GRUPO DE ESTUDOS PARA TÉCNICA INSTRUMENTAL
Palavras-chave:
Técnica, Instrumental, Aprendizagem, Coletiva, PerformanceResumo
O objetivo deste trabalho é apresentar um relato de experiência sobre a minha participação como bolsista do projeto de ensino Grupo para Estudos de Técnica Instrumental da Unipampa. Nesse projeto, após ter adquirido meu primeiro trompete, sem possuir experiência alguma com o instrumento, tive a oportunidade de praticar e aprender os elementos básicos de técnica, os quais têm me permitido tocar e começar a realizar a composição de meus primeiros temas para a banda da qual faço parte. Meu interesse pelos instrumentos de sopro, da família dos metais, surgiu quando mais jovem, ouvi pela primeira vez trompete e trombone, em uma banda de Heavy Metal chamada Diablo Swing Orchestra. O Grupo para Estudos têm como principal objetivo oferecer um espaço para que os discentes do curso de Licenciatura em Música realizem estudos práticos de técnica instrumental. Saliento que o projeto nasceu das necessidades apontadas pelos alunos do curso de Música, pois, nessa licenciatura não são ofertados componentes curriculares específicos para instrumentos de sopro. A metodologia empregada no projeto consiste em uma síntese de ideias pertencentes aos métodos de ensino de técnica dos conservatórios de música de tradição europeia, das bandas marciais/musicais e de El Sistema. A aplicação desta metodologia se dá em encontros semanais e as atividades são propostas de modo que todos possam participar, independentemente de seu nível de proficiência transitório musical, tendo em vista que não há processo de nivelamento entre os músicos participantes. Dessa forma, a metodologia permite que a aprendizagem prática dos fundamentos da técnica instrumental sirva às diferentes vivências e estilos musicais individuais de cada participante. Como resultados, destaco a possibilidade de estarmos praticando e desenvolvendo enativamente os fundamentos da técnica instrumental, bem como, realizando revisões de conceitos de teoria musical e praticando a percepção auditiva musical. O desenvolvimento de tais habilidades técnicas tem permitido aos discentes a participação como instrumentistas de sopro em espaços de sua preferência, tais como, uma banda marcial/musical (do Instituto de Belas Artes de Bagé - IMBA), o grupo de louvor de uma congregação religiosa e uma banda de Avant-Garde Metal. O discente Rafael (que em paralelo participa da banda do IMBA) teve sua primeira apresentação em público tocando saxofone e afirmou ter se sentido mais confiante para a sua performance após praticar as músicas do repertório (The Pink Panther tema de Pantera Cor de Rosa, o tema de Família Adams e um medley da Disney) com o auxílio de Igor Krüger (músico e coordenador do projeto), na manhã que antecedeu a apresentação. O discente Miguel, que frequenta igreja foi convidado a tocar o tema de La vie en Rose cuja letra foi escrita por Édith Piaf e a Melodia feita por Louis Guglielmi, em um casamento que ocorreu em sua congregação. Eu, que participo de um grupo de avant-garde metal chamado Niraakaar, criei um tema no trompete que mescla características estilísticas do Jazz com as do Death Metal, o qual resultou em uma composição nova música para a banda. Além disso, consegui, com mais confiança, inserir o trompete em outras diversas músicas que estão em processo de composição e gravação. Como considerações finais, ressalto que a criação do Grupo para Estudos de Técnica Instrumental tem atendido as necessidades de formação teórico/prática dos discentes como instrumentistas de sopro. De minha parte, considero que a participação nas atividades promovidas pelo Grupo para Estudos têm contribuído para que eu aprofunde conhecimentos e desenvolva habilidades nas áreas de teoria musical, leitura à primeira-vista de partituras, aperfeiçoamento da sonoridade no instrumento (respiração, embocadura e afinação), do mecanismo (digitação de diferentes escalas e arpejos), da expressividade (articulação, dinâmicas e agógicas) e de repertório. Em razão disso, considero a participação nesse projeto fundamental para que eu vislumbre possibilidades de inserção artístico/profissionais como trompetista no futuro. Ademais, a participação nos encontros do Grupo tem me permitido observar e aprender sobre possibilidades pedagógicas que eu possa vir a empregar em minha prática como professor de música. Sobre esse aspecto, ressalto que em nossos encontros reúnem-se estudantes com distintas experiências musicais e com cosmovisões musicais bastante diferentes. A abordagem proposta no projeto, permite que, mesmo se tratando de um grupo heterogêneo de participantes, sejam realizadas atividades práticas que contemplem a participação de todos de forma satisfatória, dado que todos têm conseguido aprender e apresentar desenvolvimento em suas práticas. Com isso, ao observar as atividades do Grupo, acabo aprendendo por meio de experiências vicárias que têm me possibilitado uma série de insigths acerca de estratégias que poderei utilizar com meus alunos em sala de aula.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
GRUPO DE ESTUDOS PARA TÉCNICA INSTRUMENTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117721. Acesso em: 17 abr. 2026.