MOVIMENTO E AMBIENTE - A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA LICENCIATURA
Palavras-chave:
Movimento, Trilha, Sensibilização, PertencimentoResumo
A crise ambiental e a emergência climática não podem ser consideradas uma novidade para as sociedades contemporâneas, José Lutzemberger na década de 70 do século passado já publicava Fim do Futuro? O Manifesto ecológico brasileiro. De lá para cá muitas iniciativas foram feitas para incorporar a dimensão ambiental nos currículos escolares e universitários. O componente curricular Movimento e Ambiente é ofertado no primeiro semestre do curso de Licenciatura em Educação Física e é um destes dispositivos que permitem a ambientalização curricular. Este C.C. trata da importância da Educação Ambiental e a prática da caminhada como forma de nos aproximarmos da natureza e conhecer melhor a nossa cidade apresentando-a como campo de estudo da cultura local. O objetivo deste trabalho é apresentar como o C.C.M.A. trabalha a dimensão ambiental da E.F. e da necessidade de práticas como esta visando a sensibilização e o pertencimento do/a futuro/a professor/a. Para a escrita deste resumo utilizamos os portfólios produzidos pelos/as acadêmicos/as no final do semestre, além do Plano de Ensino do componente. Durante o componente, os alunos participam de caminhadas pela cidade e algumas trilhas pelo campo, até mesmo caminhadas dentro do próprio campus, com o intuito de desenvolver o hábito de andar como prática de liberdade e bem estar e de apresentar a pedagogia das ruas como mais uma possibilidade dentro das pedagogias da Educação Física. A metodologia adotada no componente "Movimento e Ambiente" é baseada em uma abordagem interdisciplinar que combina teoria e prática. O curso utiliza como métodos de aprendizagem aulas práticas ao ar livre, estudos de caso, trabalhos de campo e debates em sala de aula, visando proporcionar uma experiência de aprendizagem dinâmica e contextualizada. Os registros produzidos pelos/as estudantes apresentam de forma clara como o processo foi rico em experiências e aprendizagens e de fato foi possível incorporar à E.F. os saberes ambientais a partir de dois princípios da E.A., sensibilização e pertencimento. Vários registros mostram o desconhecimento por parte dos acadêmicos de sua própria cidade e da identidade geográfica de Uruguaiana a partir do rio Uruguai e seus três afluentes; arroios Salso de Cima, Salso de Baixo e Cacareu; também não tinham noção das dimensões do campus universitário e de sua rica fauna e flora. Outro aspecto interessante surgido nos portfólios foi o processo de socialização permitida pela técnica de caminhar longos percursos em grande grupo. As conversas surgiam naturalmente propiciando a formação de grupos variados de estudantes que por estarem no 1º semestre pouco se conhecia. Foi verificado nas saídas como beleza e degradações andam juntas nos bairros da cidade: Os arroios na sua maior parte poluídos com suas matas ciliares com lixo domiciliar e restos da construção civil demonstram como este modelo econômico baseado na produção e consumo constantes impedem uma perspectiva sustentável para as cidades. O componente incentiva os professores a integrar a educação ambiental em suas práticas pedagógicas, aproximando a EF dos saberes ambientais, agregando mais esta dimensão a formação acadêmica. Os futuros professores aprendem a planejar atividades físicas que respeitem o ambiente, incorporando atividades ao ar livre e a sensibilização dos alunos para questões ambientais. Essa consciência ambiental é crucial para a formação de cidadãos responsáveis e para a promoção de uma cultura de sustentabilidade nas escolas. Referências CUNHA, A.; BALINHAS, V.; Barbosa, A.; Bar, F.; Dotto, M.; Gonsalves, V.; Santos, C.; Santos, C. (2016). Grupo de Estudos Movimento e Ambiente: A ambientalização curricular. 11 Congreso Argentino de Educación Física y Ciencias, 28 de septiembre al 2 de octubre de 2015, Ensenada, Argentina. EN: Publicaciones 11 Congreso (2015). Ensenada: Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Departamento de Educación Física. Disponible en: http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/trab_eventos/ev.7228/ev.7228.pdf LUTZENBERGER, José. Fim do Futuro? Manifesto Ecológico Brasileiro (5ª edição). Porto Alegre: Editora Movimento, 1999. KITZMANN, D.; ASMUS, M. L. Ambientalização sistêmica ‐ do currículo ao socioambiente. Currículo sem Fronteiras, v. 12, n. 1, p. 269‐290, jan./abr. 2011.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MOVIMENTO E AMBIENTE - A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA LICENCIATURA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117704. Acesso em: 16 abr. 2026.