ENDOMETRITE BACTERIANA POR ENTEROBACTER, PROTEUS E PSEUDOMONAS EM ÉGUA DE BRASILEIRO DE HIPISMO (BH)
Palavras-chave:
Reprodução, Infertilidade, Inseminação, ArtificialResumo
Os proprietários possuem o objetivo de melhorar a eficiência reprodutiva, aproveitando seus plantéis de alta qualidade e elevado padrão zootécnico, diante disso é necessário a utilização de biotecnologias mais produtivas. A endometrite é a principal afecção que acomete as éguas, causando subfertilidade nesses animais. Esta doença reprodutiva pode causar prejuízos econômicos pois o tratamento tem longa duração, baixa eficácia de resolução e elevado custo. Endometrite é caracterizada como uma inflamação no endométrio, tecido que reveste a cavidade do útero, em resposta a entrada de agentes estranhos como, ar, urina, microrganismos, fungos, bactérias ou até mesmo espermatozóides, podendo ser de caráter agudo ou crônico. Os principais sinais clínicos associados são secreção vaginal, útero com volume aumentado e acúmulo de líquido que devem ser visualizados na ultrassonografia transretal. É importante não negligenciar essa patologia, devido às grandes perdas econômicas que ela acarreta, por isso faz-se necessário um bom diagnóstico a partir da citologia uterina, cultura bacteriana e antibiograma, para que seja realizado um tratamento coerente, aumentando a eficiência reprodutiva do rebanho. Assim, o objetivo deste relato foi descrever os procedimentos clínicos e reprodutivos realizados em uma égua doadora de embriões. Foi atendida em um Haras em Uruguaiana RS, uma égua da raça BH, com 26 anos de idade, 520kg de peso vivo, com histórico de falha reprodutiva. A égua foi submetida à palpação retal, porém não foi encontrada nenhuma alteração significativa em ovários e útero. Foi realizada ultrassonografia transretal, na qual foi encontrado um espessamento da parede uterina e uma quantidade significativa de líquido no corpo do útero. Estes achados são compatíveis com uma endometrite. Desta forma, prosseguiu-se o diagnóstico para verificar se a endometrite era infecciosa ou não. A égua foi contida adequadamente em tronco e realizada a higienização do períneo com água e sabão neutro. Foi realizada coleta da amostra uterina com suabe estéril acoplado a uma pipeta de inseminação artificial com proteção de uma camisa sanitária para evitar a contaminação da amostra. A cultura confirmou a endometrite infecciosa pela colonização uterina de três agentes diferentes: Enterobacter sp, Proteus sp e Pseudomonas sp. De acordo com o antibiograma realizado esses microorganismos seriam sensíveis in vitro frente aos antibióticos: Enterobacter sp. Ceftiofur, Estreptomicina, Gentamicina, Levofloxacina, Doxiciclina e Tetraciclina. Já o Proteus sp, era sensível aos mesmos antibióticos, mais Cefalexina e Sulfazotrim. A Pseudomonas sp, mostrou-se mais resistente, sendo sensível apenas a Ceftazidima e intermediário para Gentamicina e Levofloxacina. Quando a égua entrou no cio instituiu-se tratamento através de lavagem uterina com ringer com lactato com associação de DMSO. Esta associação foi utilizada com o intuito de aumentar a penetração do antimicrobiano e romper o biofilme bacteriano. No segundo dia foi realizado infusões intrauterina de gentamicina 2g associado bicarbonato de sódio a cada 24h por 5 dias. No cio subsequente a égua foi inseminada e 14 dias após a ovulação foi realizada a confirmação da prenhez através da ultrassonografia transretal. Conclui-se com este relato que estas infecções podem ser causadas por diferentes agentes infecciosos ou pela combinação dos mesmos. Além disso, destacamos a importância da investigação e identificação dos diferentes agentes causadores da infecção uterina possibilitando o emprego de agentes antimicrobianos de forma mais assertiva.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ENDOMETRITE BACTERIANA POR ENTEROBACTER, PROTEUS E PSEUDOMONAS EM ÉGUA DE BRASILEIRO DE HIPISMO (BH). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117616. Acesso em: 17 abr. 2026.