RECURSOS MIDIÁTICOS PARA A PROMOÇÃO DE SAÚDE SEXUAL E CUIDADOS EM HIV/AIDS
Palavras-chave:
MÍDIAS, SOCIAIS, SAÚDE, SEXUAL, HIV/AIDSResumo
A epidemia de HIV no Brasil tem mais de 30 anos e ainda é tratada de forma estigmatizada por muitas pessoas, incluindo estudantes e profissionais da saúde. Mesmo com os avanços tecnológicos e científicos que proporcionam um tratamento gratuito e de qualidade para as pessoas que vivem com HIV (PVHIV), ainda predomina o silenciamento frente a temática da sexualidade e seus cuidados, assim como a estigmatização das PVHIV restringindo seu acesso a informações e tratamento adequado. O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a contribuição das redes sociais como recursos importantes para a educação em saúde para quem procura informações atualizadas sobre saúde sexual, e sobre a infecção pelo hiv e seus modos de cuidado. O método escolhido para abordar essa temática foi etnografia virtual ou netnografia que consiste em colher informações de mídias sociais como as páginas das redes facebook, instagram e twitter. O corpus de estudo foram publicações que apresentam relatos de PVHIV, contando sobre sua sorologia e a dificuldade que é viver com HIV/AIDS ainda nos dias de hoje. Os resultados apontam que as ferramentas de comunicação em redes sociais se tornaram uma grande aliada na disseminação de informações na era digital, sendo bastante utilizadas para abordar questões relacionadas ao HIV/AIDS, desde a prevenção, conscientização e, além disso, para o apoio e combate a discriminação que o diagnóstico carrega até os dias atuais. As mídias sociais por ter diversas plataformas de comunicação, possibilitam um alcance amplo de informações, e seu caráter interativo possibilita que as informações tendem a ser cada vez mais atualizadas e precisas sobre HIV/AIDS. Esses recursos midiáticos servem para auxiliar tanto os profissionais de saúde, como o público em geral, pois a disseminação de informações auxilia tanto na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como na difusão dos locais de referência e do tratamento e suporte para que essas pessoas tenham um melhor cuidado em saúde. Outro resultado encontrado na bibliografia consultada, é que as mídias sociais também podem proporcionar um espaço de apoio para as pessoas que vivem com HIV, pois são compartilhados inúmeros relatos e vivências de pessoas que também receberam o diagnóstico. E ainda, há a possibilidade de realização de grupos online, fóruns e trocas entre as PVHIV, permitindo que suas experiências sejam legitimadas, e busquem apoio uns nos outros. Através das mídias e redes sociais é possível oferecer um ambiente seguro e acolhedor, para compartilhar as vivências e experiências em torno do diagnóstico e os desafios da adesão ao tratamento. As mídias sociais, podem ter um potencial importante para desempenhar um papel significativo na conscientização, prevenção e apoio em relação ao HIV/AIDS, pois quando são utilizadas de maneira responsável, podem ser uma ferramenta poderosa no combate ao estigma, e assim promover uma maior compreensão e aceitação em relação à temática. O presente trabalho também visou contribuir para embasar a criação de conteúdos relacionados ao projeto de extensão "Educação Permanente em Saúde e Direitos Humanos: estratégias sensíveis para promoção de zero discriminação em HIV/AIDS". Os resultados dessa pesquisa podem ser empregados para orientar o desenvolvimento de campanhas voltadas para as mídias sociais. Além disso, o projeto pode ser usado como referência para estudantes e profissionais interessados em usar as mídias sociais para promoção e educação em saúde.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
RECURSOS MIDIÁTICOS PARA A PROMOÇÃO DE SAÚDE SEXUAL E CUIDADOS EM HIV/AIDS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116469. Acesso em: 17 abr. 2026.