QUAL O LAR DA PALHAÇARIA NO ENCONTRO COM PESSOAS MAIS VELHAS?
Palavras-chave:
Educação, médica, Terapia, Artística, Casas, Repouso, para, IdososResumo
A medicina relaciona-se com a melhora da qualidade de vida do ser humano desde os primeiros passos dados por Hipócrates, considerado o pai da medicina. Por outro lado, a arte, em todas as suas formas, também é uma esfera que salva milhares de vidas todos os dias por todo o mundo. Isso impacta, especialmente, a vida de pessoas idosas, em que pela arte, se promove saúde. Nesse sentido, tanto uma como a outra culminam na promoção da qualidade de vida e, além disso, possuem outros pontos em comum, como a empatia que engloba a prática médica e a artística na hora da atuação, a capacidade de se comunicar com lugares profundos emocionalmente de outras pessoas e a necessidade de improvisar e desenvolver a criatividade no cotidiano. Por isso, tendo em vista essa perspectiva da arte e medicina coexistindo, em sintonia, é válido ressaltar a importância dessa união já na educação médica tendo em vista, por exemplo, as pessoas da terceira idade, como acontece no projeto de extensão PalhaSus do Pampa. O presente projeto, em uma de suas ações, trabalhou com uma visita ao Lar da Velhice da cidade de Uruguaiana e seus estudantes participantes levaram essa bagagem histórica e artística a campo para fazer acontecer a arteterapia no local em interação com a bagagem das pessoas que lá vivem. O objetivo deste trabalho é de partilhar essa vivência com a palhaçaria no Lar da Velhice em Uruguaiana. É um relato de experiência sobre o projeto de extensão PalhaSUS do Pampa em uma de duas ações, no caso, no Lar da Velhice em Uruguaiana no primeiro semestre de 2023. Criado em 2022, pertencente à Universidade Federal do Pampa, o PalhaSus do Pampa compreende várias ações extensionistas entre seus estudantes de diversos cursos da saúde como medicina, fisioterapia e farmácia. Nessas ações, busca-se levar a promoção de saúde para diferentes públicos do município de Uruguaiana e de diferentes formatos. Uma das primeiras idas a campo, foi no Lar da Velhice, no ano de 2023, em que, ao encontrar os idosos residentes do lar, os estudantes desenvolveram várias atividades interativas e recreativas. Dentre elas, houve o momento de cantar músicas pedidas pelos mais velhos - cada um de acordo com as canções que mais gostavam de ouvir, tocar algumas dessas músicas no violão, dançar músicas de acordo com a bagagem cultural de cada um e com as possibilidade físicas individuais, fazer rodas de conversa para saber mais sobre a história de cada um e mímica para treinar a associação cognitiva. Por ser um projeto de extensão, os estudantes estão sempre em busca da demanda do município para realizar as atividades. Nessa primeira visita ao Lar da Velhice, foi possível notar que as pessoas que lá residiam, gostaram muito da interação com os estudantes caracterizados de palhaços, tendo em vista a demonstração de afeto pelos alunos, a expressão de liberdade e empolgação de muitos deles e os convites para que o projeto retornasse ao local. Isto é, o impacto dessa interação foi extremamente benéfico para os acadêmicos e para os idosos. A sintonia entre arte e medicina é inegável e dessa harmonia, pode-se tirar inúmeros benefícios para a saúde da população. Projetos de extensão, como o PalhaSus são, portanto, oportunidades de ofertar às pessoas idosas, em especial, novas experiências e aprender junto com eles que a velhice pode ser muito bem vivida. Assim, a importância dessa ação no Lar da Velhice foi de grande valia também para a formação dos futuros profissionais médicos, na perspectiva do desenvolvimento da empatia, do olhar ao próximo, do cuidado com o outro e o respeito pela história dos indivíduos e que não há idade para experimentar a palhaçaria. Esse é o Lar da palhaçaria.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
QUAL O LAR DA PALHAÇARIA NO ENCONTRO COM PESSOAS MAIS VELHAS?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116528. Acesso em: 18 abr. 2026.