Curricularização da extensão: relato de experiência sobre um grupo de auto mútua ajuda na comunidade
Palavras-chave:
Grupos, Intersetorialidade, Enfermagem, Estratégias, ensino, ComunidadeResumo
Introdução: A Atenção Básica é considerada a principal porta de entrada e a articuladora da Rede de Atenção à Saúde. Sendo a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) um importante dispositivo de cuidado em saúde mental. Assim, torna-se imprescindível incluir dispositivos de cuidado de saúde mental coletiva nas ações da atenção básica. A este respeito, sabe-se que a atenção psicossocial é guiada pela noção de responsabilização, vínculo e comprimento com a saúde das pessoas e coletividades, em diferentes cenários do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a porta de acesso à assistência social, cujas ações objetivam proteção básica no território, preferencialmente em locais de maior vulnerabilidade. A articulação intersetorial favorece o maior aproximação da realidade local, sendo os grupos de auto mútua ajuda um recurso importante de socialização das pessoas com necessidades psicossociais. Soma-se a este contexto, a integração entre as instituições de ensino e os serviços de saúde, através da curricularização da extensão, como um fator determinante na condução de boas práticas para a integralidade do cuidado em saúde mental. Estas enfatizam a inter-relação entre os diferentes atores da atenção, educação e comunidade. Objetivo: Relatar a experiência de discentes em um grupo de auto mútua ajuda de caráter comunitário no município de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, de caráter exploratório e abordagem qualitativa. A experiência foi vivenciada por três discentes de graduação em Enfermagem, no mês de maio de 2023. As atividades de caráter educativo aconteceram durante a realização do grupo (Com)Vivências vinculado ao Programa de Saúde Mental Coletiva RizomaSUS, realizado em parceria entre a ESF 05 Tarrago, o CRAS II - Bela Vista, no município de Uruguaiana/RS. Resultados: A vivência foi oportunizada através da curricularização da extensão no Componente Curricular Obrigatório de Saúde Coletiva III, da Enfermagem da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Foram acompanhados quatro encontros, que contaram com a participação de aproximadamente 10 pessoas entre pessoas da comunidade, agentes comunitários, discentes e docentes da Unipampa. A realização de cada grupo foi planejada previamente, contavam com dinâmicas de socialização, bingo, relatos de experiência e apresentação de temas específicos. Entre as temáticas abordadas, discorremos sobre memórias, autopercepção da imagem, culinária, redes de apoio, entre outras, as quais tinham uma duração de cerca de duas horas. O grupo de Vivências oportunizou momentos de distração, acolhimento e vínculo entre os discentes de graduação em enfermagem e a população que frequenta o grupo. Ademais, a participação acadêmica nessa comunidade vulnerabilizada socialmente, oportunizou conhecer pessoas e cotidianos diversos. Para as discentes, ter vivenciado esse espaço de criação de vínculos, integração entre ensino, e extensão, apoiar a organização de grupos e preparo de materiais educativos, propiciou protagonismo no processo de ensino e aprendizagem. Sobretudo, quando se trata de um espaço onde a vulnerabilização social é o elemento marcador da narrativa das participantes, ele também solicita empenho nas relações interpessoais. Conclusão: Diante do exposto, percebeu-se a importância dos grupos de convivência e socialização para a comunidade em condição de vulnerabilidade social. Principalmente, na possibilidade de uma abordagem multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial, promovida pelas ações extensionistas. A proposição de diferentes ações e discussões temáticas possibilita interação, o acolhimento, a criação de vínculo e de espaços de escuta ativa. Além disso, a inserção das discentes de enfermagem em espaços coletivos, através da curricularização da extensão, as aproxima das pessoas e da comunidade, facilita os processos de ensino e aprendizagem, e destaca a importância do profissional enfermeiro nos diferentes cenários do SUS.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Curricularização da extensão: relato de experiência sobre um grupo de auto mútua ajuda na comunidade. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116501. Acesso em: 17 abr. 2026.