QUÊ PLANTAS? CONHECIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE HORTA DE ESPÉCIES COM CRIANÇAS.
Palavras-chave:
Palavras, chave, Horta, Meio, Ambiente, ConscientizaçãoResumo
Introdução: A implantação de hortas como atividades a serem propostas e realizadas com crianças traz à tona temas como a escassez de recursos provenientes do meio ambiente e que precisam ser preservados, capacidade de trabalho em equipe e colaboração mútua. Ainda, pode promover mudanças ou aquisição de hábitos alimentares e até, estímulo ao reaproveitamento de materiais (garrafas pet, embalagens tetra pak, copos descartáveis, dentre outros). Estas atividades contribuem para a promoção de conhecimentos e para a adoção de um estilo de vida com um menor impacto ao meio ambiente e de alimentação adequada e saudável. Nesse contexto, o objetivo foi avaliar o conhecimento de crianças de um bairro do município de Itaqui, RS, quanto a plantas de diferentes espécies e promover o plantio pelas crianças. Metodologia: As atividades foram realizadas em dois momentos, com crianças participantes de um projeto maior, que realiza atividades no contraturno escolar. O público alvo, foi composto por crianças de ambos os sexos e idade entre 6 e 12 anos, residentes no Bairro Cafifas, de Itaqui, RS. Para avaliação do conhecimento a respeito de plantas, previamente foram selecionadas três espécies comumente presentes na região: Boldo (Peumus boldus), Manjericão (Ocimum basilicum) e Alecrim (Salvia rosmarinus). As crianças receberam orientação quanto à dinâmica da atividade e, na sequência, com os olhos vendados e utilizando o olfato, eram questionadas: Que planta é esta? Em caso de resposta negativa, a planta era entregue nas mãos da criança, que então deveria utilizar o tato para descobrir de que planta se tratava. A atividade foi realizada de modo individual e, posteriormente, em grupo foram apresentadas as plantas e discutido a respeito. Em seguida, as crianças foram orientadas a realizar o plantio de diferentes espécies, sendo utilizado isopor para drenagem e garrafas pet como vaso. Nesta etapa, elas puderam escolher a espécie para plantar, também deveriam observar a quantia de substrato a ser utilizado, espaço para desenvolvimento da planta, local a ser depositado, quantia e frequência de rega. Após o plantio, cada criança recebeu uma muda, de livre escolha, para levar para casa e as demais, mantidas no local para compor a horta do grupo de crianças Resultados: Oito crianças aceitaram participar das atividades, das quais apenas 3 conseguiram reconhecer ao menos uma das espécies avaliadas unicamente pelo olfato e, outras três, foram capazes de reconhecer quando oportunizado o contato com a planta. Ainda que, a maioria das crianças não soube identificar as plantas usando os dois sentidos, elas relataram que algum familiar próximo, como a mãe, tio, tia ou avós, tinham aquela espécie em casa. Também reconheceram características físicas, como no caso do Boldo, em que uma das crianças alegou conhecer a folha fofinha, e até de utilização, como o Alecrim para temperar a comida. O plantio de outras espécies foi realizado e apresentam facilidade de plantio, pois não são exigentes quanto à adubação, sendo possível o uso somente de um adubo orgânico por exemplo, e facilidade no manejo. Conclusões: Foi evidente que a atividade foi importante para incentivar o trabalho em grupo e o senso de responsabilidade, a partir da orientação de regar as espécies. Apesar das crianças demonstrarem contato prévio, em outros momentos e locais, com as plantas utilizadas, a maioria não soube identificar as plantas, sendo importante disseminar esse tipo de conhecimento. Além disso, propiciar espaços de integração, estimular o plantio e, consequentemente, a elaboração de hortas, ainda que em pequenos espaços, acaba por contribuir para uma alimentação mais saudável e sustentável.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
QUÊ PLANTAS? CONHECIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE HORTA DE ESPÉCIES COM CRIANÇAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116516. Acesso em: 17 abr. 2026.