DIAGNÓSTICO DAS FEIRAS DE CIÊNCIAS DO CAMPUS BAGÉ: NA PERSPECTIVA DOS PROFESSORES ORIENTADORES

Autores

  • Luíza Schafer
  • Bruno Flores Mouchet
  • Lucas Paiva Dias
  • Pedro Fernando Teixeira Dorneles
  • Cícero Gularte Scaglioni

Palavras-chave:

Feiras, Ciências, Professores, Diagnóstico

Resumo

O projeto de extensão Feira de Ciências da Unipampa Campus Bagé teve início em 2011 com o objetivo de fazer uma ponte entre o Ensino Básico e o ensino superior. Sendo assim, vem sendo essencial para a divulgação científica e para aproximar a Unipampa da comunidade. Pelo crescimento do projeto da Feira de Ciências do Campus Bagé da Unipampa, é necessário identificar a perspectiva dos professores orientadores, quanto ao conhecimento epistemológico, e analisar um feedback, também por parte desses professores, acerca da última edição da Feira, foco deste trabalho. A pesquisa foi qualitativa, realizada por um questionário, utilizando a ferramenta Google Forms. Ao todo, são 20 perguntas, divididas em três seções, sendo elas: feedback das Feiras de Ciências do Campus Bagé, o processo de desenvolvimento dos trabalhos e conhecimento epistemológico. Das 20 questões selecionadas, apenas 14 são obrigatórias, sendo oito objetivas e seis dissertativas. Sobre a identificação do professor, definimos como opcional nome e e-mail, reservando a privacidade dos mesmos. Para a análise, no presente trabalho, selecionamos apenas duas perguntas, visando obter um breve diagnóstico dos professores acerca da XII Feira de Ciências, das quais analisamos respostas de 16 professores. As perguntas foram: 1) Você notou pontos positivos ou que foram aprimorados durante as feiras de ciências, seja nas redes sociais, na organização, na infraestrutura, na avaliação ou outro? Deixe seu feedback de forma pontual.; 2) Você notou pontos negativos ou que podem ser aprimorados, durante as feiras de ciências, seja nas redes sociais, na organização, na infraestrutura, na avaliação ou outro? Deixe seu feedback de forma pontual. Ao sintetizar os resultados acerca da primeira questão, de 16 respostas,sobre os pontos positivos e/ou que foram aprimorados, recebemos cinco respostas pontuando positivamente a organização, duas delas incluindo a equipe de apoio e avaliação nesse quesito, como acolhedora e prestativa; quatro respostas elogiando o turno único da Educação Infantil; três sobre o envio de vídeos não ser mais necessário e duas sobre a estrutura e espaço disponível. Como respostas únicas, houveram: elogios à organização online; ao aumento no número de avaliadores; sobre não haver votação nas redes sociais e acerca da flexibilização do prazo de inscrição. Como reforço positivo, três respostas não tiveram nada a pontuar, pois consideraram que a qualidade da feira estava alta em sua totalidade e, uma que vale a citação: A cada ano há novidades e isso desafia na qualidade dos trabalhos a serem apresentados. Apenas uma resposta constatou não notar nada de positivo ou aprimorado. Por ser um questionário aberto, os professores comentaram sobre um ou mais aspectos na mesma pergunta, separamos apenas para organização dos resultados.. Na segunda questão, sete professores afirmaram não ter nada de negativo ou que possa ser aprimorado. As sugestões foram manter ações que já foram implementadas como: a) manter a avaliação somente presencial e sem vídeo, b) também o horário diferenciado para a Educação Infantil (apenas no turno da tarde), c) continuar com os avaliadores em duplas no momento da avaliação e d) não pontuar por votação em redes sociais. Notamos que o maior problema foi a infraestrutura da Unipampa, pois três professores acentuaram a falta de espaço. Além disso, dois apontamentos para a falta de comunicação e informação, uma sobre o aproveitamento do pôster utilizado em outra feira e outra não especificada. Tratando-se da avaliação, recebemos feedbacks variados, como disponibilizar tempo para os alunos participantes visitarem os trabalhos, a seleção de trabalhos de pesquisas de temas diversificados, e não necessariamente correlacionados a ciências como esperado, fator que desestimulou um grupo de alunos; avaliação superficial e perguntas que não se referem ao trabalho durante a avaliação. No quesito inscrição, uma resposta sugeriu que a arrecadação de alimentos seja fator somente da inscrição, e não da pontuação, pois algumas escolas são menores do que outras. Por fim, como sugestões variadas, uma resposta colocou a disponibilização de internet e outra para cogitarmos separar os anos iniciais em alfabetização e quarto e quinto ano, para que os menores não sejam prejudicados. Com as respostas dos professores, vê-se que, embora haja críticas à infraestrutura, é essencial o contato entre escola e universidade, tópico a ser aprimorado, bem como as outras questões. Ademais, as respostas proporcionaram reconhecimento à equipe envolvida e reforçam o que deve continuar nas próximas edições. Assim, a Feira de Ciências do Campus Bagé tem potencial de ser uma experiência valiosa para alunos e envolvidos. Por tais razões, os feedbacks são essenciais para a otimização da Feira de Ciências do Campus Bagé, pois trouxeram novas perspectivas para a organização que serão consideradas nas edições futuras.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

DIAGNÓSTICO DAS FEIRAS DE CIÊNCIAS DO CAMPUS BAGÉ: NA PERSPECTIVA DOS PROFESSORES ORIENTADORES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116609. Acesso em: 19 abr. 2026.