DIÁLOGOS PARA A PROMOÇÃO DE ZERO DISCRIMINAÇÃO EM HIV/AIDS: CONTRIBUIÇÕES DA EXTENSÃO

Autores

  • Gabriele Vargas
  • Gisele de Oliveira Rodrigues
  • Camila dos Santos Gonçalves

Palavras-chave:

HIV/aids, saúde, sexual, profissional

Resumo

O projeto de extensão Educação Permanente em Saúde e Direitos Humanos: estratégias sensíveis para promoção de zero discriminação em HIV/AIDS visa promover ações de comunicação e educação permanente em saúde para ampliar a resposta ao hiv e reduzir a discriminação a pessoas que vivem com hiv (PVHIV) gerando a ampliação de acesso aos direitos humanos dessa população. Dentro disso, busca qualificar as pessoas (estudantes e profissionais) sobre saúde sexual e a promoção de saúde na produção do cuidado das pessoas que vivem com hiv. O presente trabalho tem por objetivo relatar as ações de comunicação e educação em saúde realizadas no ano de 2023. Como metodologia recorremos à pesquisa bibliográfica narrativa em diálogo com relato de experiência da acadêmica bolsista. Atualmente, o coletivo do projeto é formado por estudantes de graduação e pós-graduação fixos, e recebe semestralmente uma turma de estudantes vinculados/as às ações extensionistas dos componentes, que chamaremos aqui de grupo rotativo. As atividades iniciaram em abril, com leituras críticas de materiais de referência (Ministério da Saúde, UNAIDS, ABIA) para familiarizar e qualificar a equipe do projeto. Em maio foi debatido o conteúdo do documentário:Carta para Além dos Muros (André Canto, 2019), que trata sobre o início da pandemia de HIV/AIDS no Brasil. As reflexões produzidas auxiliaram a fazer uma comparação entre as demandas e os enfrentamentos da epidemia na década de 80 e nos dias atuais. Percebe-se que houve uma evolução na ciência no que se refere às respostas orgânicas dos efeitos do vírus - medicamentos gratuitos, com menos efeitos colaterais, melhores e mais eficazes. Hoje uma pessoa que vive com HIV pode usufruir de uma boa vida com o tratamento adequado, e o diagnóstico não representa mais uma sentença de morte. Ao longo dos encontros, o primeiro grupo rotativo extensionista produziu material informativo para futuras postagens no Instagram do projeto, e completou sua carga horária demonstrando um aprendizado muito satisfatório sobre o assunto. Ainda em Maio, o grupo teve o ingresso de novos estudantes, que também tiveram acesso aos materiais para familiarização com o conteúdo. Em Junho, foram criadas metodologias interativas para utilizar nas ações extensionistas com o público externo. Sendo assim, foram confeccionadas placas de mito e verdade para a construção de um Quiz sobre Saúde Sexual. Além disso, foi realizada uma palestra com a estudante de pós-graduação do grupo sobre o curso online criado como produto de sua tese. Além disso, ela ofereceu um curso de testagem rápida e aconselhamento. As vivências que ela compartilhou com o grupo a partir da sua experiência em um Serviço Especializado (SAE) auxiliou a equipe do projeto a compreender a necessidade de proporcionar conforto e segurança aos pacientes no momento do diagnóstico, que costuma ser um momento delicado. Sendo assim, esse espaço de trocas trouxe outras perspectivas para reflexão do grupo, e novas abordagens para tratar do resultado do teste com as pessoas. Visando criar ações de comunicação e educação em saúde fomos convidados por outros projetos de extensão a compor uma ação em uma escola municipal de Uruguaiana. O público era composto por estudantes do ensino médio, no qual tivemos a oportunidade de trabalhar com adolescentes, que tinham entre 12 e 17 anos. Para essa oportunidade a equipe do projeto se preparou com leitura de material e confecção de recursos lúdicos para uma intervenção grupal. Na atividade os jovens puderam fazer as mais variadas perguntas sobre gênero e sexualidade. A avaliação da ação foi de grande valia, pois auxiliou a equipe a conhecer as dúvidas que os jovens têm nos dias de hoje, e assim, nos amparar para nos prepararmos para as próximas atividades a campo. Além disso, contribuiu para o fortalecimento das graduandas presentes para interagirem e responderem as dúvidas desses jovens de forma humanizada e respeitosa. Após o período de férias acadêmicas realinhamos os integrantes fixos do projeto e recebemos um novo grupo rotativo. Seguimos nossos encontros quinzenais, com atividades presenciais e remotas, para que possamos manter a leitura crítica dos materiais atualizados e criar novas atividades para as atividades em campo. Os avanços tecnológicos do tratamento antirretroviral das últimas décadas proporcionaram uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHIV), como também, fortaleceram e ampliaram as múltiplas formas de prevenção e cuidado no campo da saúde sexual. As próximas ações do projeto visam apoiar profissionais da saúde e da educação da rede pública para construção de ações de saúde nos seus territórios, proporcionar rodas de conversa com estudantes e profissionais visando fortalecer o cuidado individual e coletivo. Esperamos que a partir das ações do projeto seja possível fortalecer a conduta profissional baseada na igualdade, equidade, através de um olhar ético e de atendimento humanizado.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

DIÁLOGOS PARA A PROMOÇÃO DE ZERO DISCRIMINAÇÃO EM HIV/AIDS: CONTRIBUIÇÕES DA EXTENSÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116470. Acesso em: 17 abr. 2026.