OCORRÊNCIA DE FOLÍCULO HEMORRÁGICO ANOVULATÓRIO EM ÉGUAS DURANTE TEMPORADA REPRODUTIVA 2023/2024 NA FRONTEIRA OESTE

Autores

  • Maiara Soares
  • Maria Lina Pinto Rodrigues Andreazza
  • Luiza Gonçalves Martini
  • Fabricio Desconsi Mozzaquatro

Palavras-chave:

Problemas, reprodutivos, ovulação, inseminação, artificial

Resumo

O mercado de equinos cresceu exponencialmente nos últimos anos, assim como a demanda por animais, resultando em uma busca por biotecnologias de reprodução como a Inseminação Artificial (IA) e Transferência de Embrião (TE). Entretanto, outros fatores interferem no sucesso reprodutivo expondo alguns desafios que precisam ser superados. Dentre os desafios encontrados na temporada reprodutiva, os problemas ovarianos são uma parte significativa desse vasto grupo que inclui alterações oocitárias, hematomas ovarianos, tumores, distúrbios hormonais, entre outras disfunções. Na espécie equina, os problemas ovulatórios condizem a uma parcela importante dessas condições ovarianas, e podem derivar de processos fisiológicos ou patológicos estando relacionados a falhas no processo de ovulação, afetando a capacidade reprodutiva da égua. Dessa maneira, os problemas ovulatórios podem decorrer de um defeito ovulatório, como em hematomas ovarianos, ou por crescimento exacerbado do folículo como no caso dos cistos. Nesse grupo de problemas ovulatórios encontram-se os folículos hemorrágicos anovulatórios (FAH), que formam-se a partir de uma falha na ovulação, na qual o folículo se desenvolve normalmente até o estágio pré-ovulatório, no entanto o antro folicular acumula sangue em seu interior, impedindo o rompimento do folículo. A falha na ovulação pode ocorrer por desequilíbrios hormonais como uma insuficiência do hormônio luteinizante (LH), responsável pela ruptura do folículo e liberação do óvulo, e por níveis inadequados de progesterona que interferem na regulação do pico de LH e na maturação do folículo. Sabe-se que distúrbios hormonais, estresse, idade e raça podem ser fatores contribuintes para a ocorrência de FAH, no entanto sua causa exata ainda não é comprovada. O FAH tende a regredir espontaneamente, entretanto permanece por algumas semanas, acarretando um intervalo maior entre uma ovulação e outra, irregularidade de estro e até infertilidade. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a ocorrência de folículo hemorrágico anovulatório em éguas das raças Brasileiro de Hipismo e Crioulo, submetidas a inseminação artificial em uma propriedade na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Foram analisadas fichas de controle ginecológico de 153 éguas submetidas regularmente a exames ultrassonográficos por via retal para acompanhar o controle folicular e verificar o momento da ovulação. O levantamento de dados realizado, constatou que 29 (18,9%) éguas apresentaram desenvolvimento da alteração patológica folículo anovulatório hemorrágico. Após isso, iniciou-se um acompanhamento desses animais a fim de verificar a regressão dos mesmos. Os exames ginecológicos aconteceram semanalmente e foram realizados por meio de exame ultrassonográfico por via retal, durante o período de um mês. Passado esse tempo, constatou-se a regressão dos FAH e posterior início de um novo estro que possibilitou a inseminação artificial no tempo correto. No que diz respeito a recidivas, constatou-se o ressurgimento de FAH em 2 (6,9%) das 29 éguas que haviam apresentado a alteração patológica, nas quais também foi feito o acompanhamento, por meio de exame ultrassonográfico por via retal, semanalmente até a regressão espontânea do folículo. Com isso, conclui-se que os folículos hemorrágicos anovulatórios ocorrem em boa parte das éguas em período reprodutivo prejudicando a ovulação das éguas, atrasando o processo de reprodução e dificultando a atuação das biotecnologias de reprodução.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

OCORRÊNCIA DE FOLÍCULO HEMORRÁGICO ANOVULATÓRIO EM ÉGUAS DURANTE TEMPORADA REPRODUTIVA 2023/2024 NA FRONTEIRA OESTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117627. Acesso em: 16 abr. 2026.