PARTICIPAÇÃO ATIVA NO CENTRO CIRÚRGICO: DESAFIOS DE DISCENTES DA ENFERMAGEM

Autores

  • Yonar Oliveira Cunha
  • Lidiane Herlein Dalla Vecchia
  • Natalia Dorneles Messa
  • Maria Laura Gaeta Hipólito da Silva
  • Alessandra Becker Naziazeno do Nascimento
  • Leticia Silveira Cardoso

Palavras-chave:

Risco, contaminação, Enfermagem, Inclusão, Social

Resumo

O Centro Cirúrgico configura-se como uma unidade hospitalar destinada ao tratamento de pacientes com enfermidades que não responderam a outros tipos de intervenções. Logo, a circulação de pessoas, materiais e equipamentos é restrita. Cabendo aqui a adoção de boas práticas para ampliar as medidas de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde, conforme resoluções da Agência Nacional de Vigilância em Saúde. Quando o paciente é recebido pelos profissionais dessa unidade, inicia-se o período denominado de transoperatório. Deve-se, previamente, saber a origem do paciente e a programação cirúrgica do período. Isso faz com que se possa planejar a avaliação do paciente, segundo o processo de enfermagem estabelecido na Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n.º 736/2024. Este momento de coleta e verificação de informações junto ao paciente ambulatorial ou junto à equipe e familiares do paciente internado são cruciais para que se tenha execução de um procedimento cirúrgico seguro. Paralelamente, a infraestrutura da unidade necessita dispor de todas as salas necessárias para execução do período transoperatório e, por vezes, pós-operatório. A funcionalidade e a limpeza das salas e dos equipamentos deve ser constante, bem como sua a checagem pelo enfermeiro. Por tudo isso, afirma-se que o processo de trabalho em Centro Cirúrgico é complexo e para alguns discentes repleto de rotina e monotonia. Diante disso, elaborou-se este estudo com o objetivo de compartilhar os desafios de discentes de enfermagem para participação ativa no centro cirúrgico. Trata-se de um relato de experiência, oriundo das atividades de monitoria vinculadas ao projeto intitulado Enfermagem Perioperatória: monitoria em assistência à saúde. Desenvolvidas para discentes do Curso de Enfermagem, de uma universidade pública e gratuita, pelos membros do Laboratório de Investigação e Inovação em Saúde de Populações Específicas (LIISPE), no período de março a agosto de 2024 em um centro cirúrgico de um hospital filantrópico da região da fronteira oeste do Estado do Rio Grande do Sul. O primeiro desafio identificado refere-se ao uso de vestimenta específica na unidade, o qual abarca desde sua escassez até sua integralidade. Em consecutivo, tem-se a necessidade do uso de máscara cirúrgica durante todo o período do intraoperatório, o que dificulta a comunicação, às vezes produz desconforto auricular e/ou facial. Por outro lado, ela auxilia na redução do olfato dos discentes de enfermagem, especialmente em cirurgias infectadas ou quando se usa instrumental físico para realização da diérese. Ela contribuiu ainda para a diminuição de possíveis inalações, como a de gases anestésicos. Para além das questões de paramentação, têm-se os aspectos relacionados a agilidade na realização de procedimentos quando os discentes encontram-se sob forte observação de diferentes profissionais e outros discentes da área da saúde. A articulação destes dois desafios presentes nas vivências no centro cirúrgico os intensifica. De modo que a paramentação, inicialmente compreendida como um escudo de proteção, torna-se uma barreira para a execução da assistência à saúde quando há necessidade de contato direto com o paciente e o medo de contaminar-se. Além do que, muitos dos discentes acabam realizando alguns procedimentos pela primeira vez, a exemplo da sondagem vesical de demora. Após rastrear e identificar esses desafios, mais do que estar preparado para indicar o melhor momento e lugar para iniciar o atendimento às necessidades humanas básicas desses pacientes. O monitor dispõe-se a trabalhar junto com os discentes em questão, buscando superá-los com a realização de procedimentos em outros serviços da rede de atenção à saúde do município. Incluir e garantir a participação ativa desses profissionais em formação tem se revelado um grande desafio, pois cada um tem suas singularidades e necessidades de acolhimento. Logo, cabe aos docentes, aos discentes e demais profissionais envolvidos nesse processo de formação garantir o mínimo de acesso às oportunidades de aprimoramento e de aquisição de materiais e experiências, ao que este projeto está de encontro.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

PARTICIPAÇÃO ATIVA NO CENTRO CIRÚRGICO: DESAFIOS DE DISCENTES DA ENFERMAGEM. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117762. Acesso em: 17 abr. 2026.