MONITORIA ACADÊMICA NO CURSO DE ENFERMAGEM EM ATIVIDADES DE SIMULAÇÃO REALÍSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Simulação, Saúde, EnfermagemResumo
O conhecimento de um indivíduo inicia-se logo na primeira infância, no qual a criança, por meio da observação, começa a reproduzir características dos adultos do seu entorno, sejam os gestos, expressões faciais ou sentenças. Em seguida, o conhecimento sobre o mundo começa a consolidar-se, permitindo que posteriormente seja aprendido o conhecimento teórico, no qual o indivíduo começa a constituir os saberes sobre conteúdos específicos, como matemática ou medicina, futuramente. Nesse sentido, os professores tornam-se personagens indispensáveis na vida de um indivíduo, pois é por meio deles e sua didática que o mesmo consegue fazer a construção de um raciocínio clínico com base em conteúdos teóricos e práticos, como é o caso dos cursos da área da saúde. Tendo isso em vista, atualmente é possível encontrar diversas formas de ensino-aprendizagem na área da saúde, a qual destaca-se as simulações realísticas em laboratórios, ministradas com o intuito de fazer com que os novos modelos tenham o estudante como protagonista, distanciando-se da didática tradicional, centrada em aulas listadas e capítulos prefixados. A vista disso, a simulação realística é uma ferramenta facilitadora para melhorar a destreza, raciocínio clínico e a saber lidar com situações desafiadoras, além de tornar-se um método complementar de outros modelos educacionais, o que possibilita a fixação do conteúdo de uma forma mais concreta e efetiva. Desse modo, o presente trabalho trata-se de um relato de experiência, o qual busca discorrer sobre as perspectivas das acadêmicas de enfermagem acerca da monitoria em simulações realísticas. As atividades foram produzidas por intermédio do componente curricular: Gestão do Cuidado Materno-Neonatal e Pediátrico, vinculado ao curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana, criado em 2006, sendo ofertado para discentes matriculados no 6° semestre, ministradas por três docentes, as quais desenvolveram as atividades juntamente com três monitoras, as quais cursavam componentes curriculares previstos para o 7° e 8° semestres do curso. Ainda, o supracitado componente se desenvolveu nos meses de Abril à Junho de 2024, totalizando 60 horas de atividades de ensino, com encontros semanais, no laboratório do Centro de Simulação de Habilidades Médicas, com simuladores que possibilitam ter seus sistemas controlados em uma sala separada. Primeiramente, as atividades de simulações realísticas eram realizadas logo após os discentes do componente assistirem a aula teórica dialogada sobre a temática, a qual tinha o objetivo de fazer os alunos absorverem o conteúdo teórico, como diretrizes específicas, saberes básicos, retomada de conteúdos e conhecimentos específicos da área, ou seja, previamente aos encontros de prática realística, os discentes tinham o aprofundamento das temáticas que seriam abordadas, tendo tempo para conseguir organizar e planejar seus estudos, apoiando-se em referências atualizadas sobre os assuntos que seriam trabalhados na prática da semana posterior, tal qual as monitoras, pois as mesmas tinham que estudar previamente sobre o conteúdo de forma a conseguir auxiliar as docentes e os discentes. Diante disso, observou-se que o estudo prévio dos alunos possibilita resultados mais efetivos em seu processo de ensino-aprendizagem. Outro ponto observado é de que as simulações que contavam com a descrição prévia de uma situação problema fictícia permitia aos alunos sentirem-se mais confortáveis na hora de expor suas condutas, pois estes tiveram tempo hábil de estudar sobre a temática. Ainda, ter a experiência de passar por circunstâncias complexas em simuladores nos quais as monitoras conseguiam alterar os sinais vitais, movimentá-los, fazê-los expressar-se por meio da fala, choro e grunhidos, entrar em parada cardiorrespiratória, que houvesse sangramento e dentre as inúmeras possibilidades, permitiu que o crescimento dos alunos fosse exponencial em comparação com outros métodos, pois proporcionou uma experiência singular de ensino/aprendizagem e melhor fixação do conteúdo, além de melhor segurança na hora de exercer as práticas hospitalares em seguida, tudo em decorrência da experiência dinâmica experimentada. Posto isso, torna-se relevante destacar a necessidade de que práticas semelhantes tenham maior visibilidade e reconhecimento, especialmente para os cursos da área da saúde, pois como exposto, teve resultados positivos acerca do estudo dos envolvidos. Logo, faz-se indispensável que as universidades possuam o incentivo de buscar práticas alternativas de doutrina, com o fito de melhorar as práticas convencionais de ensino, criando por meio de novos métodos, estudantes menos despreparados para as práticas hospitalares e por consequência a isso, profissionais da área da saúde de excelência.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MONITORIA ACADÊMICA NO CURSO DE ENFERMAGEM EM ATIVIDADES DE SIMULAÇÃO REALÍSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117659. Acesso em: 17 abr. 2026.