ADMINISTRAÇÃO DE ANESTÉSICOS EM CRIANÇAS PARA PROCEDIMENTOS INVASIVOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Procedimentos, invasivos, Criança, EnfermagemResumo
A realização de procedimentos invasivos em crianças no ambiente pediátrico requer uma abordagem cuidadosa e sensível, pois envolve uma série de desafios emocionais e físicos tanto para as crianças quanto para suas famílias. A administração de anestésicos é uma prática comum utilizada para minimizar a dor e o desconforto durante esses procedimentos, o medo que a criança tem de passar por certos procedimentos diariamente faz com que o uso de anestésicos se torne uma opção. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é descrever a vivência das acadêmicas de enfermagem na utilização de anestésicos em crianças submetidas a procedimentos invasivos. Trata-se de um relato de experiência realizado por acadêmicas do curso de enfermagem do componente curricular Gestão do Cuidado Materno-Neonatal e Pediátrico da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana, com foco no uso de anestésicos durante procedimentos invasivos em crianças internadas na pediatria, na prática do componente curricular Gestão do Cuidado Materno-Neonatal e Pediátrico do curso, realizada no setor de pediatria do Hospital Santa Casa de Uruguaiana no mês de abril de 2024. Durante a graduação de Enfermagem, os acadêmicos adquirem vivências em diversos campos práticos dos serviços de saúde, como a pediatria. Com relação às aulas práticas nesta área, as discentes foram supervisionadas pela docente responsável. Nesse período, houve o cuidado a um paciente do sexo masculino, de sete anos, internado por um abscesso na região dorsal à esquerda. Ele apresentava-se agitado, irritado e relutante durante os momentos em que era necessário realizar procedimentos como troca de curativos, punção venosa, administração de medicamentos e demais ações de enfermagem. Identificou-se que tal postura da criança estava relacionada principalmente com o ambiente hospitalar, o qual pode ser intimidante e estressante para os pequenos pacientes. Com isto, foi necessário fazer uso do anestésico Ketamina endovenoso, conforme prescrição médica, para realizar a troca do curativo da ferida e coleta de sangue para exames laboratoriais. O paciente era monitorado por meio de monitor multiparâmetros antes, durante e depois das trocas de curativo, o que garantiu um acompanhamento constante e a detecção de qualquer alteração em seus sinais vitais. Sempre era realizado na sala de procedimentos, um espaço preparado para oferecer segurança e conforto ao paciente durante o tratamento. Observou-se que era necessário um acompanhamento psicológico mais amplo, com o objetivo de amenizar o medo e a insegurança da criança em um ambiente considerado desconhecido. Técnicas de distração e comunicação adequada com a criança e seus pais foram empregadas para reduzir o estresse e aumentar a cooperação durante os procedimentos. A presença dos pais também desempenhou um papel crucial no conforto emocional da criança, mostrando a importância da integração familiar no processo de cuidado. A administração de anestésicos mostrou-se essencial para minimizar a dor e o desconforto, contribuindo para um processo mais tranquilo e seguro para as crianças. Além disso, a experiência permitiu às acadêmicas desenvolver habilidades práticas, reforçando a importância da formação acadêmica voltada para a prática assistencial de qualidade. As acadêmicas tiveram a oportunidade de aplicar seus conhecimentos teóricos em um cenário real, observando os impactos positivos e desafios associados à utilização de anestésicos em crianças. Portanto, a vivência proporcionou uma visão ampliada sobre a relevância do cuidado integral e da empatia no atendimento pediátrico, preparando-as de forma mais completa para os desafios da profissão de enfermagem. A experiência prática não apenas fortaleceu as habilidades técnicas das acadêmicas, mas também destacou a importância da abordagem holística e da comunicação efetiva com os pacientes e suas famílias. Ao enfrentar e superar os desafios encontrados durante os procedimentos invasivos, as acadêmicas se prepararam melhor para oferecer um atendimento de alta qualidade e humanizado no futuro. Além disso, a experiência reforçou a necessidade de uma contínua atualização e educação dos profissionais de enfermagem sobre novas técnicas e abordagens para o manejo da dor e da ansiedade em crianças. A reflexão sobre as práticas realizadas durante o estágio também evidenciou a importância de um suporte psicológico contínuo para as crianças e suas famílias, o que pode melhorar significativamente a experiência hospitalar e promover uma recuperação mais rápida e menos traumática. A formação acadêmica, portanto, deve sempre integrar aspectos técnicos e emocionais para garantir um cuidado efetivo e compassivo, essencial para a profissão de enfermagem.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ADMINISTRAÇÃO DE ANESTÉSICOS EM CRIANÇAS PARA PROCEDIMENTOS INVASIVOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117760. Acesso em: 19 abr. 2026.