FREQUÊNCIA E FORMAS DE CONSUMO DE CARNE SUÍNA NA REGIÃO DA FRONTEIRA OESTE GAÚCHA

Autores

  • Pâmela Ouriques Valença
  • Eduarda do Carmo Klaus
  • Thais Viana Fonseca
  • Miguel Oliveira Marques
  • Bruno Neutzling Fraga
  • Pablo de Souza Castagnino

Palavras-chave:

Preferência, Suinocultura, Consumidor

Resumo

Na região Sul do País algumas cidades se destacam pela cadeia suinícola. Essas alavancam o Brasil para a quarta posição em produção e exportação de carne suína. Ao comparar a outros países, a ingestão per capita nacional de carne suína é baixa. O consumo é influenciado por questões de preferência individual por tipo, cortes e modos de preparo. Além disso, questões culturais e tradições são fortes influenciadores dos hábitos diários de alimentação. O conhecimento sobre as preferências e cultura do público consumidor é fundamental para adequar a oferta de produtos. A carne suína é versátil e pode ser consumida in natura ao compor receitas, ou utilizada para derivados (presunto, apresuntados, patês, torresmo, chouriço e salsichão...). Deste modo, é importante que cadeia da carne suína realize pesquisas para entender as especificidades de como a população costuma consumir a proteína para aprimorar os seus produtos. Talvez, a aplicação de questionário para o público caracterizado como consumidor de carne suína possa contribuir nessa compreensão. O Porco no rolete, evento regional que ocorre anualmente na cidade de Itaqui, pode ser este cenário. O objetivo neste estudo é obter alguns aspectos sobre o consumo de carne suína a partir do seu público consumidor da fronteira oeste gaúcha. O estudo foi realizado pelo Grupo de Pesquisa em Suinocultura da Unipampa GPSUI. Inicialmente foi realizado uma pesquisa exploratória para planejar sobre as especificidades das questões bem como das abordagens aos participantes do evento. As atividades foram definidas para a aplicação de questionário on-line com sete perguntas objetivas, com múltiplas respostas, sobre a preferência de consumo e percepção da carne suína. Também foi realizada pergunta descritiva (aberta) sobre o consumo de iguaria com base na carne suína. O público-alvo foram os participantes do evento do 18° Porco no Rolete, ou seja, grupo amostral definido como consumidores de carne suína. Importante ressaltar que em nenhum momento houve a coleta de quaisquer dados de identificação ou algum tipo de obrigatoriedade. Portanto, houve anonimato integral e o fornecimento dos dados ocorreu de forma espontânea. O evento transcorreu por aproximadamente três horas (11h até 14h) no dia 04 de julho de 2023 na Associação Desportiva e Cultural da Camil Alimentos (ADCC) no município de Itaqui. O acesso ao questionário foi disponibilizado em QRcode (acesso a plataforma online) por um folder explicativo do projeto presente em todas as mesas. O questionário também foi disponibilizado nas mídias sociais do GPSUI pelo período de 8 dias. Respostas do público não-participantes do evento foram impossibilitadas, uma vez que o questionário solicitava a numeração convite/mesa. Os dados foram tabulados em planilha eletrônica e analisados. Os resultados amostrais são viesados da população do município de Itaqui. Dos participantes do evento (público aproximado de 300 pessoas), foram obtidas 56 respostas válidas. Ao questionar o motivo por consumir carne suína, 37,9% responderam ser pelo gosto característico (sabor e aroma) da carne, outras 29,3% por questões de hábito (pessoal), costume (familiar) ou tradição (cultura). E ainda, 27,6% revelam que o motivo do consumo é pela qualidade alta (maciez e suculência). Evidencia-se que a carne suína agrada aos paladares. Além disso, as frequências de consumo se destacam com 51,7% semanal, 13, 8% quinzenal e 29, 3% consumo mensal. Quanto à forma de preparo 80% dos participantes prefere a carne suína assada. Conjetura-se, neste caso, que as formas de preparo estejam ligadas com consumo rotineiro. Em relação aos cortes in natura, a costela prevalece com 55,2%, seguida pelo lombo suíno (15,5%). Talvez, o comércio local pudesse avaliar e considerar questões sobre esses cortes. Sobre o consumo de derivados, a sequência de consumo decrescente foi linguiças (77,6%); bacon (74,1%); salames (55,2%); calabresas (51,7%); banha (48,3%); kit feijoada (44,8%); salsichão e presunto (39,7%); torresmo (32,8%); mortadela (31%). Existem gostos estabelecidos, mesmo com outras opções disponíveis. A questão sobre o que mais escutam sobre carne suína (crenças ou costumes), dentre as alternativas, 41,4% marcaram sobre ser uma carne suculenta e saborosa e 37,9% que é saudável. Quanto a experiência de saborear alguma iguaria com a carne suína, as respostas não, foram unânimes atingindo 44,4%. Ocorreram alguns comentários sobre o consumo de morcilhas de sangue, matambre assado, patê de fígado e estrogonofe. As respostas obtidas no Porco no rolete, evidenciam que as opiniões sobre os benefícios da carne suína estão mudando, mesmo com algumas crendices. A pesquisa exploratória contribuiu para melhor compreensão dos hábitos de consumo da carne suína e derivados, o que se mais comenta (crenças e costumes), cortes de preferência e opinião sobre a proteína na fronteira oeste gaúcha. O consumo da carne suína é aceita pelo público consumidor da fronteira oeste gaúcha.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

FREQUÊNCIA E FORMAS DE CONSUMO DE CARNE SUÍNA NA REGIÃO DA FRONTEIRA OESTE GAÚCHA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116444. Acesso em: 17 abr. 2026.