EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO ENSINO INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Educação, alimentar, nutricional, Ensino, Infantil, Promoção, saúdeResumo
A educação alimentar e nutricional, desde os primeiros anos de infância, tem papel importantíssimo no fomento do desenvolvimento fisiológico saudável. Ainda mais quando aplicada em conjunto de ferramentas didáticas versáteis, as quais são capazes de cativar a atenção de um público de idade pré-escolar (3 a 5 anos). Esses alunos fazem parte da Escola Infantil Nossa Senhora de Lourdes, uma instituição filantrópica, e, apesar de não possuírem em sua maioria uma situação socioeconômica estável, não são privados do acesso a alimentos saudáveis. Isso se deve ao fato de os discentes terem ao menos duas refeições por turno no âmbito escolar, que seguem parâmetros nutricionais os quais garantem sua adequação para a saúde dos alunos. Além disso, o colégio tem uma horta com legumes e verduras disponíveis às crianças e, por meio de doações e patrocínios, também são obtidas frutas, proteínas e carboidratos bons. Crescimento sadio, fortalecimento da imunidade, melhora do aprendizado e sono, entre outros, são todos consequências de uma dieta adequada entre as crianças. Sob esse viés, neste trabalho, objetiva-se a promoção da educação alimentar e nutricional como ferramenta para a promoção da saúde no âmbito escolar, por meio da contação de história, interações lúdicas e experimentação de frutas em sala de aula. Além disso, buscou-se compreender o conhecimento já existente do público sobre alimentos que compõem uma boa dieta, sensibilizando-o acerca da importância de uma alimentação saudável para uma melhor qualidade de vida. O trabalho foi desenvolvido, por discentes do curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa, com o fito de realizar ações de educação alimentar e nutricional em salas de aula do ensino infantil do município de Uruguaiana, RS, Brasil. Tal atividade faz parte do componente curricular - Ações Integrativas I. A atividade realizada com as crianças teve como base a leitura do livro A cesta da dona Maricota , de Tatiana Belinky, que se deu de forma teatral utilizando modelos de EVA, confeccionados pelo grupo, da Maricota e dos alimentos, os personagens da história . Durante a leitura do livro os alunos foram incentivados a identificar as frutas e os legumes citados, de modo a dar autonomia às crianças para que um novo conhecimento fosse construído a partir da familiaridade prévia de cada um com os alimentos apresentados. Ao final da ação as crianças foram convidadas a experimentar frutas mencionadas durante a contação de história, de modo a aproximá-las ainda mais dos elementos que compõem uma dieta equilibrada. A ação extensionista, ao articular a convergência entre as práticas da alimentação saudável e o fomento ao interesse na leitura, demonstrou-se uma eficaz estratégia de promoção em saúde. Sob essa ótica, ressalta-se que o caráter lúdico e interativo da atividade foi capaz de contornar a alta dispersibilidade de atenção inerente à idade pré-escolar, permitindo a socialização de saberes acerca dos alimentos saudáveis à geração mais nova. Notaram-se influências positivas tanto para o público-alvo quanto para a comunidade acadêmica interna. Nesse âmbito, a dinâmica ludopedagógica promoveu o maior contato das crianças com alimentos (frutas e legumes), muitas vezes, aviltados, nessa faixa etária, em detrimento de guloseimas e produtos industrializados, os quais, além de serem atrativos pelo sabor, são opções alimentares mais acessíveis por apresentarem em sua maioria um menor valor de mercado. Em consonância a isso, os alunos foram expostos à imprescindibilidade do consumo desses grupos alimentares e suas respectivas propriedades. O exercício de experimentação propiciou a ampliação da gama de frutas toleradas por alguns alunos, promovendo, assim, a possibilidade de um cardápio mais amplo e variável. Quanto à comunidade acadêmica interna, as trocas com os alunos do Maternal III proporcionaram o maior entendimento da relação das crianças em idade pré-escolar com seus respectivos itinerários alimentícios, como suas preferências, aversões e o que os motivam a consumir frutas e verduras. Por fim, destaca-se a relevância da integração entre a comunidade e o meio acadêmico, frente à primordialidade de ampliar a inclusão da comunidade no âmbito da saúde pública. Apesar de caracterizar uma pequena ação limitada a um pequeno nicho de pessoas, tal prática permanece um importante método de transformação em saúde, além de apresentar uma forma de baixo custo na intervenção da educação em saúde. Assim, exprime-se que é, de suma importância, ações que valorizam e inserem os estudantes no âmbito comunitário do cuidado.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO ENSINO INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116518. Acesso em: 17 abr. 2026.