PROMOVENDO SAÚDE EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Alexandre Souza Ribeiro Junior
  • Edgar Leonardo Vargas
  • João Vitor Nardi Pinto
  • Anna Lídia Lopes Braz Braga Lata
  • Ygor Patrick Gualiume Marques
  • Kellen Mariane Athaide Rocha

Palavras-chave:

Idosos, Doenças, Crônicas, Inclusão

Resumo

Em primeira análise, é indubitável que o processo de envelhecimento é responsável por transformações biopsicossociais na vida da pessoa idosa, haja vista que a torna mais suscetível à fragilidades, seja por questões inerentes aos processos biológicos, seja por questões de natureza social. Isso é sobretudo verdade no caso de idosos residentes em lares de longa permanência, dado que são muitas vezes marginalizados e esquecidos pela sociedade, por terem perdido sua produtividade econômica. Além disso, atualmente, entende-se que a promoção de saúde é um excelente mecanismo para redução da vulnerabilidade, em virtude de seu caráter profilático que promove tanto a participação quanto o controle social para o público-alvo. Dessa forma, acredita-se que a educação em saúde é a melhor estratégia para a promoção de um envelhecimento saudável, uma vez que leva em consideração a autonomia do idoso na decisão acerca do seu tratamento, bem como as múltiplas facetas da vida do indivíduo. Por conseguinte, o presente relato de experiência objetiva expor novas estratégias de promover saúde para a população idosa sem desconsiderar a sua subjetividade e a sua agência. Para tanto, foi realizada uma ação extensionista com idosos residentes de um lar de longa permanência, no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), na cidade de Uruguaiana. Inicialmente, desenvolveu-se um diagnóstico situacional do CRAS e, conforme a demanda da instituição, decidiu-se orientar acerca de medidas relevantes para a prevenção e tratamento da Diabetes Mellitus (DM) e da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), como a realização de atividades físicas. Além disso, foram elaboradas previamente perguntas de verdadeiro ou falso com falácias e equívocos comuns que dizem respeito ao tema da prevenção e tratamento da DM e da HAS. Em seguida, realizou-se uma roda de conversa apoiada por uma dinâmica de placas de verdadeiro ou falso que os idosos utilizaram para expressar suas respectivas opiniões acerca das perguntas realizadas pelo grupo, a fim de promover uma atividade inclusiva e acessível que garanta a participação de todos os idosos presentes. Finalmente, foi executado um instrumento de feedback para descobrir o que os idosos achavam da ação em termos de proveitos para mudança dos estilos de vida. Isto posto, a atividade elaborada no CRAS apresentou uma participação de todos os usuários do serviço, desde os idosos até os funcionários da instituição, por meio de questionamentos, desabafos, opiniões e teses pertinentes para o desenrolar do projeto. Diante disso, observou-se que a dinâmica realizada foi extremamente relevante para os indivíduos afetados, já que, com base no que demonstraram pelo instrumento de feedback, eles expandiram os seus conhecimentos sobre os temas abordados na ação. Sendo assim, torna-se evidente que essas estratégias de educação em saúde baseadas em grupos terapêuticos são de suma relevância para a garantia de uma participação ativa dos idosos nas atividades de promoção de saúde, uma vez que fornecem informações de um jeito mais fácil e compreensível para as as pessoas, enquanto considera seus marcadores sociais da diferença, e permitem uma atenção especial, desenvolvendo, então, um ambiente proveitoso para inclusão dos mais variados grupos sociais, especialmente, aqueles mais vulneráveis, como no caso, de membros da terceira idade. Portanto, a atividade de extensão realizada foi uma forma de cuidado além do tratamento medicamentoso padrão, uma vez que incentivou a adesão de comportamentos de vida saudáveis que assistem o idoso tanto na prevenção quanto no tratamento da DM e da HAS. Ademais, é possível notar a relevância das práticas de educação em saúde, na medida que esse método reforça a capacidade desse público de tomar decisões frente à sua condição de saúde e frente à marginalização dos idosos residentes de instituições de longa permanência. Dessa forma, as estratégias de educação em saúde para essa população precisam considerar a complexidade do processo de envelhecimento, levando em conta fatores como crenças, valores, normas e estilos de vida, além de tentar abranger ao máximo populações específicas, muitas vezes isoladas da sociedade e do acesso à saúde. Somente dessa forma será possível promover um envelhecimento saudável.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

PROMOVENDO SAÚDE EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118635. Acesso em: 17 abr. 2026.