Monitoria extraclasse auxilia no desempenho acadêmico no ensino de eletroterapia

Autores

  • Emanuelly Adriane Leites da Silva Pires
  • Maria Eduarda Costa de Almeida
  • Eduarda de Moura Ferreira
  • Thiago Felipe Tamborena Félix
  • Mohammad Prudêncio Mustafá
  • Liane Da Silva De Vargas

Palavras-chave:

Formação, acadêmica, Aprendizagem, Recursos, eletrotermofototerapêuticos

Resumo

O componente curricular de Recursos Eletrotermofototerapêuticos I (REC I) é ministrado no quarto semestre do curso de fisioterapia e busca estudar a aplicação dos recursos físicos de termoterapia superficial (calor e frio) e eletroterapêuticos (correntes elétricas) que possam ser utilizados em tratamentos fisioterapêuticos de lesões, doenças ou distúrbios musculoesqueléticos. São abordados os diferentes recursos disponíveis e suas definições, seus efeitos fisiológicos e terapêuticos, assim como possíveis indicações e contra indicações e a forma correta das técnicas de aplicação. O componente curricular contém módulo teórico com muitos conteúdos e práticas extensas, e é um pré-requisito para outros componentes curriculares do quinto semestre, como recursos eletrotermofototerapêuticos II. Neste componente os alunos iniciam as práticas clínicas e são encorajados a desenvolverem um raciocínio para resolução de casos clínicos, retomando conceitos de fisiologia, avaliação e conduta fisioterapêutica. Visto isto, a disciplina dispõe de monitores para que auxiliem o professor durante as aulas práticas, para oferecer um suporte mais individualizado aos alunos, bem como disponibiliza horários extraclasse de monitoria, onde o aluno pode reservar um horário de estudo extra com o monitor no laboratório para praticar e tirar suas dúvidas. Assim, o objetivo deste estudo, foi avaliar o impacto da presença dos alunos na monitoria extraclasse frente ao desempenho acadêmico em REC I. Para isso os alunos eram apresentados aos monitores durante as aulas práticas e disponibilizado a eles o contato dos mesmos para que pudessem agendar horários de monitoria extraclasse. Faziam parte da equipe de monitores três alunas da graduação em fisioterapia e dois alunos de pós-graduação em fisiologia da unipampa. Todos com aprovação nas disciplinas de REC I e II. A monitoria era realizada mediante agendamento prévio, contando com a explicação de conteúdos solicitados pelos alunos ou resolução de casos clínicos, bem como o manuseio dos equipamentos. Logo, o aluno era capaz de identificar os pontos que tinha mais dificuldade, tendo a oportunidade de revisar e aplicar os recursos nos colegas, mediante simulação de atendimentos fisioterapêuticos com a orientação dos monitores. Geralmente as monitorias tinham duração entre 40 minutos a 2 horas. Participaram deste estudo duas turmas ao longo do ano de 2023 de REC I, sendo comparada a média final do desempenho da disciplina dos alunos que participaram com os que não participaram das monitorias. Comparação feita pelo teste de Mann-whitney, sendo considerado como significativo um P<0,05. Participaram deste estudo 39 alunos. Cerca de 30% dos alunos participaram das monitorias ofertadas no componente curricular, somando um total de 41 presenças em monitorias, com uma média de frequência de 1,64±07 por aluno. Ao fim dos semestres, conseguimos observar que a média final dos alunos que participaram das monitorias foi maior do que a dos alunos que não participaram (P=0.003), evidenciando a importante contribuição das monitorias para o aprimoramento do desempenho dos alunos. Com base na evidência e na análise apresentadas neste estudo, é seguro concluir que a monitoria extraclasse é uma estratégia eficaz para aprimorar o desempenho acadêmico no ensino de eletroterapia. Sendo assim, torna-se importante encorajar essa prática junto aos demais componentes curriculares e cursos de graduação, a fim de minimizar a retenção de alunos no ensino superior.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

Monitoria extraclasse auxilia no desempenho acadêmico no ensino de eletroterapia. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117652. Acesso em: 17 abr. 2026.