ERA UMA VEZ NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONTOS DE FADAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Autores

  • Luiz Henrique Krejci de Albuquerque
  • Diego Matos Noronha
  • Nathalie Yelena Plucinski Cardoso Ribas
  • Kauana Cardoso Sanguine
  • Jonathan Jardim da Silva
  • Susane Graup do Rego

Palavras-chave:

Ensino, Ludicidade, Atividade, Motora

Resumo

A Educação Física, enquanto parte integrante da Educação Infantil, é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças. Através de atividades lúdicas e estruturadas, os alunos têm a oportunidade de desenvolver suas habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais de forma integrada, prazerosa e significativa. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo tecer reflexões sobre a aplicação do projeto Era Uma Vez na Educação Infantil, que visava promover a importância do brincar como ferramenta de aprendizado integral na educação infantil, tendo os contos infantis como ponto de partida para atividades físicas lúdicas estruturadas e contextualizadas. Ele foi executado em uma escola da rede municipal de ensino de Uruguaiana-RS, abrangendo a Etapa VI. Optou-se por uma metodologia de ensino baseada no construtivismo alinhada a Teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal e aos pressupostos do livro "A psicanálise dos contos de fadas", buscando não apenas estimular o desenvolvimento motor das crianças, mas também promover sua imaginação, criatividade e capacidade de resolução de problemas, preparando-as para enfrentar os desafios do mundo com confiança e empatia. As histórias escolhidas para compor o projeto foram: Os Três Porquinhos, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, O Pequeno Príncipe, João e Maria, A Lebre e a Tartaruga e Branca de Neve. A partir de então, cada plano de aula foi estruturado em torno de um tema específico, em consonância com a história do livro, visando a participação e o aprendizado das crianças de maneira lúdica e significativa, com brincadeiras que abordavam problemáticas físicas, cognitivas, emocionais e sociais, além de incentivar a leitura. Essas atividades tinham a diversidade e a inclusão como pilares fundamentais para garantir que todas as crianças se sentissem valorizadas. Foram selecionadas 3 turmas de Etapa VI para aplicar o projeto, com média de 18 alunos em cada. As aulas aconteceram 1 vez por semana em cada turma, totalizando 21 intervenções, no turno da tarde, sendo ministradas no horário da aula de Educação Física de cada turma, de maio a julho de 2024. Inicialmente, dentro da sala de aula, depois do acolhimento, os alunos eram chamados a compor uma roda de leitura e exploração dos contos infantis que norteariam as atividades práticas. Esse momento de contação de histórias pretendeu, também, instigar os alunos a pensar de maneira diferente sobre a temática e personagens já conhecidos, propondo diferentes desfechos para as histórias, bem como, imaginar quais eram as atividades que seriam propostas a seguir. Depois, eles eram levados ao saguão da escola para participarem da parte prática das aulas, em 4 atividades, sendo as duas primeiras mais dinâmicas, com corridas e movimentos mais ágeis, sempre vinculadas ao propósito da história em questão, resgatando brincadeiras tradicionais, como pega-pega, esconde-esconde e pega-cola. As demais atividades incluíam os âmbitos do movimento, pensamento, expressão e reflexão, através do exercício das habilidades motoras fundamentais, como correr, saltar, equilibrar-se, arremessar e pegar, com ou sem materiais de apoio ou delimitação de espaços, mas de forma contextualizadas para fazerem sentido frente ao conto que foi trabalhado e atingir os objetivos propostos. Por exemplo, em uma aula inspirada em Os Três Porquinhos, as crianças deveriam correr para construir casas com os materiais disponibilizados em uma atividade anterior. Por outro lado, em uma aula baseada em A Lebre e a Tartaruga, as crianças tiveram na proposta um momento de reflexão sobre como a persistência e a estratégia são tão importantes quanto a velocidade. Ademais, nos momentos de expressão corporal criativa propostos nas brincadeiras, as crianças experimentaram situações mais profundas de reflexão e ação ao dramatizar e recriar as histórias, de acordo com sua visão de mundo. Ao longo da execução do projeto, foi possível proporcionar-lhes um ambiente de desenvolvimento envolvente e inclusivo e, assim, por meio de experiências motoras e expressivas variadas, foi possível perceber que as crianças melhoraram significativamente em relação às diversas habilidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais trabalhadas. O planejamento cuidadoso das aulas lúdicas e contextualizadas às histórias infantis parece ter contribuído para a melhora das diversas habilidades motoras, haja vista que isso manteve o interesse e o engajamento dos alunos para se desenvolverem de maneira divertida e significativa. As crianças ficaram maravilhadas pela proposta, sempre curiosas pela próxima história que seria trabalhada, e bastante motivadas e entusiasmadas para executar as atividades do dia. Para além das características biopsicossociais da ludicidade, foi possível estabelecer um vínculo positivo com as crianças das turmas, o que também se refletiu nesse entusiasmo e na participação delas nas aulas.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

ERA UMA VEZ NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONTOS DE FADAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117703. Acesso em: 17 abr. 2026.