A IMPORTÂNCIA DO FISIOTERAPEUTA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS NEUROLÓGICAS NA INFÂNCIA: UMA EXPERIÊNCIA PRÁTICA
Palavras-chave:
Fisioterapia, Neurologia, Infantil, Vivência, AlunosResumo
A Fisioterapia, uma disciplina da saúde que inicialmente era considerada meramente reabilitadora, hoje é reconhecida por seu papel multifacetado, abrangendo não apenas a reabilitação, mas também a prevenção e promoção da saúde humana. A evolução do campo expandiu sua atuação para o tratamento e manejo de distúrbios cinéticos funcionais, que podem ter origem em traumas, alterações genéticas ou doenças adquiridas. O fisioterapeuta desempenha um papel crucial no acompanhamento e tratamento de crianças com condições neurológicas que afetam o sistema nervoso, levando a déficits sensoriais, distúrbios motores e alterações cognitivas e comportamentais. Essas condições têm um impacto significativo na funcionalidade e qualidade de vida das crianças. A especialidade de Fisioterapia Neurofuncional, reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) em 9 de dezembro de 1998, por meio da Resolução 189, tem como objetivo principal promover a aquisição e aprimoramento de habilidades motoras, prevenir deformidades, aumentar a independência funcional e melhorar a participação das crianças na comunidade, garantindo uma integração mais efetiva no ambiente social e familiar. O objetivo deste trabalho é relatar e analisar uma experiência prática, destacando o papel crucial do fisioterapeuta no tratamento de crianças com déficits neurológicos. Este relato de experiência é oriundo de uma atividade prática realizada no âmbito do componente curricular do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). A metodologia envolveu uma visita, pelos alunos ingressantes do curso de fisioterapia, ao setor dessa profissão na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Durante a visita, foi observada a prática fisioterapêutica voltada para a neurologia infantil com enfoque nas atividades práticas realizadas pelos estagiários do último ano do curso, que estavam diretamente envolvidos no atendimento de crianças com diferentes condições neurológicas, incluindo prematuridade, paralisia cerebral, síndrome de Down e autismo, abrangendo idades de 0 a 12 anos. De fato, os alunos tiveram a oportunidade de observar a importância crucial da integração entre o brincar funcional e a estimulação sensorial na promoção de uma infância mais saudável para crianças com déficits neurológicos. Notaram ainda, que o tratamento de cada criança era singularizado e adaptado às suas necessidades funcionais específicas, embora também houvesse momentos de atividades coletivas, que favoreciam a interação social. Em conversas com os estagiários, constatou-se que a combinação da Fisioterapia com outras modalidades de tratamento pode promover melhorias significativas no desenvolvimento motor, na estimulação sensorial e na integração social das crianças com distúrbios neurológicos. A visita à APAE ressaltou o comprometimento e a competência dos profissionais envolvidos, que criaram um ambiente acolhedor e estimulante, ajudando as crianças a se sentirem mais à vontade durante as sessões, mesmo diante dos desafios dos exercícios propostos. Esta experiência prática foi fundamental para os alunos, proporcionando uma visão detalhada e enriquecedora do trabalho dos fisioterapeutas e evidenciando a importância dessa profissão na melhoria da qualidade de vida da população. Além disso, a vivência permitiu uma compreensão mais profunda da área Neuropediátrica, ajudando os alunos a identificar possíveis especializações para suas futuras carreiras acadêmicas.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A IMPORTÂNCIA DO FISIOTERAPEUTA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS NEUROLÓGICAS NA INFÂNCIA: UMA EXPERIÊNCIA PRÁTICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117751. Acesso em: 17 abr. 2026.