Jornada ancestral das pesquisadoras negras no Mestrado Acadêmico em Ensino
Palavras-chave:
Pesquisadoras, negras, Divulgação, científica, UnipampaResumo
Este resumo tem por objetivo desvelar reflexões a partir de um evento científico desenvolvido pelas mestrandas negras do Programa de Pós-graduação em ensino da Unipampa, produto de uma construção coletiva em um componente obrigatório do curso intitulado Práticas de Socialização do Conhecimento Científico. A fim de viabilizar a intelectualidade negra dentro dos espaços acadêmicos de ensino, buscou-se delinear os olhares e percepções das mestrandas negras nos espaços acadêmicos de ensino. Como pesquisadoras negras, acreditamos no poder da divulgação de nossas pesquisas, da circulação das idéias e dos seus resultados, diante do impacto social e cultural. Neste processo científico, adotamos estratégias vinculadas a extensão acadêmica, através da criação, pelas professoras do componente, de um projeto guarda-chuva sendo o evento para a comunidade negra acadêmica, denominado Pesquisadoras negras no MAE: jornada ancestral, cultural e acadêmica de divulgação da pesquisa feminina negra na unipampa um evento entre os vários que compuseram este grande projeto. Destacamos a pluralidade das pesquisas descrevendo os seus títulos e suas autoras: Ana Paula Fontoura Pinto - Vivências de professoras negras em território quilombola; Bruna Martins da Rosa - Ações afirmativas e o ingresso no mercado de trabalho: A experiência de egressos negros e negras da Universidade Federal do Pampa; Débora Rocha da Silva - Pretagogia: vivências e narrativas de mulheres pretas na docência; Érica Cilene dos Santos Cardoso - A implemenatação de reserva de vagas raciais em instituições de ensino superior no município de Bagé- RS; Ynara Maidana de Vargas Farias - Letramentos sociais: (re)significando o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino das Relações Étnico-Raciais. Enquanto executoras da proposta, as ações para a divulgação das pesquisas foram divididas em três partes organizacionais, sendo elas: I) Planejamento e estruturação; II) O grande dia, e, III) Relatórios pós execução. O mesmo ocorreu na Escola Municipal de Administração Pública (EMAP) na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, no dia vinte e dois de julho de 2023, tendo como público alvo e convidados, negros e negras da intelectualidade e educação bageense, e, como palestrante tivemos a convidada Elimara da Silva Gonçalves, ativista negra, membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Unipampa - NEABI Oliveira Silveira, Coordenadora da Região Sul do Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS) e servidora da Universidade Federal do Pampa. A realização do evento foi marcada pela presença de cerca de vinte pessoas, e ocorreu de forma leve e concisa. As pesquisadoras compartilharam suas experiências acadêmicas no mestrado em ensino e as trajetórias de suas pesquisas até aquele momento. O intervalo de cada acadêmica foi marcado pela voz doce da cantora Fabiane Rodrigues Gonçalves que abrilhantou a roda de conversa com suas músicas de empoderamento negro. Abrilhantando o evento, a palestrante Elimara Gonçalves compartilhou suas vivências e trajetórias de vida, todos se emocionaram, e assim encerrou-se uma tarde de aquilombamento. No momento final, todos puderam refletir sobre os pontos fortes e fracos da construção do evento, como deu-se, os espaços criados a partir da realização do mesmo, e ouvir cada uma das participantes de modo pessoal e acadêmico. Como resultados, foi possível perceber que há extrema necessidade que a Universidade abra espaços para que pesquisadores negros e negras sintam-se parte dos movimentos estudantis, acadêmicos e sociais da mesma. Além de que, visualizou-se que a falta de aplicabilidade de políticas públicas educacionais, faz com que acadêmicos negros não se percebam como parte dos espaços da academia, gerando um grande bloqueio por parte dos mesmos em partilhar suas pesquisas, e percebê-lás como potentes. O evento Pesquisadoras negras no MAE: jornada ancestral, cultural e acadêmica de divulgação da pesquisa feminina negra na Unipampa não foi só um sucesso por tratar-se de pesquisadoras negras de um programa de pós-graduação, mas sim, por tratar-se de uma rede de aquilombamento feminino dentro de uma Universidade Pública.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Jornada ancestral das pesquisadoras negras no Mestrado Acadêmico em Ensino. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116562. Acesso em: 17 abr. 2026.