GESTAO ESCOLAR: REFLEXOES A PARTIR DO ESTAGIO CURRICULAR OBRIGATORIO

Autores

  • Alexandre Gomes Porciuncula
  • Geremias Marques
  • Tatiane Motta Da Costa E Silva
  • Patricia Becker Engers

Palavras-chave:

Educação, Básica, Gestão, Escolar, Ensino, Formação, Inicial, Professores

Resumo

Gestão Escolar: reflexões a partir do estágio curricular obrigatório O papel da gestão escolar é de planejar o trabalho da escola, racionalizar os recursos (materiais, financeiros, intelectuais), coordenar e apoiar o trabalho das pessoas. Desta forma, o principal meio de assegurar a gestão democrática da escola é a participação direta dos sujeitos escolares, possibilitando, assim, o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de tomadas de decisões e no funcionamento da escola.O presente estudo busca descrever e refletir criticamente sobre as vivências proporcionadas com a gestão escolar durante um estágio curricular obrigatório. O estágio curricular obrigatório em gestão escolar está vinculado ao Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Pampa, ocorrendo no período de junho a julho de 2024. Durante o período de estágio foram feitas visitas à escola, acompanhamento e observação da rotina do diretor, vice- diretor, coordenação pedagógica e orientação pedagógica e realização de tarefas conforme orientação dos gestores. A escola, ao qual o estágio foi realizado pertence a rede municipal de ensino e oferta as seguintes etapas de ensino: educação infantil, o ensino fundamental nos anos iniciais e finais, bem como a modalidade de ensino Educação para Jovens e Adultos (EJA) durante o período noturno. Ao longo do período de observação percebeu-se que o papel da direção da escola é administrar a parte burocrática e os recursos humanos em conjunto com a vice-direção, controlando assim as verbas e a parte social entre delegar tarefas aos demais profissionais que atuam na escola, sendo perceptível a importância de uma boa relação entre a direção escolar e as demais partes que constituem a escola, a diretora local conhecia praticamente todos os alunos e pais e isso reforça o conceito dito por Paulo Freire de que não há educação sem amor, não há educação imposta como não há amor imposto, quem não ama não entende o próximo e não o respeita. Essa afirmação enfatiza a importância de uma gestão bem organizada e que compreenda os sujeitos que pertencem a comunidade escolar como pessoas e não objetos. O gestor educacional deve gerir a escola em conjunto com a comunidade escolar, buscando atender suas demandas e necessidades. Neste sentido, cabe ressaltar o trabalho desenvolvido pelo Círculo de pais e mestres (CPM) no ambiente da escola, sendo um trabalho realizado em conjunto entre a direção, professores e pessoas da comunidade, como pais e familiares de alunos, formando-se assim a estrutura do CPM, discutindo entre si, as melhores decisões a respeito da verba do governo destinada a escola tendo a aprovação de todas as partes para o destino das verbas e também a fiscalização da mesma. Já a orientação e coordenação pedagógica buscam criar uma ponte entre escola e professores, nesta escola, em específico, ambas atuavam como uma só, tendo reuniões com professores para discutir a respeito de cada turma ou aluno. Além disso, a coordenação/orientação pedagógica buscavam organizar os documentos legais a respeito dos planos da escola, como o plano de ação pedagógica que visa planejar os temas que serão abordados durante o ano letivo pela orientação/coordenação pedagógica a respeito de cada tema ou aspecto no âmbito escolar, como por exemplo, diagnosticar e avaliar as dificuldades de aprendizado dos alunos, avaliar a prática pedagógica que está sendo aplicada aos alunos, abordar temas transversais contemporâneos, entre outros documentos como ficha de acompanhamento dos níveis de alfabetização dos alunos dos anos iniciais e o cronograma de reuniões com orientadores com os professores visando prestação de contas da parte pedagógica e também apoio ao professor. Sobre a gestão democrática em si, segundo Paulo Freire, ela é uma transformação radical da máquina burocrática, ou seja, sair do automático e lembrar que estamos trabalhando com pessoas e cidadãos em formação e que nosso papel como professores e escola é crucial na formação dessas crianças e do país em si. Através das vivências proporcionadas pelo estágio supervisionado foi possível ampliar o conhecimento quanto a organização da escola, especialmente, da gestão escolar, para além da parte burocrática, mas a compreensão sobre os desafios da gestão de recursos e de pessoas, sendo a gestão democrática extremamente necessária, como uma ação conjunta, coletiva, buscando ideias de outros lugares que deram certo mas ao mesmo tempo procurar entender o contexto de cada escola e saber adaptar a sua realidade, buscar engajamento de todas as partes possíveis, desde funcionários, professores, alunos, pais e familiares, sendo um trabalho árduo e contínuo mas que visa o bem de toda a comunidade.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

GESTAO ESCOLAR: REFLEXOES A PARTIR DO ESTAGIO CURRICULAR OBRIGATORIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117755. Acesso em: 17 abr. 2026.