A INFLUÊNCIA DO SLOW FASHION PARA MODA SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO DE CASO DA MARCA VENTANA

Autores

  • Adriana Leão Dias
  • Aline Amaral Paz

Palavras-chave:

Slow, Fashion, Moda, Circular, Upcycling, Publicidade, Comunicação, Sustentabilidade

Resumo

Este resumo aborda a moda circular e o slow fashion como conceitos que exploram o consumo consciente e possibilitam que os indivíduos se tornem responsáveis por suas ações ambientais. A comunicação analisada no estudo de caso da marca gaúcha Ventana, é essencial para que o conceito de slow fashion tenha o impacto necessário. O objetivo deste resumo é analisar como a marca Ventana, por meio de suas estratégias de comunicação publicitária, incorpora e promove os princípios do slow fashion. A Ventana, fundada em 2012 por Gabrielle Pilotto, evoluiu de um hobby de garimpar roupas para uma marca que se destaca pelo uso de práticas como o upcycling transformando materiais descartados em novas peças de vestuário (Poerner, 2021). Este estudo busca entender como essa abordagem sustentável é comunicada ao público e como influencia a percepção da marca por meio da publicidade. A metodologia adotada neste resumo inclui uma revisão bibliográfica e análise do estudo de caso da marca Ventana, que exemplificam a aplicação dos princípios do slow fashion. O aporte teórico será estruturado em três eixos principais. O primeiro eixo explora como a moda sustentável e lenta compartilha a ideia de um consumo mais consciente, ponderado e reflexivo. O conceito de slow fashion vai além da velocidade de produção das peças, abarcando também a realidade econômica, questões ambientais e sociais do contexto em questão, desde a concepção da ideia até sua execução (Kalb, 2020). Esse eixo enfatiza a valorização de peças de alta qualidade, produzidas em pequena escala, com design atemporal e durabilidade estética, incorporando conceitos de sustentabilidade e respeito às tradições locais. Segundo Casagrande (2020) expõe que, para a artista, o upcycling é algo grandioso e único e uma nova chance de estender o ciclo de algo que parou de fazer sentido para outro alguém, mas que ainda é totalmente reutilizável. O segundo eixo examina o comércio justo como um componente essencial do slow fashion, discutindo como essa prática assegura condições de trabalho dignas e justas, e elimina a necessidade de subcontratações e produção em massa (Morais, 2011). O conceito de novo luxo também é abordado, associando o slow fashion a produtos exclusivos e personalizados, com uma valorização maior dos profissionais envolvidos e o cumprimento das leis ambientais e laborais (Souza, 2008). Dentro dessa temática, é necessário conhecer os conceitos do slow fashion e da moda circular, que trazem consigo a reflexão de toda uma cadeia de sistemas por trás da confecção de roupas, pois, para tais movimentos, cada parte do processo importa e tem em si ênfase bastante holística. Portanto, partindo do princípio de que tais correntes têm poder reflexivo, é indubitável que refletir como os consumidores, ao participarem de tais movimentos, encontrarão satisfação pessoal ao usufruírem de peças que pensam na preservação do meio ambiente e que produzem, não só para o consumidor direto, mas para todos os envolvidos no processo de confecção, um maior bem-estar social (PINTO, 2021). O terceiro eixo foca na publicidade e comunicação, analisando como as estratégias publicitárias da Ventana influenciam a percepção dos consumidores e promovem uma mudança de comportamento em direção ao consumo sustentável (Costa, 2022). Nas redes sociais, especialmente no Instagram, a publicidade desempenha um papel crucial na conscientização sobre o consumo responsável, educando os consumidores sobre os impactos sociais e ambientais da indústria da moda (Domenico, 2020). A Ventana exemplifica a aplicação prática dos princípios do slow fashion, utilizando suas estratégias publicitárias para comunicar um compromisso com a sustentabilidade e a ética na moda. No Brasil, essa marca é uma das grandes inspirações da moda upcycling, pois utiliza seu trabalho principal como incentivo aos consumidores por meio da publicidade com influencers famosos que prezam pela sustentabilidade, e também incluindo os consumidores em seus posts. A marca adota uma abordagem de comunicação que não só promove seus produtos, mas também educa os consumidores sobre a importância de práticas de consumo consciente. Essa conexão entre a comunicação publicitária e os valores do slow fashion torna a Ventana uma referência no setor, contribuindo para a construção de uma moda mais consciente e responsável. É notável que a Ventana, por meio de suas práticas e comunicação, demonstra que o slow fashion não é apenas uma tendência, mas uma mudança de paradigma na indústria da moda, respondendo às demandas por sustentabilidade e ética tanto de produtores quanto de consumidores.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2024-10-16

Como Citar

A INFLUÊNCIA DO SLOW FASHION PARA MODA SUSTENTÁVEL: UM ESTUDO DE CASO DA MARCA VENTANA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117729. Acesso em: 17 abr. 2026.