ATENÇÃO DOMICILIAR COMO FORMA DE ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO CONTEXTO DA ESF

Autores

  • Shara Souza E Silva
  • Laisa Escobar Sitja
  • Diego de Matos Noronha
  • Eduarda De Carvalho E Silva Da Rosa
  • Julia Toruno Coelho
  • Gracielle Karla Pampolim Abreu

Palavras-chave:

Visitas, domiciliares, Saúde, família, Fisioterapia

Resumo

Introdução: A atenção domiciliar (AD) é definida como modalidade de atenção à saúde integrada à Rede de Atenção à Saúde (RAS), prestada em domicílio e caracterizada por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e promoção à saúde, garantindo a continuidade de cuidados. No contexto da Estratégia de Saúde da Família (ESF), é uma modalidade de atenção muito utilizada, que proporciona aos profissionais da equipe conhecerem o contexto de vida dos usuários da rede possibilitando a identificação de situações que demandem atendimento especializado e realização de orientações necessárias em relação à situação de saúde. Considerando o contexto histórico de surgimento da fisioterapia com foco para reabilitação através de atendimentos ambulatoriais, além da forma de inserção do profissional dentro das unidades de saúde do município de Uruguaiana-RS, que atuam primordialmente na reabilitação, é um desafio estabelecer uma atuação em saúde coletiva e fora da unidade, possibilitando o reconhecimento do território e atuando a partir das demandas que surgem da comunidade, com isso, a inserção do Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Coletiva (PRIMSC) nas unidades de saúde vem para aprimorar a AD. Portanto, o objetivo deste relato é analisar as demandas da população e mostrar a atuação do profissional fisioterapeuta em saúde coletiva na AD a partir das vivências de uma residente na ESF. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa na modalidade de relato de experiência, a partir da vivência da AD realizada por uma fisioterapeuta residente do PRIMSC pela Universidade Federal do Pampa em uma ESF do município de Uruguaiana-RS. A AD é realizada a partir de uma lista de espera de pacientes e também por demandas que surgem na unidade de usuários domiciliados ou restritos ao leito. Essas demandas chegam por meio dos enfermeiros e médicos da ESF, mas, principalmente, por meio dos agentes comunitários de saúde (ACS). Os atendimentos da lista de espera são realizados 2 vezes por semana (segundas e quintas) com duração média de 45 minutos e as demandas ocorrem 1 vez por semana (terças) com a finalidade de manutenção e/ou realização de orientações de acordo com as necessidades de cada paciente, enquanto aguardam a lista de espera, são realizados cerca de 3 atendimentos no turno da manhã e as atividades tiveram início em abril de 2023 até o presente momento. Além disso, são oferecidas em média 10 sessões de fisioterapia dependendo das condições de saúde de cada paciente. As visitas são realizadas junto com os ACS e se necessário com outros profissionais da equipe, e, a partir da avaliação realizada, são estabelecidas as condutas e orientações adequadas para cada paciente quanto às trocas de decúbito, exercícios respiratórios, exercícios passivos, ativo-assistidos e ativos para serem realizados nos dias que não há atendimento. Resultados: As principais demandas são de usuários acamados, pacientes oncológicos, com sequelas de AVC e idosos vítimas de fraturas de fêmur, a demanda para os atendimentos de fisioterapia são grandes, por isso, a partir dos AD é possível suprir essa demanda da população que anteriormente era negligenciada garantindo o cuidado desses pacientes à luz do princípio da equidade. Até o momento, foram atendidos cerca de 15 pacientes domiciliares sendo: 8 atendimentos para pacientes neurológicos, 3 ortopédicos, 3 oncológicos e 1 acamado. Assim, foi possível proporcionar melhores condições de vida, com orientações para que os cuidados certos sejam realizados e a reabilitação para que possam recuperar suas funções e/ou prevenir piora do seu quadro de saúde. Além disso, foi possível implementar na unidade a fisioterapia preventiva, ampliando o foco reabilitador da profissão e abrangendo os preceitos da saúde coletiva, com atuação multiprofissional e ciente das condições de vida da população usuária do sistema. Conclusão: Anterior a inserção da residência na ESF não haviam atendimentos domiciliares realizados pelos fisioterapeutas, a partir da inserção, as demandas começaram a ser reveladas e os pacientes e familiares foram beneficiados com mais recursos para permitir melhores condições de cuidado. As visitas domiciliares possuem relevância pelo fato de propiciar condições para os profissionais atuarem a partir do modelo de atenção centrado no indivíduo e nos seus determinantes e condicionantes de saúde confrontando o modelo centrado na doença e com pouco vínculo com a comunidade. Para a atuação como fisioterapeuta, propiciou uma atenção integral aos pacientes, com condutas e orientações de acordo com suas incapacidades, potencialidades, barreiras, facilitadores, fatores ambientais, culturais e sociais.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

ATENÇÃO DOMICILIAR COMO FORMA DE ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO CONTEXTO DA ESF. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116462. Acesso em: 17 abr. 2026.