AVALIAÇÃO DO MANEJO DE ORDENHA EM BOVINOS DE CORTE EM FAZENDAS NO MUNICÍPIO DE ALEGRETE
Palavras-chave:
Leite, Sanidade, Saúde, públicaResumo
O estudo realizado em fazendas do município de Alegrete, RS, teve como objetivo avaliar o manejo da ordenha em vacas de corte e mestiças, visando identificar fatores de risco que possam comprometer a qualidade do leite destinado ao consumo humano. Foram selecionadas 10 fazendas especializadas em bovinos de corte, onde vacas dóceis são mantidas para a produção de leite, sendo o leite consumido pelos moradores dessas propriedades. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semiestruturado, respondido pelos gerentes das fazendas. Esse questionário abordou aspectos relacionados às práticas de manejo durante a ordenha, como técnicas utilizadas, frequência de ordenha, condições de higiene, e também o destino dado ao leite produzido. As respostas foram organizadas em uma planilha Excel, onde cada uma foi tratada como uma variável, classificando-as como variáveis ordinais ou nominais. A análise dos dados foi conduzida utilizando o software IBM SPSS Statistics 20.0, aplicando-se métodos de análise de correspondência múltipla e correlação para identificar padrões e associações relevantes entre as variáveis estudadas. Os resultados do estudo revelaram que a prática de ordenha manual apresenta uma correlação negativa com a aplicação de antiparasitários nas fazendas. Isso indica que, nas propriedades onde a ordenha manual é predominante, há uma menor frequência de aplicação de produtos antiparasitários, como vermífugos e carrapaticidas. Em contrapartida, foi observada uma correlação positiva e significativa (0,906*) entre a aplicação de vermífugos e carrapaticidas e práticas de ordenha que não envolvem métodos manuais, sugerindo que as propriedades que adotam um manejo mais tecnificado tendem a seguir práticas sanitárias mais rigorosas. A correlação negativa entre as variáveis de sanidade e a ordenha manual aponta para uma possível deficiência na assistência técnica oferecida a essas propriedades. A ausência ou a menor aplicação de antiparasitários pode estar relacionada à falta de orientação por parte de médicos veterinários ou à menor preocupação com a saúde animal em propriedades que ainda utilizam métodos de ordenha manual. Essa situação pode resultar em impactos negativos tanto para a saúde dos animais quanto para a qualidade do leite produzido, colocando em risco a saúde dos consumidores. Os achados do estudo enfatizam a necessidade de melhorias no manejo de ordenha em fazendas de bovinos de corte, especialmente no que diz respeito à adoção de práticas sanitárias adequadas e ao aumento da assistência técnica especializada. A presença de veterinários e técnicos qualificados pode contribuir para a implementação de boas práticas de manejo, garantindo a saúde dos animais e a segurança do leite consumido pelos moradores das fazendas. Além disso, o estudo sugere que a modernização das práticas de ordenha e o investimento em tecnologias mais avançadas podem estar associados a um manejo sanitário mais eficiente, resultando em uma melhor qualidade do leite. Isso, por sua vez, reforça a importância de políticas públicas e iniciativas que incentivem a modernização do setor agropecuário, com foco na melhoria da saúde pública e na sustentabilidade das atividades rurais. Portanto, os resultados deste estudo oferecem dados valiosos para a formulação de estratégias voltadas para a melhoria da qualidade do leite em fazendas de bovinos de corte, destacando a importância da assistência técnica e da modernização das práticas de manejo como fatores chave para o desenvolvimento sustentável do setor.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DO MANEJO DE ORDENHA EM BOVINOS DE CORTE EM FAZENDAS NO MUNICÍPIO DE ALEGRETE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118610. Acesso em: 22 abr. 2026.