APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS COMO ESTRATÉGIA PARA ELABORAÇÃO DE UM MINICURSO

Autores

  • Daniela Flores de Flores
  • Eduardo Bica Ferreira
  • Igor Morellato Rodrigues
  • Isabelle Machado de Carvalho
  • Caio Henrique Gonçalves Lopes
  • Isabel Cristina De Macedo

Palavras-chave:

Ensino, colaborativo, Jornada, Acadêmica, Metodologias, Ativas

Resumo

A educação contemporânea tem enfrentado desafios significativos, sendo instigada a revisar seus conceitos e formas de atender às transformações profundas das últimas décadas. No cerne dessas mudanças, está a crescente necessidade de substituir o ensino tradicional, centrado no professor, por abordagens mais dinâmicas e voltadas para o aluno. Nesse contexto, as metodologias ativas de ensino-aprendizagem surgem como uma resposta inovadora, alterando a lógica da sala de aula ao colocar o estudante como protagonista de seu processo educativo. Essas metodologias visam transformar a educação em uma experiência mais colaborativa, envolvente e motivadora, fundamentais para atender às demandas contemporâneas e garantir uma educação de qualidade. Este estudo relata uma experiência inovadora no campo educacional, baseada na aplicação de conteúdos abordados em um componente curricular que culminou na elaboração de um minicurso sobre metodologias ativas. Essa atividade foi parte da Jornada Acadêmica de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pampa, Campus São Gabriel, realizada em outubro de 2023. O objetivo central da iniciativa foi o uso da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABPj) como ferramenta metodológica para a organização e condução do minicurso. A ABPj, uma das metodologias ativas estudadas no componente curricular, foi selecionada como eixo norteador do trabalho, em consonância com a proposta de Bender (2014). O minicurso, intitulado "Introdução às Metodologias Ativas", seguiu as diretrizes de Bender, que organiza o desenvolvimento de projetos educacionais em cinco etapas principais: a âncora, que introduz o tema e fornece o conhecimento prévio necessário; a cooperação e o trabalho em equipe, essenciais para a realização conjunta das atividades; a formulação de uma questão motriz, que guia o trabalho dos estudantes; a investigação/inovação, onde são desenvolvidas soluções criativas; e, por fim, a apresentação pública dos resultados. No caso desta experiência, a âncora foi a própria organização do minicurso, introduzindo o conceito das metodologias ativas. A questão motriz formulada "Como será oferecido o minicurso sobre Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na semana acadêmica?" direcionou todo o processo de investigação e inovação. A partir dessa questão, os alunos estudaram e aplicaram diferentes abordagens metodológicas, como a rotação por estações, a aprendizagem baseada em problemas (ABP) e a sala de aula invertida, todas comumente utilizadas em ambientes de metodologias ativas. Ao longo do processo, a revisão constante e o feedback oferecido pelo docente foram essenciais para o aprimoramento das atividades. Momentos de reflexão e discussão, como tempestades de ideias (brainstorming), foram empregados para auxiliar na organização das atividades dentro do componente curricular. O desenvolvimento do projeto, entretanto, não esteve isento de desafios. Uma das dificuldades enfrentadas foi a limitação de tempo apenas 45 dias foram destinados para o planejamento e execução completos do minicurso, o que restringiu a realização de feedbacks mais frequentes e detalhados. Ainda assim, o resultado final foi avaliado como positivo tanto pelos discentes quanto pela docente responsável. A etapa final, a apresentação pública, ocorreu na forma de um seminário em sala de aula, onde os alunos compartilharam os resultados do minicurso e as metodologias aplicadas. É importante destacar que, conforme apontado por Bender (2014), a escolha ativa dos alunos em cada uma das etapas do projeto foi respeitada, uma vez que a participação e o envolvimento dos estudantes são cruciais para o sucesso da ABPj. A avaliação formativa da atividade foi conduzida por meio de uma rubrica pedagógica, que incluiu critérios como a qualidade do trabalho colaborativo, a interação harmoniosa entre os alunos, o cumprimento dos prazos estabelecidos e a eficácia na apresentação dos resultados ao público. Embora a reflexão sobre o processo tenha sido apontada como uma das partes mais desafiadoras, especialmente em termos de tempo, ela também foi identificada como uma área com grande potencial de melhoria para futuras implementações da metodologia. A experiência relatada demonstra que a aplicação da Aprendizagem Baseada em Projetos, em combinação com outras metodologias ativas, contribui de forma significativa para a construção de um ambiente educacional mais interativo e centrado no estudante. Mesmo com as limitações temporais, a atividade alcançou resultados satisfatórios, tanto no desenvolvimento do minicurso quanto no engajamento dos alunos, reafirmando a importância de práticas pedagógicas que coloquem o aluno como centro do processo de aprendizagem.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS COMO ESTRATÉGIA PARA ELABORAÇÃO DE UM MINICURSO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117846. Acesso em: 17 abr. 2026.