ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA GRADUAÇÃO
Palavras-chave:
Acessibilidade, Educacional, Monitoria, Inclusiva, Adaptação, CurricularResumo
Atender um aluno com deficiência no ensino superior é uma tarefa desafiadora que exige cuidados, sensibilidade e critérios específicos. Este relato aborda o trabalho realizado com os estudantes de graduação diagnosticados com paralisia cerebral e autismo nível 3 da Universidade Federal do Pampa, Campus Caçapava do Sul-RS. Trata-se de um aprendizado contínuo sobre integração dessas pessoas no ambiente acadêmico. A inclusão de alunos com deficiência nas universidades é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Ao proporcionar a inclusão, asseguramos não apenas o direito à educação de todos, mas também enriquecendo o ambiente acadêmico e promovendo o desenvolvimento de preceitos como respeito, empatia e solidariedade. A inclusão possibilita a independência desses discentes com deficiência gerando neles um sentimento de pertencimento e preparando-os para uma vida em sociedade com propósito de exercer sua profissão de formação. O projeto de inclusão e acessibilidade do NInA, tem como objetivo principal acompanhar discentes com deficiência, transtornos globais e altas habilidades/superdotação, considerando suas múltiplas especificidades. Esse acompanhamento é realizado por três monitores, também discentes da Unipampa, que se encontram com os alunos duas vezes por semana conforme a disponibilidade de ambos. Os procedimentos são flexíveis, considerando as demandas específicas de cada discente, permitindo que cada um compreenda o conteúdo de forma adaptada às suas necessidades. Atualmente dois discentes recebem monitoria individualizada, onde os bolsistas auxiliam na compreensão dos conteúdos abordados em sala de aula e na realização de atividades curriculares. Para isso, é adaptado o material didático, utilizando recursos como aplicativos de leitura de tela, ferramentas auditivas, confecção de materiais visuais com grande formatação para melhor visualização e confecção de cartazes para melhor fixação dos conteúdos. O suporte remoto também é oferecido, utilizando de vídeo chamadas como as realizadas via Google Meet. Além disso, há um reforço na preparação para provas, onde se trabalha através da leitura, escrita e interpretação de conteúdos. As monitorias se transformam em um espaço não apenas de aprendizado, mas também de identificação de talentos e habilidades, que podem ser desenvolvidos e aplicados no processo de ensino e aprendizagem. Os monitores ajudam ainda na organização das tarefas, disponibilizando informações sobre os recursos oferecidos pela universidade, como processo seletivo para participação em projetos e acesso a serviços digitais, como GURI, Moodle e Classroom para a entregas de trabalho e realização de matrículas. Um exemplo prático do impacto desse projeto é observado em uma atividade da disciplina de química orgânica, onde uma discente com deficiência utilizou seu tato para montar estruturas orgânicas e identificar seus nomes conforme as regras da IUPAC. Este conteúdo permitiu que ela assimilasse o conteúdo de uma forma adaptada às suas necessidades. Outro exemplo prático foi a confecção de um cartaz para apresentação de atividade realizada por um discente com autismo. Essa estratégia permitiu que ele assimilasse o conteúdo de forma eficaz, ao transcrever e organizar as informações no cartaz. Durante o processo, o aluno destacou os tópicos que considerava mais importantes, o que não só facilitou a estruturação de sua apresentação, como também assegurou que os conteúdos mais relevantes fossem abordados de maneira clara e coerente dentro do contexto do trabalho. A inclusão de alunos com deficiência no ensino superior ultrapassa as adaptações curriculares, como um processo contínuo de aprendizado, colaboração e suporte entre todos os envolvidos. O projeto implementado pela Unipampa, por meio das iniciativas do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade (NInA), mostra que, com estratégias adequadas como monitorias personalizadas, materiais adaptados e o uso de ferramentas tecnológicas, é possível promover maior independência aos estudantes. Essas ações enriquecem o ambiente acadêmico e proporcionam o desenvolvimento de competências fundamentais para o futuro, garantindo aos alunos uma experiência educacional de qualidade. O sucesso dessas práticas é fruto da cooperação entre alunos, monitores, professores e famílias, assegurando que a inclusão seja efetiva e traga benefícios significativos para a formação acadêmica e a vida profissional desses estudantes.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA GRADUAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117803. Acesso em: 16 abr. 2026.