Paralisia pós-anestésica em equino-Relato de Caso

Autores

  • Rafaela Piegas
  • Ana Paula da Costa Rodrigues
  • Miguel Ravalha Cortelini
  • Gabriela Dowich Pradella
  • Elise Messa Camargo
  • Claudia Acosta Duarte

Palavras-chave:

Complicações, pós-anestésicas, Cavalo, Paralisia, nervo, radial

Resumo

A paralisia do nervo radial em equinos é uma condição neurológica comum na rotina clinica cirúrgica de grandes animais, quando há dano ou comprometimento do nervo radial, que é responsável pela inervação dos músculos extensores do membro torácico. Esse nervo é crucial para a função normal do membro, permitindo extensão do cotovelo, carpo e falanges. A compreensão do nervo ocorre devido ao decúbito lateral no transcorrer no procedimento anestésico. O objetivo deste trabalho foi de relatar um caso de paralisia pós anestésica em um equino, enfatizando os sinais clínicos e tratamento. Foi atendido no hospital veterinário da universidade federal do pampa UNIPAMPA um equino, da raça crioula 3 anos e 7 meses, com 436 Kg, no histórico foi relatado que o animal apresentou uma laceração no membro pélvico esquerdo há aproximadamente dois meses, onde começou a ser tratado pelos proprietários, após período de dias de tratamento o tecido sugestivo de granulação começou a ter crescimento, verificando-se um aumento de volume na região da ferida. Sendo assim, o animal foi encaminhado para exérese desse tecido. Para a cirurgia o animal,sob anestesia com isoflurano, foi posicionado em decúbito lateral , após foi feito tricotomia,anti-sepsia , preparação com panos de campo. O procedimento cirúrgico, constou de exérese do tecido de granulação exuberante,hemostasia por meio de termocauterização,aplicação de sulfato de cobre e foi colocada bandagem na região. O pós cirúrgico foi feito com a administração de meloxicam (0,5 mg/kg) via intravenosa (IV), flunixin meglumine (1 mg/kg) IV, limpeza da ferida e bandagem a cada dois dias.No pós-cirúrgico imediato foi verificado que o animal apresentava dificuldade para se levantar, demonstrando incoordenação e arrastava o membro na região da pinça do casco, com incapacidade de estender o membro torácico afetado devido a falta de controle muscular, denotando essa postura anormal do membro. A inspeção clínica revelou ausência de resposta à estimulação. A sensibilidade cutânea estava preservada, o que sugeriu que a lesão era predominantemente motora do nervo radial devido ao tempo prolongado da região da escápula em contato com o chão. Com essa suspeita foi realizada a administração de dexametasona (0,02 mg/kg) IV e ducha com água fria, caminhadas e por se tratar de um animal com temperamento agressivo não foi possível a realização de massagens. Nesse presente relato de caso, o animal apresentou como sinais clínicos, incapacidade de estender o cotovelo, carpo e dígitos, dificuldade ou incapacidade de suportar o peso no membro afetado apoio e flexão e hipertensão dos dígitos, características de paralisia de radial descritas na literatura. No tratamento foi optado pelo uso da dexametasona, que é um corticosteróide com propriedade anti-inflamatória e imunossupressora. A sua utilização foi com o intuito de reduzir a inflamação e o edema ao redor do nervo, facilitando a recuperação e diminuindo a pressão sobre o nervo lesionado. A paralisia do nervo radial é uma complicação potencialmente grave em equinos submetidos a anestesia geral prolongada. Neste caso destaca a importância do monitoramento rigoroso do posicionamento durante a cirurgia, cuidados com acolchoamento no transcirúrgico e intervenção precoce no manejo das neuropatias compressivas. A recuperação completa foi possível, mas depende de um diagnóstico rápido e de um tratamento eficaz o sucesso da mesma. Agradecimentos: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Brasil (CAPES) Código de Financiamento 001.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

Paralisia pós-anestésica em equino-Relato de Caso. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117619. Acesso em: 17 abr. 2026.