pós-anestesia. Para cada ação, são propostas atividades condizentes com as necessidades, por exemplo, no caso das puérperas, a assistência fisioterapêutica objetiva ao estímulo do sistema circulatório e a orientações sobre o aleitamento materno, tendo-se em vista também fortalecer o vínculo mãe-bebê. Outrossim, são ofertados folhetos com orientações sobre amamentação e vacinação do recém-nascido. Destaca-se que a abordagem fisioterapêutica considera a ética quanto às etapas de conversa com a enfermeira responsável do setor a fim de verificar a situação das mulheres internadas na maternidade; seguido pelo convite às puérperas e a participação voluntária dessas mulheres. A partir do consentimento, aplica-se uma ficha com perguntas sociodemográficas, uroginecológicas e obstétricas, bem como informações sobre o recém-nascido; seguido da assistência fisioterapêutica individualizada, conforme cada relato. 4. Resultados Alcançados Entre maio e julho de 2024 foram assistidas 30 mulheres no puerpério imediato na faixa etária de 14 a 41 anos (média de idade 25,13 anos). Quanto ao estado marital, 33,3% sem parceria; 23,3% com parceria e 23,3% em união estável. Em relação à ocupação, 43,3% citaram do lar; 13,3% eram estudantes e 20% com respostas como tesoureira, fiscal de loja e professora. O número de consultas no Pré-Natal variou de 4 a 17 visitas e quanto à idade gestacional, o intervalo variou de 29 semanas e 2 dias a 41 semanas. Tal panorama resultou em 16,67% de bebês pré-termo, com idade gestacional inferior a 37 semanas. Ao se considerar a gestação atual, 60% das mulheres foram submetidas à cesárea e 40% tiveram parto vaginal. No tocante à paridade, 40% eram primigestas e 60% multigestas; dessas, o número de gestações variou de 2 a 7 eventos. Em relação às multigestas, a via de nascimento prévia foi cesárea para 93,3% e parto vaginal 6,66%. Duas mulheres tiveram abortos prévios à gestação atual. Sobre a classificação de risco gestacional, 66,6% eram risco habitual e 33,3% de alto risco, sendo citadas pré-eclâmpsia (6,67%), idade (6,67%), hipertensão arterial sistêmica (10%) e diabetes mellitus gestacional (6,67%). No que concerne ao recém-nascido, 46,6% tiveram bebê do sexo masculino e 53,3% do sexo feminino. O peso corporal variou de 1100 a 4250g (média de 3.024,2g). O comprimento de 37 a 54cm (média de 47,8cm); o perímetro cefálico de 28 a 36 cm (média de 33,1cm) e o perímetro torácico de 24 a 36,5cm (média de 33,5cm). Sobre o Índice de Apgar no 1º minuto, de 6 a 10 e no 5º minuto de 8 a 10. Nossos resultados indicam a necessidade de reforçar o cuidado em saúde no Pré-Natal, iniciando pelo número de visitas, que deve ser de, pelo menos, seis consultas; e de enfatizar a via de nascimento vaginal como primeira opção. Outrossim, investigar fatores de risco gestacional os quais contribuem para o aumento da morbimortalidade e prematuridade.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

ATIVIDADE EXTENSIONISTA NA MATERNIDADE: PERFIL DE PUÉRPERAS ATENDIDAS POR DISCENTES DE FISIOTERAPIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118648. Acesso em: 17 abr. 2026.