EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM CENTRO SOCIOEDUCATIVO

Autores

  • Juliana Silva
  • Aureo Aires Fagundes Neto
  • Elisa Regina Cara
  • Patricia Pujol Goulart Carpes

Palavras-chave:

Extensão, Enem, Matemática, Agradecimentos, Unipampa, via, edital, Profext, Acobafi

Resumo

A extensão é um dos fundamentos da universidade e está articulada com o ensino e a pesquisa. A sociedade se beneficia diretamente quando os conhecimentos que a universidade desenvolve interagem com os indivíduos que a rodeiam. Neste ínterim, o programa de extensão universitária em centros socioeducativos de Itaqui é uma interação entre comunidade e universidade, que tem como uma de suas atividades o reforço de conhecimentos matemáticos para alunos de escolas públicas, a qual este texto tem por objetivo relatar. A iniciativa nasceu da necessidade identificada pelo presidente da Associação dos Moradores do Bairro Cafifas (Acobafi), o qual colocou em pauta o quanto seria importante ajudar os jovens da região a ingressar no Ensino Superior. Nesse contexto, o programa buscou discentes das escolas estaduais do terceiro ano do ensino médio do bairro, principalmente, para participarem de um curso preparatório ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), buscando também alavancar o número de ingressantes no Ensino Superior. As atividades iniciaram no mês de maio e desde então, as aulas têm ocorrido regularmente aos sábados, tendo duas horas de duração, organizadas em parte teórica e parte prática. As aulas consistem na resolução de questões por parte dos alunos, sendo abordados os conteúdos de maior recorrência no Enem, mais precisamente na disciplina Matemática e suas Tecnologias. A equipe que constitui o projeto é composta inteiramente por discentes e docentes da Unipampa do Campus Itaqui. A equipe elabora o material de estudo e desenvolve as aulas que possuem previsão de ocorrer até outubro (visto que o Enem ocorre em novembro do corrente ano). No dia 01/07/2023 foi conduzida uma visita à Unipampa Campus Itaqui com os alunos integrantes do projeto. Inicialmente foram apresentados os laboratórios do curso de Agronomia, após conduzidos a um dos laboratórios do curso de Ciência e Tecnologia de Alimentos (CTA) onde tiveram a oportunidade de observar um experimento sendo feito. Na sequência, a visita foi finalizada no laboratório de Ensino de Matemática no qual foi dedicado um espaço para divulgar todos os benefícios que são ofertados pela universidade pública federal, bem como as mais diversas formas de ingresso. Também foi debatido sobre a importância de almejar o meio acadêmico, ou seja, o conhecimento como forma de se destacar e garantir um futuro promissor, visando com isso motivá-los nos estudos e realizar o exame. Essa visita possibilitou ainda uma troca de ideias entre os acadêmicos e os estudantes, dado que estes puderam fazer uma fala a respeito de como está sendo a sua experiência na vida acadêmica e o quanto é gratificante poder dar um retorno à comunidade como forma de agradecimento pela oportunidade que estão tendo. Visto que a universidade pública abriu um universo de oportunidades para que consigam alcançar seus mais ambiciosos objetivos. Dessa forma, finalizaram a fala expondo a relevância de que esse ciclo se renove e que cada vez mais jovens tenham o empenho de seguir esse caminho e assim possam usufruir também de todos os proventos que a universidade oferece. O programa tem o alcance de até 15 pessoas por aula, entretanto ainda não foi possível conquistar, mesmo com a visita da coordenadora do programa em todas as escolas públicas do bairro, a turma sempre é composta por 5 ou 6 pessoas. Inicialmente, foram abordados os conteúdos básicos da matemática, como por exemplo: funções, razão, proporção, regra de três, divisão com vírgula, análise de gráficos, dentre outros. Atualmente, estão sendo trabalhados os conteúdos de trigonometria, geometria plana e espacial. Devido ao tempo curto que se tem, estão sendo priorizados os conteúdos de maior recorrência do Enem. Dessa forma, tentando abranger a maior quantidade de conteúdos e ao mesmo tempo tentando reconhecer as dificuldades dos alunos. Percebe-se que a maior dificuldade dos adolescentes é a matemática básica e isso impede a compreensão de conteúdos mais complexos como a própria geometria espacial, trigonometria, etc. Os alunos têm relatado que dividir números com vírgula, decompor os números em fatores primos, ou saber manipular a álgebra dentro das equações é algo que não é claro para eles, ou seja, para conseguir abordar os conteúdos do exame, ocasionalmente se deve retomar à matemática básica e fazer com que seja compreendido. Por fim, aponta-se que a base fundamental para a compreensão dos conteúdos cobrados nas provas do Enem é muito deficitária. Ainda, que os alunos do Ensino Médio da cidade não estão tão interessados em se preparar melhor para o Enem, visto que muitos foram convidados a participar e poucos se fizeram/fazem presentes.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM CENTRO SOCIOEDUCATIVO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116616. Acesso em: 17 abr. 2026.