Análise da mobilidade de dorsiflexão de tornozelo e do equilíbrio corporal em atletas de handebol masculino

Autores

  • Thalyson Almeida
  • Thalyson Matheus Moura de Almeida
  • Guilherme Jardim Tirloni
  • Leonardo Borges Rodrigues
  • Douglas Machado Lopes
  • Simone Lara
  • Lilian Pinto Teixeira

Palavras-chave:

Fisioterapia, Esportiva, Prevenção, Handebol

Resumo

O handebol surgiu em 1919 na Alemanha, mas não demorou muito para se espalhar pelo mundo, e, atualmente, segundo a Confederação Brasileira de Handebol, há mais de um milhão de praticantes no Brasil, incluindo atletas profissionais e amadores. O esporte depende de uma capacidade física intensa de seus praticantes, cujos principais gestos motores envolvem acelerações, dribles, saltos e trocas de direções. Para a realização desses gestos motores, é necessário que o atleta apresente um adequado equilíbrio corporal, pois, além de ser um esporte de contato, devido à grande quantidade de saltos e aterrissagens após arremessos, o atleta realiza muitas funções em apoio unipodal, necessitando de ajustes posturais em grande parte do tempo. Com base nas características dos gestos motores realizados, o número de lesões na modalidade torna-se expressivo, especialmente envolvendo os membros inferiores, incluindo entorses e tendinopatias, tendo o tornozelo como uma das articulações mais envolvidas por lesões. Lesões nessa articulação podem desencadear restrição de sua mobilidade e comprometer o equilíbrio corporal, afetando a capacidade funcional do atleta. Nesse sentido, é relevante realizar a avaliação dos atletas, por meio de testes funcionais, para identificar possíveis fatores de risco para lesão, a fim de promover estratégias preventivas nesse contexto. O objetivo desse estudo foi analisar o perfil de amplitude de movimento (ADM) de dorsiflexão de tornozelo e o equilíbrio corporal de atletas de handebol masculino na pré-temporada. Foram incluídos 14 atletas de handebol masculino amadores, no ano de 2023, em competição atual (idade= 20,21 ± 3,945 anos; massa= 81,84 ±23,26 kg; estatura= 1,77 ± 0,0709 m). Para avaliar a ADM de dorsiflexão de tornozelo em cadeia cinética fechada, foi utilizado o teste de Lunge. Para a realização desse teste, foi colocada uma fita métrica no solo, próximo à parede, onde o atleta colocou o segmento a ser testado com o hálux sobre a fita e realizou a dorsiflexão em direção à parede, a cada tentativa foi realizado um ajuste de 1 centímetro(cm) para mais, se o atleta conseguisse encostar o joelho na parede sem elevar o calcanhar de apoio, ou a realização de 1 cm para menos, se o atleta não realizasse de maneira correta o teste; o resultado da avaliação se deu quando o atleta conseguisse realizar a máxima dorsiflexão sem o calcâneo deixar de tocar o solo. Valores menores que 10cm indicam restrição de mobilidade. Para a avaliação do equilíbrio corporal dos atletas, foi utilizado o Star Excursion Balance Test (SEBT-TEST). Nesse teste, o atleta permanece em pé, em apoio unipodal, no centro de 3 direções (Posteromedial, Posterolateral e Anterior), traçadas com uma fita métrica para medir a distância de máximo alcance a partir do ponto zero. São feitas 3 tentativas para cada direção, e o comprimento de membro inferior é aferido, para calcular o escore composto, sendo que valores superiores a 94% indicam um adequado equilíbrio corporal. Em relação aos resultados, percebemos que a média de ADM de dorsiflexão dos atletas, em ambos os tornozelos, permaneceram abaixo dos valores de referência propostos (Lunge Direito = 9,36 ± 3,00cm; Lunge_Esquerdo= 9,57 ± 3,43cm), indicando restrição de mobilidade articular, constituindo-se como um importante fator de risco para lesões. Em relação ao equilíbrio corporal, também encontramos valores abaixo dos valores normativos, no equilíbrio em apoio unipodal esquerdo (92,48%). Já o equilíbrio unipodal direito apresentou-se dentro dos valores considerados adequados (101,93%). Quando realizada uma análise de frequência, percebemos que 9 atletas (64,3%) apresentaram déficits em relação à ADM de dorsiflexão de tornozelo, e 7 atletas (50%) apresentaram comprometimento do equilíbrio corporal. Desta maneira, podemos concluir que existem importantes fatores de risco para lesões nos atletas avaliados, especialmente atrelados às limitações de ADM de tornozelo, e déficits em relação ao equilíbrio corporal em membro inferior esquerdo. Por fim, ressaltamos a importância de utilizar esses dados como base para a construção de programas preventivos, de forma a corrigir os déficits de mobilidade e de equilíbrio encontrados, bem como realizar avaliações em diferentes momentos na temporada,para que haja um acompanhamento funcional do atleta, buscando minimizar os possíveis fatores para lesões.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

Análise da mobilidade de dorsiflexão de tornozelo e do equilíbrio corporal em atletas de handebol masculino. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116763. Acesso em: 26 maio. 2026.