USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA GRADUAÇÃO DE MEDICINA VETERINÁRIA DA UNIPAMPA
Palavras-chave:
ChatGPT, Pesquisas, acadêmicas, Ética, pesquisaResumo
A utilização da Inteligência Artificial (IA) cresce exponencialmente no cotidiano da sociedade uma vez que ela é aplicada em diversas abordagens, como por exemplo assistentes virtuais, canais streaming, sistemas de localização, entre outros. Ademais, a sua utilização no âmbito acadêmico é irrefreável, uma vez que atualmente existem diversas ferramentas cujo objetivo é facilitar e otimizar a produtividade de discentes e docentes. Por isso, o presente trabalho foi realizado a fim de identificar o uso de IA na formação acadêmica de estudantes de Medicina Veterinária da Unipampa, além de apontar as vantagens e adversidades enfrentadas ao utilizar essa tecnologia. A metodologia utilizada consistiu na elaboração de um formulário via Google Forms, o qual foi disponibilizado aos discentes regularmente matriculados no curso de Medicina Veterinária da Unipampa entre os dias 20 e 27 de Agosto de 2024, através do email institucional. O formulário era composto de onze questões. Inicialmente, cinco questões de múltipla escolha, sendo elas referentes à semestralidade, à faixa etária, ao gênero, ao uso de IA no cotidiano e à frequência do participante em elaborar trabalhos acadêmicos utilizando tais ferramentas. Seguiam-se duas questões objetivas que exigiam do participante a seleção de aplicativos de IA que fossem de seu conhecimento e uso para formulação de trabalhos acadêmicos, eram eles: Litmaps, ResearchRabbit, Chat GPT, Perplexity e SciSpace, com espaço para descrição de outras ferramentas que não as supracitadas. Ademais, três questões descritivas indagavam sobre os possíveis benefícios e os malefícios do uso de IA na elaboração de pesquisas acadêmicas, e a opinião do discente referente à utilização de tais ferramentas durante a graduação. E, por fim, uma questão de múltipla escolha foi orquestrada a fim de saber a opinião dos participantes sobre a necessidade de divulgação referente a utilização de IA de forma ética em trabalhos acadêmicos e questionava se ele desejaria participar de treinamentos a respeito do assunto. Ao analisar os resultados foram obtidas 86 respostas, sendo a maioria de discentes do 2° semestre (40,7%), 1° semestre (23,3%) e 3° semestre (14%). Referente à faixa etária, percebeu-se uma prevalência de participantes de 19 a 24 anos (67,4%), seguido de discentes de 25 a 34 anos (15,1%) e, por fim, até 18 anos (11,6%). Ao analisar o gênero, 75,6% dos participantes se identificaram como feminino, 24,4% identificaram-se como masculino e não houve porcentagem na alternativa prefiro não responder. Referente à utilização de IA no cotidiano, 50% dos discentes marcaram que fazem uso de IA no dia-a-dia e 50% negaram a utilização de tais ferramentas. Em relação à frequência da utilização de IA para realização de trabalhos acadêmicos, 34,9% marcaram a opção raramente, 30,2% nunca fizeram uso, 26,7% utilizam algumas vezes, 7% frequentemente e 1,2% sempre recorrem ao IA para determinada ação. Ao analisar as ferramentas de IA mais conhecidas, percebeu-se que o Chat GPT é de conhecimento de 82,6% dos discentes, seguida da ResearchRabbit, conhecida por 3,5% deles. No entanto, 17,4% dos participantes informaram que desconhecem as ferramentas citadas anteriormente. Referente à sua utilização, 57% marcaram que utilizam o Chat GPT e 39,5% negaram o uso. Em relação aos benefícios que a IA pode gerar em trabalhos acadêmicos, grande parte dos participantes acredita que a utilização ética dessas ferramentas pode otimizar e aumentar a produtividade na hora dos estudos. Referente aos malefícios, percebeu-se que a maioria dos discentes defende que a constante utilização sem checagem das informações obtidas pode gerar prejuízos ao aluno, além de diminuir a criatividade e o interesse em buscar conhecimento. Ao analisar as opiniões dos participantes, notou-se que há inúmeras críticas positivas ao utilizar ferramentas de IA como um auxílio nos estudos, no entanto, deve haver uma filtração e verificação da veracidade das informações obtidas. Por fim, em relação à necessidade de divulgar o uso ético de IA em pesquisas acadêmicas e ao interesse do participante em treinamentos para utilização de tais ferramentas, percebeu-se que 50% demonstrou interesse e 43% considerou a importância do tema, mas não possui interesse em se aprofundar na área. Em síntese, a IA faz parte da rotina da sociedade e seu uso no meio acadêmico consegue potencializar e aprimorar trabalhos, uma vez que permite ao pesquisador filtrar artigos relacionados à sua pesquisa e focar a sua atenção para atividades mais exigentes e criativas. No entanto, é necessário que haja uma conduta ética ao utilizá-la para que não sejam desenvolvidos trabalhos enviesados ou manipulação de dados. Por isso, cabe à comunidade acadêmica, com apoio da Instituição, não somente se adaptar, mas também se atualizar em relação aos meios tecnológicos atuais, a fim de promover o desenvolvimento ético, acadêmico e profissional de docentes e discentes.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA GRADUAÇÃO DE MEDICINA VETERINÁRIA DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117622. Acesso em: 17 abr. 2026.