DA TEORIA À PRÁTICA: OFICINA DE ESTATÍSTICA PARA ANÁLISE CRÍTICA DE GRÁFICOS EM BIOQUÍMICA

Autores

  • Rafaela Paines
  • Jacqueline Gomes
  • Eduarda Severo Rodrigues
  • Thais da Silva Amaral
  • Simone Pinton
  • Suzan Gonçalves Rosa

Palavras-chave:

Análise, conteúdo, interpretação, estatística, letramento, estatístico

Resumo

A leitura e interpretação de gráficos são competências essenciais no contexto acadêmico, especialmente para alunos de graduação e pós-graduação que utilizam destas habilidades para construir argumentos baseados em evidências científicas. A estatística, como componente fundamental, abrange o planejamento, coleta, análise e disseminação de dados. Neste sentido, o objetivo deste resumo é relatar as atividades de uma oficina que visou avaliar e aprimorar as habilidades de interpretação e análise de gráficos científicos de alunos de graduação e pós-graduação, identificando dificuldades na aplicação de terminologias científicas e promovendo melhorias na redação científica por meio de uma oficina baseada em três momentos pedagógicos. A oficina foi ministrada pela docente coordenadora do projeto em 27/06/2024. Os gráficos abordados estavam relacionados aos artigos discutidos nos seminários do Grupo de Pesquisa (GP), do qual a maioria dos participantes faz parte. Após uma avaliação diagnóstica, identificaram-se gráficos considerados difíceis de interpretar. Para este resumo, estão dispostos os resultados referentes à interpretação de um gráfico de barras com a dosagem de espécies reativas (RS) no cérebro de ratos, contendo quatro grupos experimentais: controle, estreptozotocina (STZ) +salina, composto de selênio, STZ+selênio (tratamento). As legendas dos símbolos foram fornecidas juntos à projeção do gráfico. Os três momentos pedagógicos incluíram: problematização inicial, organização do conhecimento e aplicação do conhecimento. O primeiro momento pedagógico foi caracterizado pelo entendimento dos conhecimentos prévios dos participantes, onde, ao projetar a imagem do gráfico, foi solicitado aos participantes que descrevessem os resultados apresentados no gráfico como se estivessem escrevendo um resumo para um evento científico, como o SIEPE. O segundo momento pedagógico foi destinado a explicações em uma aula expositiva dialogada, dessa forma, a docente apresentou outros diversos gráficos para explicar os diferentes conceitos e dados que poderiam ser analisados. No terceiro momento pedagógico foi realizada a reescrita das análises do gráfico de RS no cérebro de ratos pelos participantes, a fim de observar a capacidade de conceituar, analisar e indicar as relações significativas apresentadas no gráfico. A avaliação da capacidade dos alunos de conceituar, analisar e identificar foi baseada no método de análise de conteúdo de Laurence Bardin. A oficina contou com 14 participantes. Os alunos demonstraram habilidade em interpretar o aumento e/ou diminuição entre os grupos representados no gráfico. No entanto, encontraram dificuldades ao aplicar corretamente os termos "em relação a" ou "em comparação com" conforme os grupos que estavam sendo analisados. Em outras palavras, embora tenham compreendido quais grupos apresentavam aumento ou diminuição, não conseguiram associar os termos apropriados aos grupos correspondentes e descrever os resultados, utilizando o estilo de redação científica, de um gráfico relativamente simples. Dentre os participantes, foram selecionadas as respostas: o participante A, no primeiro momento da dinâmica, não utilizou os termos específicos necessários para a interpretação do gráfico, após a explicação da professora, foi possível observar que ficou com dificuldade na interpretação, apresentando uma justificativa semelhante com a anterior. O participante A trouxe: Os resultados mostram diferença significativa no grupo STZ comparado ao grupo controle, e diferença significativa no grupo tratado comparando com o grupo STZ. Assim, concluímos que ainda é necessário trabalhar a redação destes dados, inserindo termos como aumentou ou diminuiu, e identificando que se trata de RS em cérebro e em ratos. No entanto, o participante B, no primeiro momento da dinâmica, apresentou uma leitura errada do gráfico, ao se comparar com a interpretação após a discussão em conjunto, foi verificado que o mesmo conseguiu interpretar e expressar os dados corretamente, descrevendo os resultados como: O grupo STZ teve um aumento de espécies reativas de oxigênio em comparação ao controle. Já o grupo STZ + tratado, teve uma diminuição das espécies reativas de oxigênio em comparação com o grupo STZ, mesmo não identificando que foi em cérebro, pode-se notar uma melhora na descrição dos resultados. Portanto, foi possível observar que alguns participantes, no contexto pós-teoria, apresentaram uma melhor compreensão do gráfico analisado, mas que ainda apresentavam dificuldades na interpretação, conceitualização e correlação dos resultados estatísticos. Na oficina, buscou-se desenvolver competências de letramento e raciocínio estatístico no Ensino Superior, focando na leitura e análise de gráficos relacionados a parâmetros bioquímicos. Os resultados mostraram que apesar de muitos alunos terem familiaridade com gráficos, apresentam dificuldades na interpretação, correlação e escrita de dados.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

DA TEORIA À PRÁTICA: OFICINA DE ESTATÍSTICA PARA ANÁLISE CRÍTICA DE GRÁFICOS EM BIOQUÍMICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117644. Acesso em: 16 abr. 2026.